Boas vindas ao novo provincial e aos novos assessores!

da redação do Blog

É com alegria que nós, jovens do Movimento Juvenil Dominicano do Brasil, informamos que frei Edivaldo (mais conhecido como frei Bruno) foi eleito prior provincial dos nossos irmãos frades, em eleição ocorrida no dia 17 de janeiro de 2014, durante a assembleia a o capítulo dos frades.

Frei Bruno emitiu os primeiros votos na Ordem no dia 4 de março de 1978, sendo ordenado presbítero a 21 de junho de 1981. É Mestre em História pela Universidade Federal de Goiás (UFG), e foi professor de História da Igreja em diversas faculdades. Saudamos frei Bruno por ser escolhido para tão importante cargo a serviço da ordem e da igreja e demonstramos publicamente nossa satisfação em sua escolha.

Nos colocamos a disposição de frei Bruno e sua equipe de promotores como parceiros da pregação, para que possamos unir os esforços como uma família, afim de pregar e lutar pela construção do Reino de Deus.

Também ficamos felizes com a decisão de frei Bruno para o assessor do Movimento Juvenil Dominicano: Frei Mariano foi escolhido conforme nosso pedido enviado em carta para o capítulo. Já havíamos trabalhado com frei Mariano em muitas ocasiões. Ele nos acolheu em encontros de formação, celebrou conosco, assessorou em retiros, e diversas vezes nos presenteou com sua deliciosa macarronada. Sim, este simpático frade veio da Itália, e chegou aqui no Brasil na década de 1980. É especialista em história da Igreja e história da Ordem. Mariano aceitou o trabalho prontamente e a cada dia estreita os laços conosco. Um amigo e assessor.

Frei Mariano, em Curitiba, após a renovação do compromisso do grupo na Paróquia Santo Antônio.

Frei Mariano, em Curitiba, após a renovação do compromisso do grupo na Paróquia Santo Antônio.

Outra novidade com a troca de assessor nacional foi a nomeação de frei Zilton para assessor regional, em São Paulo. Frei Zilton já acompanhava os trabalhos e sempre foi um grande camarada. Formado em Filosofia, ele nos dá grande suporte de formação e companheirismo na caminhada. A nossos antigos assessores regionais, frei Alexandre e frei Bruninho, deixamos nosso sincero agradecimento e continuaremos juntos na missão. Esperamos em breve também comunicar a todos os assessores das outras regiões.

Frei Zilton, em São Paulo, após um encontro sobre Quaresma com o pessoal da Paróquia São Vicente de Paulo.

Frei Zilton, em São Paulo, após um encontro sobre Quaresma com o pessoal da Paróquia São Vicente de Paulo.

Por fim, mas não menos importante, agradecemos toda a dedicação e companheirismo de nosso assessor anterior, frei Claudemir (mais conhecido como Clau). Sua presença foi essencial (e ainda é) para aprendermos sobre a história e constituições da Ordem dos Pregadores e para exercitarmos nosso pilar de vida fraterna, pois frei Claudemir sempre nos incentivou a sermos amigos, a se fazer um movimento de amigos e fazer desses espaços uma parte integrante da vida de pregação.

        Nosso muito obrigado ao frei Claudemir.

Abaixo, recebemos duas mensagens. Uma de Frei Mariano e outra de Frei Zilton, nos contando sobre o processo de estarem entrando no MJD como assessores:

“São Paulo – 18/ 03/ 2014

Queridos amigos e amigas do MJD,

Quando alguém entra numa casa, a primeira coisa que deve fazer é se apresentar. É o que pretendo fazer com esta pequena mensagem a vocês.

Eu sou frei Mariano, frade dominicano de origem italiana, trabalhando no Brasil a mais de trinta anos. Vivo em São Paulo, no convento das Perdizes. O nosso Provincial frei Edivaldo me comunicou que na última Assembleia os vossos representantes pediram que eu fosse o novo assistente nacional do MJD.

Num primeiro momento fiquei bastante perplexo, pensando que já estou na fase da juventude acumulada! A vida é mesmo uma caixinha de surpresas!  Jovens pedindo por fazer sua caminhada junto com um velho…

Por outra parte, gosto de enfrentar os desafios que aparecem no caminho; e este é para mim um belo desafio, que aceitei com alegria, confiando na ajuda do Senhor, na proteção de São Domingos, e também… na vossa paciência e misericórdia.

É certo que minha contribuição poderá acontecer mais na linha da formação dominicana, do que no acompanhamento das ‘caminhadas orantes’ e atividades ‘esportivas’ desse tipo!

O Movimento Juvenil Dominicano é uma bela ‘novidade’, que brotou nestes últimos anos em várias partes do mundo. Jovens que pretendem construir sua vida e realizar sua vocação bebendo nas fontes do carisma espiritual e apostólico, que segue os passos de Domingos, de Catarina de Sena, de Rosa de Lima, de Piergiorgio Frassati e de tantos outros.

Pensando bem, esta bela ‘novidade’ não é tão novidade assim.  A proximidade e a ligação da Ordem com os jovens sempre foi muito profunda, desde os primeiros tempos até hoje.  Penso na amizade do próprio São Domingos com os jovens estudantes da universidade de Bolonha e de Paris. A amizade dele com a jovem Diana dos Andaló em Bolonha. Esta moça, filha de uma família nobre e muito rica, escutando sua pregação se motivou para seguir a vocação religiosa e lutou contra a oposição dos familiares. Resistindo à violência dos irmãos que tinham invadido o mosteiro para reconduzi-la à força na casa dos pais, ela até quebrou uma costela! Domingos lhe mandava, escondido,  mensagens de encorajamento. Penso no grande carinho de Domingos para com os numerosos jovens que abraçavam seu ideal de vida evangélica. Antes de morrer, em Bolonha, ele os quis junto de si, para dar a eles seus últimos ensinamentos.  E até confessou a eles um ‘segredo’ pessoal: algo que sentia como uma ‘culpa’. Ele confessou que sempre tinha gostado mais de se entreter com moças jovens, do que com mulheres velhas… Os jovens devem ter pensado: ainda bem que o nosso pai Domingos é uma pessoa: normal!

Lembro também o fato de os jovens estudantes das várias universidades da Europa medieval sentirem-se em casa no claustro dos frades Pregadores, cujo convento estava normalmente localizado bem perto da própria universidade. Foi graças a esta proximidade que o jovem estudante Tomás de Aquino conheceu a Ordem e descobriu o chamado de Deus para a vida religiosa, seguindo as pegadas de Domingos. O mesmo aconteceu com o jovem Alberto Magno, quando estudante na universidade de Pádua; e, também, com Jordão de Saxônia na universidade de Paris. E porque não lembrar o caso de Catarina de Sena, que antes de entrar na Fraternidade leiga participava de um grupo de jovens ligados aos frades do convento de São Domingos em Sena.  Este grupo se chamava de “allegra brigata”: galera alegre!

Mais perto do nosso tempo, lembro a grande atuação junto à juventude estudantil e operária (JEC, JUC, JOC, etc.) dos frades dominicanos do Brasil nas décadas de ‘50 e ’60. Destes grupos saíram pessoas que tiveram e estão tendo uma grade atuação no campo da pastoral da Igreja, da vida social e política brasileira. Entre os tantos, me vem a mente o famoso Betinho, discípulo predileto do nosso frei Mateus Rocha.

Podemos assim afirmar que o meio juvenil e estudantil sempre foi o lugar social e eclesial próprio da comunidade dominicana.  O MJD representa mais um belo capítulo, desta longa tradição ‘juvenil’ da Ordem.

De minha parte aceitei o pedido, que vocês me fizeram, de caminhar junto com vocês como ‘assistente’ do MJD, tendo clara consciência da oportunidade que a Providência está nos oferecendo de renovar a vivência desta bela tradição ‘juvenil’ da Ordem.

Com muito carinho me coloco, então, a disposição de vocês, como irmão de caminhada. Aos poucos terei oportunidade de conhecê-los todos, nas visitas que, junto com Bruno Alface (novo coordenador do MJD) e demais membros da equipe de coordenação, estamos programando.

Além do novo ‘assistente’,  agora o MJD poderá contar também com a colaboração do nosso estudante dominicano, o frei Zilton.

Ele é jovem na vida dominicana, mas já muito experiente no campo do estudo, do ensino e da pastoral juvenil. Trabalharemos juntos, com muito entusiasmo e, tenho certeza, com muitos bons frutos.  Deixo aqui um espaço para que ele também possa lhes mandar sua mensagem.  A todos e todas o meu abraço, com a benção de São Domingos.”

                                                                                              frei Mariano S. Foralosso, OP 

 

“Bem, é minha vez – frei Zilton – de assumir essa bela mensagem iniciada por frei Mariano.

Escrevo, consciente, de já não ser novidade para o MJD. Ainda assim, imensamente feliz por, agora, peregrinar, oficialmente, com vocês, um conjunto de pessoas fantásticas.

Tenho grandes expectativas e a certeza de que não serei frustrado por elas.

É bom estar e caminhar com vocês!”

                                                                                        frei Zilton F. Salgado, OP

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