Encontro Regional Sul: A construção da identidade

Por Leonardo De Laquila

Olá queridos companheiros de caminhada da região sul!

Com muita alegria nos aproximamos de mais um encontro!

E por que nos encontrarmos?

O MJD é um movimento espalhado por três cantos do Brasil que agrega em cada um de seus grupos diversas formas de vivenciar o Carisma Dominicano. Para mantermos a unidade, se faz necessário de tempos em tempos refletir e partilhar a caminhada para nos enriquecermos e mantermos a chama acesa. Sempre temos o que partilhar e por onde crescer! E esse é o momento e por isso é de suma importância a participação de cada integrante do MJD. Vocês são aquilo que faz o movimento poder existir, a sua ausência nos faz mais fracos!

O encontro regional é um espaço também destinado à formação e por isso é aberto a outros jovens que sentem a necessidade de se aprofundar a na fé ou mesmo tem o desejo de conhecer nosso carisma.

Esse ano a reflexão gira em torno da “IDENTIDADE”, pois como Humanos em construção, precisamos clarear e fortalecer o nosso “Si Mesmo” para assim, nos tornarmos mais próximos daquilo para o qual Deus nos criou.

A seguir um texto para iniciarmos o encontro!

Aproveitem…

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A construção da identidade

O Homem é o único animal social que, para entrar em sua sociedade e ocupar uma “função”, necessita aprender. Nesse processo, ele busca se afastar de sua zona de instinto para então se tornar aquilo que chamamos de civilizado. Assim, o Homem, ser social, inicia o desenvolvimento da sua identidade através da interação que mantém com o meio em que vive. A construção da identidade apresenta características diversas em razão das diferenças culturais.

Todo processo de construção de Si vai ser quase que determinado pelos tipos de estímulos que recebemos, estímulos como motivação à curiosidade, desenvolvimento da fala e dos movimentos, ao convívio social, exercício do pensar e agir autônomo entre tantos outros. Nesse processo de estímulos externos, somos influenciados pelo meio a nossa volta e, dentro de um processo mimético, absorvemos e copiamos de forma consciente ou inconsciente esse meio.

Mas o que é propriamente dito Identidade?

Segundo o Dicionário Michaelis “Conjunto dos caracteres próprios de uma pessoa, tais como nome, profissão, sexo, impressões digitais, defeitos físicos etc., o qual é considerado exclusivo dela e, consequentemente, considerado, quando ela precisa ser reconhecida.”

O mundo moderno está repleto de teorias pedagógicas que visam emancipar o Homem e torna-lo autônomo, fortalecendo sua identidade, mas não é bem isso que verificamos. A globalização hiperestimula o Homem, e esse estímulo, que deveria ser de “diferenciação”, leva-o a querer se “igualar” aos padrões pré-determinados, tornando-o um ser diluído em uma grande massa formalizada. O Homem, que deveria ser autêntico, torna-se mais um na sociedade.

Segundo S. Tomás de Aquino, a finalidade da ação Humana é a busca da felicidade. Tudo que fazemos está relacionado a esse encontro. Porém, esse encontro se dá na autenticidade do ser. Deus me criou com mecanismos específicos e uma finalidade particular para me tornar único. Quando descubro a minha identidade, aquilo para o qual Deus me criou, encontro o caminho que me leva a me tornar mais pleno e, por isso, mais feliz.

Engana-se aquele que pensa que esse caminho do “conhece-te a ti mesmo” se dá no isolamento súbito. Como disse no início do texto, o Homem é um animal social que precisa aprender. O Homem precisa do outro e o outro é fundamental no processo da Identidade, pois sem necessidade de me diferenciar de alguém não preciso me tornar eu mesmo. O “eu” só existe se existir o “outro”. Essa bela contradição é o que torna a construção pessoal em uma trama que passa no se “igualar” para se “diferenciar”. A questão principal é que se não recebermos os estímulos de necessidade desse segundo movimento de diferenciação, acabamos sendo engolidos pelo nós.

Como entrar em um processo de vivenciar uma Humanidade autêntica utilizando das facilidades desse mundo global para me tornar aquilo para o qual Deus me criou? Ser Cristão não seria mais uma forma de diluir o meu eu em outra espécie de massa?

É isso que queremos discutir no nosso encontro!

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