MJD Brasil em Porto Nacional

Nos dias 16 e 17 de abril o representante do MJD – BR, Leonardo De Laquila, e o assessor nacional, Fr. Claudemir Rodrigues, foram a Porto Nacional – TO para se encontrar com os grupos do movimento que ali estão surgindo.

O encontro tinha como objetivo conhecer os jovens dos grupos que estão se formando na região e criar um espaço de formação e partilha entre os assessores do Movimento Juvenil Dominicano de Porto Nacional e do Brasil.

Recebidos pelas irmãs Francisca e Danize da província Madre Anastasie das Irmãs Dominicanas de Monteils, o encontro, que se deu no Col. Sagrado Coração de Jesus, contou com a participação de aproximadamente 30 jovens sendo eles curiosos ou integrantes dos quatro grupos da região. Coordenado inicialmente pela querida Ir. Danize – representante das Irmãs Dominicanas de Monteils, o encontro se dividiu em dois momentos:

No primeiro, que ocupou a parte da manhã, o grupo foi levado a refletir sobre a oração e o estudo na ordem e no segundo sobre a vida comunitária e a elaboração de um projeto concreto ligado a evangelização nas Escolas. No domingo pela manhã, dia 17, tivemos um momento muito rico de partilha e estudo com os assessores do MJD de Porto Nacional.

Agradecemos toda a prontidão que a Província Madre Anastasie teve em acolher e fomentar o Movimento Juvenil Dominicano em Porto Nacional. Agradecemos também a participação de todos os jovens presentes no dia do encontro!

Obrigado Porto Nacional!

Paz e bem!
MJD BR – Movimento Juvenil Dominicano do Brasil

A águia e a galinha

Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros.

Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:

– Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia.

– De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.

– Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.

– Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.

Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:

– Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!

A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas. O camponês comentou:

– Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!

– Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.

No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurroulhe:

– Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!

Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas. O camponês sorriu e voltou à carga:

– Eu lhe havia dito, ela virou galinha!

– Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.

No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:

– Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!

A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que eus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.

Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais alto. Voou… voou.. até confundir-se com o azul do firmamento…”

Leonardo Boff