MJD participa de formação sobre “Protagonismo Juvenil” em Palmas (TO)

Por Giovanna Araújo

O estudo é um dos elementos que compõem o chamado tripé do carisma dominicano (além da oração e a vida em comunidade). Na sede por mais conhecimento e aprofundamento, nossa amiga Giovanna Araújo, membro do MJD-Porto e Promotora Nacional de Missão, participou de um encontro de formação realizado pela Rede de Educação Cidadã (RECID), em Palmas (TO).

Dijó, como é mais conhecida, viveu ótimos momentos ao lado de jovens indígenas, pescadores, assentados, acadêmicos e cantores. Leia o relato que ela escreveu sobre os principais pontos dessa experiência.

“No último fim de semana de 22 e 23 de janeiro, tive a oportunidade de participar da II Escola de Formação Padre Josimo, realizada pela Rede de Educação Cidadã (RECID), em Palmas, no Tocantins. A escola tem quatro módulos, e nesse primeiro o tema abordado foi “Protagonismo Juvenil”, que teve como objetivo principal desencadear um processo de formação sócio-político, cultural, que contribua para o fortalecimento da luta pelos Direitos Humanos no estado do Tocantins, envolvendo de modo especial nós jovens em vista do nosso protagonismo como cidadãos na construção do poder popular. Havia uma equipe bem estruturada fazendo a acolhida, e quem ministrou os momentos foram a Carmelita, o Alex, o Pedro e o João.

O encontro foi realizado em uma chácara que fica a 3km da rodoviária de Palmas. Fomos acolhidos pela bela natureza que nos cercava e por ser um lugar alto dava para ver parte da cidade. Tudo muito lindo, um lugar que transmite muita paz (isso me ajudou muito durante o decorrer do encontro).
As atividades começaram por volta das 20h. Os organizadores se apresentaram e, logo após, foi a nossa vez de dizermos de onde viemos e o que fazíamos.
Fiquei muito encantada ao saber que eu estava no meio de jovens indígenas, pescadores, assentados, acadêmicos, cantores entre outras tantas diversidades. Depois disso, tivemos música, piada, um momento de total descontração com o João – um cara que canta “coco”, um tipo de música que conta fatos corriqueiros do dia a dia.

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No segundo dia de encontro, o negócio começou a pegar fogo com a rádio comunitária da Carmelita. Ela inventou essa dinâmica pra instigar todos nós a dizermos sobre como era o jovem da nossa cidade. Ela vinha cheia de façanha dizendo: “Essa é a rádio comunitária e lá na sua cidade o jovem está…” e colocava um microfone para cada um dizer. Depois disso, foram comentadas as dificuldades que cada grupo ou comunidade tinha para atuar em suas respectivas áreas, tais como a luta pela terra que tem tido em vários lugares do estado, a falta de locais para os jovens se divertirem, a situação em que estavam as ruas das cidades… e por aí foram vindo indignações e experiências vividas por cada um em sua comunidade.

No decorrer pude perceber que tudo que ouvíamos durante as palestras teve muito resultado nos grupos que foram divididos para discutir textos e situações comentadas. Os jovens se sentiam mais à vontade em grupos pequenos e assim tudo ficou bem mais produtivo. Nas ideias de grupo tive a oportunidade de partilhar experiências com duas jovens assentadas e elas me disseram sobre a dificuldade do lugar em que vivem, desde o transporte à escola até a resistência de fazendeiros que quase todo dia dão “pitaco” na vida deles. Me disseram também algo que me deixou bem feliz, que foi um encontro da Pastoral da Juventude Rural (PJR) realizado no Recife com mais de 5 mil jovens lutando por seus direitos.

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Continuamos o último dia com mais discussões de fatos polêmicos que aconteceram entre os jovens e pude ver muita determinação em cada um que estava presente. Elegemos presidentes e vices por região. A presidente da minha é a Ivanilda, que hoje é evangélica e servidora pública, e o vice é o Demetryus, estudante, cantor, compositor e, daqui a pouco, integrante de uma banda super da hora; Essas eleições foram feitas para que os componentes de cada região fiquem mais organizados e para trocarmos ideias de como e quando podemos atuar em algum movimento social.

Para finalizar, uma frase que matutamos durante o encontro: ‘Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo’ (Paulo Freire).”

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