Voluntariado em São Roque (SP), de 8 a 12/07/10

Tive uma experiência interessante no mutirão de São Roque.

Na semana da viagem, já me preparei para o trabalho, para o servir. Já havia feito experiências semelhantes em menor escala, portanto, não achei dificuldades no preparo, muito menos no momento. Fui avante com esta proposta de trabalho, e trabalho árduo. Tanto que, ao final da viagem, tenho que confessar que pela primeira vez não lancei mão de julgamentos gerais, sobre a viagem ou sobre as pessoas, se trabalharam ou não, porém, refleti internamente, sobre meu papel, meu preparo, meu trabalho. Tantos “meus” pode soar egoísta, mas creio ser necessário esse “olhar para si”.

Porém, dois momentos que me chamaram a atenção foram externos ao local de realização do mutirão. Um deles ocorreu na antiga estação ferroviária desativada de Maylaski, que hoje é um Centro Cultural. A Dona Chiara, membro da Família Dominicana, nos convidou para fazer um encontro sobre música com as crianças e jovens daquela região. Falamos sobre música, tocamos e interagimos com as crianças, e ao final, elas já tocavam os instrumentos sem ninguém pedir. Fiquei feliz que proporcionamos este contato a elas, da música, da música enquanto arte. Devo agradecer aqui a Dona Chiara, que neste encontro proporcionou um momento de confraternização com as crianças, com lanche e refrigerante e tratou do nosso transporte.

Outro momento foi o encontro com as monjas da Ordem dos Pregadores que vivem em clausura. Fui armado com uma inflexibilidade para este encontro, pensando o quão paradoxal é a vida enclausurada, uma vez que há um mundo necessitando da emergência da ação de pessoas. Porém, no momento do “recreio” com as monjas, após a celebração, Frei Mariano nos convidou a conversar com elas, e nos fez refletir sobre a vida na clausura. Foram expostas mais contradições, e a partir daí comecei a perceber quanto é contraditória a vida cristã mesmo. O quanto de loucura tem que haver, o quanto de irracional que é, mas é claro, havendo a justa medida das coisas. Os momentos de oração e partilha que praticávamos todos os dias também foram importantes para rememorarmos o dia, nos lembramos como irmão, ouvir a Palavra e acima de tudo, sair de lá com a proposta de praticá-la. Tivemos também dois momentos de alegria e descontração, pois duas aniversariantes estavam conosco, a Lívia e a irmã Jô.

Osvaldo Meca

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