J(MJ)²D – Rio de Janeiro, 2013

Por Thales Cervi e Bruna Andreotti. 

Ocorreu entre os dias 22 e 28 de Julho, na cidade do Rio de Janeiro, a XXVIII Jornada Mundial da Juventude, evento que voltou à América do Sul na feliz coincidência da regência do primeiro Papa “não-Europeu”, que é, além disso, sul-americano. O Movimento Juvenil Dominicano marcou presença no evento, com uma comitiva de aproximadamente 60 peregrinos dos grupos de Curitiba, São Paulo e Porto Nacional.

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Alguns chegaram na segunda-feira, 22, outros na terça-feira, 23, e outros vieram apenas para o final de semana, mas aproveitaram cada dia com a mesma unidade que o grupo manteve durante toda a semana de eventos. Não havia como deixar de presenciar o Papa Francisco, cujas ideias e palavras se aproximam muito das bandeiras levantadas pelo movimento desde sua fundação no Brasil. Se hoje a mídia diz que o novo Papa está reestruturando a Igreja de cima para baixo, o MJD e outros movimentos juvenis vêm colaborando para uma adaptação de realidade para a Igreja Católica e a JMJ é para nós o símbolo do encontro entre as duas correntes, que um dia com certeza se encontrarão, de baixo pra cima e de cima para baixo, em uma Igreja que mantém sua tradição sempre adaptada às novas realidades.

Foi uma experiência única levantar bandeiras de Frei Tito e Frei Jean entre jovens do mundo todo e mostrar que aprendemos com nossa história como colaborar na edificação de um cristianismo mais humano.

Além do MJD – Brasil, diversos jovens, cada um com sua bandeira, trouxeram sua forma regional específica de adorar ao Deus do Amor para compartilhar com os demais. Um momento de encontro multicultural como esse expõe uma Igreja Católica composta por muitos, milhões de jovens cujo papel se estende para além das areias da praia de Copacabana. Pois o santo Padre insistiu tantas vezes: “não levar o fruto dessa semana adiante é como sufocar uma chama que foi acesa”.

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Quem escuta as palavras de Francisco e vê suas atitudes, aprende com exemplos como um cristão deve se portar nos nossos tempos e se sente no dever de levar a humildade e o amor ao próximo para além da cidade do Rio. Só uma força revolucionária pode modificar as diversas realidades sofridas vividas nos quatro cantos do mundo e só uma juventude revolucionária será capaz de quebrar os muros da indiferença para construir pontes enraizadas no Evangelho do Amor, afinal “hoje em dia, um cristão se não for revolucionário, não é cristão”.

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Toda essa experiência comunitária cultural desperta nos participantes algo que nos acompanha desde o surgimento da humanidade: a espiritualidade. Espiritualidade que vem antes de qualquer Religião, como nos lembrou Frei Betto em sua palestra ministrada no Colégio Santa Rosa de Lima que acolheu o MJD – Brasil. Esse contato com um Frade que tanto lutou pelos direitos humanos do povo brasileiro no período da ditadura, despertou ainda mais essa sede do jovem dominicano, de transformar sua realidade em uma realidade mais próxima do Evangelho. Mais que a juventude que foi ver o Papa, os mais de um milhão de jovens na praia de Copacabana formavam a JUVENTUDE DE CRISTO, aquela que deve buscar, cada vez mais, orientação nas Sagradas Escrituras para uma proximidade espiritual pessoal com o Cristo vivo e, mais ainda, buscar no coração, orientação para acolher o irmão marginalizado, independente do país em que vive.

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A semana da JMJ passou, mas existe uma vida toda pela frente. Quem pôde aproveitar desse momento para crescimento pessoal deve continuar amando, pois não existe base mais sólida para construção de pontes para um mundo melhor.

Abaixo, mais uma partilha de experiência sobre a JMJ, da jovem Bruna Andreotti:

“Muito mais do que ver o Papa, as pessoas presentes deixaram a palavra dele entrar em suas vidas, como a reflexão que tivemos numa oração junto ao grupo, “ouvir e praticar” é isso que esperamos que aconteça.

 Com uma visão pessoal, a Jornada foi algo impossível de descrever, ver o mundo inteiro com o mesmo objetivo, a língua e a cultura deixaram de ser uma barreira, e todos se entendiam através da palavra de Deus.

 Nós Dominicanos tivemos a incrível oportunidade de ouvir as palavras do Frei Betto, que foi, e é um grande homem para a história brasileira e para qualquer pessoa que conhece ao menos um pouco de sua vida. Ele nos motivou a conquistar nosso espaço na ordem, e disso continuar a fazer uma grande obra.

 Na Praia de Copacabana nossas vozes tomavam força, era “a juventude do Papa”, mas gosto de pensar que, além disso, somos “a juventude de Deus”, que aos poucos com pequenas ações, estamos mudando o mundo.

  A convivência entre as pessoas na escola que nos acolheu criou laços entre as pessoas, formou amizades, fez do Movimento Juvenil Dominicano mais unido, mesmo com suas diferenças.

 Ao fim da jornada, o que na verdade penso que é só o começo, estaria mentindo se dissesse que não senti a presença de Deus em nenhum momento, ou o que eu vivi não vai mudar a minha vida daqui em diante, por que vai, o amadurecimento, a visão para coisas, cada passo é diferente, basta ouvir e praticar, levar para vida, e nunca deixar este espírito da JMJ apagar de nossos corações”.

 

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