Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos | #SOUC

por Giovanna Araújo – Dijó

Precisamos do outro para chegar até Cristo, sendo assim a unidade dos que nele creem é essencial para que concluamos nossa missão aqui na terra. E é com esse intuito que a Semana da Unidade dos Cristãos acontece. Ela tem como objetivo aproximar os cristãos para que juntos orem um pelos outros, além de articularem maneiras para que as igrejas cristãs sejam mais parceiras possíveis.

O Papa Francisco fala em um vídeo que foi gravado em uma Igreja Pentecostal dos Estados Unidos sobre sua vontade e crença de que Deus conclua o milagre de unificar as igrejas cristãs. O líder católico fala que as divisões existentes entre os cristãos são apenas uma continuidade do que já ocorreu em tempos passados, e cita o exemplo de José, filho de Jacó, que foi vendido pelos irmãos e acabou sendo servidor do Faraó no Egito.

“Eles tinham dinheiro, mas não podiam comer o dinheiro. Foram ao Egito comprar comida, mas encontraram mais que comida, encontraram o irmão. Nós também temos dinheiro, o dinheiro da cultura, o dinheiro da nossa história, tantas riquezas culturais, riquezas religiosas, e temos diversas tradições. Mas temos de nos encontrar como irmãos. Temos de chorar juntos, como fez José. Estas lágrimas nos unirá, as lágrimas do amor. Nunca vi Deus iniciar um milagre que não concluísse bem.” Disse o papa.

O desejo é nosso também, é necessário agora que passemos essa mesma confiança a outros irmãos. O tema da SOUC esse ano foi preparado pelos nossos irmãos Canadenses: “Acaso o Cristo está dividido?”, foi retirado do texto bíblico de 1 Cor 1, 1-17.

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A semana ocorre de 1 a 8 de junho e cada região do MJD estará participando de alguma forma, seja nos movimentos ecumênicos ou mesmo em sua comunidade orando pelos irmãos e torcendo pra que assim como as outras, a SOUC 2014 seja bem produtiva. Acompanhe o site do CONIC e fique por dentro das informações da SOUC: http://www.conic.org.br/cms/

 

“Mas eu vos exorto, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo: guardai a concórdia e não haja divisões entre vós; sede bem unidos num mesmo espírito e num mesmo pensamento.”

 

#Missão #Quilombo

por Erick Vinicius e Gabriel Lanzillotta
Alguns jovens do MJD, entre os dias 09 e 11 de maio, foram participar da celebração da padroeira do Quilombo* de Ivaporunduva (localizado na cidade de Eldorado, extremo sul do estado de São Paulo). Quem esteve presente foi Frei Mariano OP (assessor nacional do MJD-Br), acompanhado por Erick, Gabriel e Leonardo. Foi uma longa viagem, e apesar do cansaço, vivemos coisas inesquecíveis, como relatado abaixo:

Chegamos no Quilombo na sexta-feira (09/05), após pegarmos muito trânsito, para participarmos da festa da Santa padroeira da cidade. Logo que chegamos, passamos pela humilde igreja e vimos que já havia começado a organização da festa. A expectativa era grande! Ao chegarmos a casa que iríamos ficar fomos muito bem acolhidos pelo Sr. Valdomiro, e começamos a conhecer um pouco a cultura deles, através da culinária… Logo após o jantar nos reunimos na sala e ficamos batendo papo, e confraternizando. Realmente eu me senti em família!

Primeira visita à Capela do Quilombo

Primeira visita à Capela do Quilombo

No outro dia acordamos cedo e após o café fomos visitar uma senhora para o nosso querido Frei Mariano dar uma benção a ela. Me chamou a atenção o fato do respeito para com os mais velhos, pois sempre pediam benção aos mais velhos, que as vezes é um ato banalizado por nós, mas que significa respeito e carinho. Após essa visita, então, seguimos rumo para conhecer uma fonte de renda para eles, que é a fábrica de banana cheaps (que nós tivemos o desgosto de não experimentar). Nessa manhã havia ficado muito forte para mim a unidade entre os Quilombos próximos uns aos outros, pois eles sempre se tratavam como uma família.

Durante a tarde do sábado, a expectativa aumentava cada vez mais. Nós fomos visitar outra senhora de idade também, para dar-lhe a benção, e nessa visita conhecemos um par de irmãos super gente boa, e tiramos fotos com eles, e sempre conhecendo a realidade desses meninos. Ainda a tarde fomos visitar o minifúndio do Sr. Valdomiro no qual possuía muitas frutas e especiarias como: cana-de-açúcar, hortelã, banana (não estava em época), mexerica etc.  É uma experiência excepcional, pois nós que moramos em São Paulo não estamos habituados com isso, por isso aproveitamos muito a parte gastronômica… E assim a tarde ia se esvaindo e chegava a tão esperada noite.

Sr. Valdomiro

Sr. Valdomiro

Às 18h começava a missa da padroeira, que o Frei Mariano celebrou. Foi uma missa linda. Foi tão bom ver aquela igreja simples e humilde de tudo, e muito acolhedora. Me fez refletir um pouco sobre algumas vaidades da nossa igreja, e as pessoas acabam esquecendo o objetivo principal, que é o Cristo. Foi uma celebração emocionante mesmo! Logo após a celebração chegou a parte esperada, a festança, com muito bingo e forró. A festa seguiu até as 6 horas da manhã. Nós, jovens, não tivemos o pique de aguentá-la até o fim, mas dava para ouvir a festa da casa onde estávamos… Enfim acabou o sábado, e fomos embora no domingo de manhã, com muita bagagem e muita história boa para contar.

Missa da Padroeira

Missa da Padroeira

Engraçado como há diferenças sociais e nem ao menos, no nosso dia a dia, percebemos isso. Vemos o mendigo na rua e simplesmente achamos normal, não nos indignamos mais de fato, já virou parte da paisagem. Vejo que não há necessidade de ir muito longe da cidade de São Paulo para ver essas grandes diferenças sociais, porém, ao fazer, saímos dessa “realidade acostumada” e conseguimos enxergar melhor.

A ida ao quilombo da cidade de Eldorado, interior de São Paulo, essa grande diferença consegue se mostrar. Víamos as casas feitas de qualquer jeito, barro, madeira; e graças à grande luta dos moradores, víamos outra casa, essa já mais bonita e em melhor estado.

Mata bem densa, plantações, montes cheios de árvores, estradas de terra e casas bem simples distribuídas irregularmente. Esse é o visual do lugar, pelo visto bem bonito em minha humilde opinião. Havia uma pequena escola e um pequeno hospital, que com a luta dos moradores chegaram até o quilombo.

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O acolhimento, do senhor Valdomiro e sua família, foi fantástico, consegui me sentir em casa nesse pequeno período que passei lá. Comida nem se fala! Difícil achar aqui na cidade grande algo com um sabor igual. Engraçado como dormindo relativamente menos do que na cidade parecia acordar bem mais recuperado e com menos sono. O orgulho do senhor Valdomiro para com sua plantação, ao mostrar-nos dava para ver o brilho em seus olhos, penso eu que seja pela luta para aquilo ser aquilo, todo trabalho durante anos em sua terra, tudo fruto de uma luta diária e continua.

Nosso novo amigo

Nosso novo amigo

Pelas voltas e cruzamentos pelo quilombo, passamos em diferentes locais, como na casa de pessoas que moram lá. A realidade do cotidiano de cada um, com seus contínuos e quase inacabáveis trabalhos, e até havia algumas senhoras bem idosas e doentes de cama. Ai está uma grande diferença, você vê de perto essa pobreza e se não conseguir se “humildizar” nesse cotidiano, você não o entende.

E quem não gosta de uma festinha, hein?! Sei que os quilombolas adoram. Houve a missa, celebrada por Frei Mariano, O.P., logo em seguida começava a festa de Nossa Senhora, a tão esperada. Não fiquei durante a festa toda, só pude contemplar o começo dela, com um mau azar do nosso pequeno grupo que foi em missão, de só ganhar um refrigerante no bingo. Dormimos e acordamos para ir embora e a festa havia acabado de terminar. Dançaram, beberam e se divertiram.

Vejo um lugar com grandes historias e grandes vivencias. Vejo que muitos podem ter uma grande experiência lá, espero poder voltar mais vezes, para poder ajudá-los de alguma forma, mas não sozinho, pois em grupo vejo que conseguimos ser melhores pregadores e melhores servidores de Deus.

 

*Quilombo é o lugar para o onde os escravos refugiados iam e se agrupavam

Semana da Terra Padre Josimo encerra com Frei Betto e caminhada dos mártires

noticias do pe do morro-02 Após diversas atividades e celebrações, a Semana da Terra Padre Josimo, realizada pela Diocese de Tocantinópolis, Comissão Pastoral da Terra e Movimento Juvenil Dominicano, encerrou-se neste domingo (18), no Pé do Morro, com uma bonita caminhada e uma missa em homenagem aos mártires da terra. Os moradores da cidade se concentraram na praça Padre Cicero, onde iniciou-se a celebração e procissão em direção à Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. caminhada_josimo Durante o percurso, a comunidade carregou uma faixa com o rosto de Josimo e ergueu estandartes com as imagens de pessoas que entregaram suas vidas em defesa dos desfavorecidos, como Irmã Dorothy Stang, Dom Oscar Romero, João Canuto, Raimundo Ferreira Lima, o “Gringo” e Oziel Alves Pereira. missa_josimo Fazer memória a estas e tantas outras pessoas que lutaram por um mundo melhor é questão de justiça, conforme pontou o frei dominicano Paulo Cantanheide, durante sua homilia. “Nós somos pedras vivas, e é nosso dever mostrar que esses mártires que carregamos na caminhada não estão mortos. É nossa missão fazer com que eles nunca se calem”, disse.

Frei Betto na UFT

A programação da Semana da Terra também contou com a palestra de Frei Betto, na sexta-feira (16), na Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Araguaína. Sob o tema “Como podemos mudar este mundo?”, cerca de 150 pessoas lotaram o anfiteatro para ouvir as experiências do irmão dominicano. O encontro fez o público refletir que uma vida entregue às causas da justiça e da paz, do direito, da dignidade e da liberdade vale a pena ser vivida. Frei Betto destacou o capitalismo como uma das principais barreiras para um mundo igual e a necessidade das pessoas terem seus princípios baseados no que Jesus Cristo viveu, e não no que o sistema perverso financeiro impõe à sociedade diariamente. betto_UFT No início da palestra, Frei Betto relembrou a entrega de Padre Josimo aos interesses dos camponeses e camponesas, que não se intimidou com as ameaças de morte que lhe eram feitas e doou a vida ao próximo. O palestrante ainda fez referência aos 40 anos da morte do amigo Frei Tito de Alencar Lima, um jovem dominicano que foi preso e torturado pela ditadura. Exilado na França, e não resistindo mais às lembranças dos tempos de sofrimento na prisão, Frei Tito suicidou-se em agosto de 1974.

Dom Tomás e Dom Celso

por Frei Cristiano Bhering, OP

Nos últimos dias, a Igreja, e em especial, a província brasileira da Ordem dos Pregadores perderam dois de seus mais diletos filhos. Do ponto de vista humano e afetivo, realmente a morte dos dois foi uma grande perda, porém, do ponto de vista da fé católica, um grande ganho, tendo em vista que com as páscoas de Dom Tomás Balduíno, OP (02/05) e de Dom Celso Pereira de Almeida, OP (11/05) a Igreja ganha mais dois santos para interceder pelo povo.

Dom Tomás Balduíno, nascido em 31/12/1922 na cidade de Posse, no estado de Goiás, ainda adolescente entra na escola apostólica dos frades dominicanos em Uberaba (MG). Em 1942 é admitido no noviciado da Ordem dos Pregadores, na cidade de Uberaba e emite seus votos em 01/08/1943. Inicia seus estudos de filosofia em São Paulo e depois, vai à Saint Maximin (França) concluir o curso de Teologia e obter a licença em Teologia. Em 04/07/1948 é ordenado presbítero. Voltando ao Brasil no início dos anos 50, trabalha como professor e na escola apostólica de Juiz de Fora (MG). Em 1957 é enviado para trabalhar na missão indigenista mantida pelos dominicanos em Conceição do Araguaia (PA). Nesse período tem um frutífero trabalho missionário. É nomeado Administrador Apostólico da Prelazia de Conceição do Araguaia em 1965 e em 1967 é designado bispo da diocese de Goiás, sendo sagrado em 26/11 do mesmo ano. Exerceu seu ministério episcopal até dezembro de 1998, quando retornou ao convento dominicano. Continuou exercendo, até as vésperas da morte, diversos trabalhos.

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Dom Celso Pereira de Almeida, por sua vez, nasceu em 07/03/1928 na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo (SP), também entra adolescente na escola apostólica de Santa Cruz do Rio Pardo. Em 1946, é admitido no noviciado da Ordem dos Frades Pregadores na cidade de São Paulo (SP), emitindo os primeiros votos em 11/02/1947. Estuda em São Paulo o curso de filosofia, e concluiu o curso de teologia em Bolonha (Itália). Foi ordenado presbítero em 04/08/1953. Ao voltar ao Brasil exerceu diversos trabalhos pastorais, foi pároco em São Paulo e Goiânia, secretário do regional da CNBB do centro-oeste. Foi nomeado bispo auxiliar da diocese de Porto Nacional (TO), sendo sagrado em 22/04/1972. Em 1976 assume a diocese de Porto Nacional. É transferido para a diocese de Itumbiara (GO) em 1995, trabalhando lá até a sua renúncia em 1998. Depois disso volta ao convento. Exerceu diversos trabalhos, foi superior de casa, mestre de noviços. Para todos foi um modelo da obediência religiosa.

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Os dois bispos exerceram importante trabalho pastoral. Foram sempre do lado dos marginalizados da sociedade e dos menos favorecidos. Dom Tomás foi o bispo dos índios, sendo inclusive fundador do CIMI (Conselho Indigenista Missionário) e também o bispo da reforma agrária, sendo também fundador da CPT (Comissão Pastoral da Terra). Dom Celso foi o bispo dos sertanejos, o pastor que sempre está junto de suas ovelhas e atento às suas necessidades. Os dois foram defensores dos direitos humanos, lutadores contra a grilagem de terra e o trabalho escravo. Foram bispos que agiram não somente no campo religioso, mas procuraram, com todos os esforços, a construção do reino em prol dos menos favorecidos. Temos certeza, que após a páscoa dos dois frades-bispos, eles ainda nos serão ainda mais úteis que aqui na terra, porque estarão intercedendo por nós ao Pai em favor da construção de um mundo baseado na vivência do Evangelho.

 

#CaminhadaOrante2014 #MJDBR

Olá peregrinas e peregrinos. Como estão?

Começa a partir de hoje as inscrições para a #CaminhadaOrante2014 #MJDBR.

Muitos já conhecem o que é a Caminhada Orante, porque fazemos e porque é uma atividade do Calendário Nacional. Mas, é sempre bom lembrar.

“Inspirado no milenar Caminho de Santiago de Compostela (Espanha), O Caminho da Fé (Brasil) foi criado para dar estrutura às pessoas que sempre fizeram peregrinação ao Santuário Nacional de Aparecida, oferecendo-lhes os necessários pontos de apoio. Ao menos uma vez por ano os jovens do MJD Brasil saem em peregrinação para percorrer parte desse percurso.

Caminhamos enquanto Movimento Juvenil Dominicano, e durantes os dias, exercitamos a oração, a vida em comunidade, o despojamento, e também a prática esportiva. Assim como foi o tema do nosso II Encontro Nacional, “Ser o todo em tudo”, também é buscarmos ser pregadores durante a atividade física e esportes. Para saber mais sobre as edições anteriores da Caminha Orante, acessem a categoria Viagens #MJDBR aqui do blog. Para entender melhor, assista ao vídeo em que nosso amigo Léo, também promotor internacional de Missão e Caridade do IDYM, conta um pouco sobre a proposta dessa atividade, clicando aqui.

Este ano o trajeto será de Inconfidentes (MG) até Consolação (MG), entre os dias 19 e 22 de junho de 2014.

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A inscrição para este ano continua como no anos anteriores.

1º passo:
Preencher nosso formulário clicando aqui.

*O preenchimento do formulário não garante a vaga. É necessário seguir os passos seguintes para estar devidamente inscrito*

2º passo: 
Depositar (ou transferir) a quantia de R$ 125,00 (dá direito a hospedagem nas pousadas, transporte e a camiseta da Caminhada Orante 2014).

Dados bancários:
Banco Itaú
Agência: 6200
Conta Corrente: 04068-8
Em nome de Bruna Essi Alfonsi

3º passo:
Enviar o comprovante de depósito ou transferência para o e-mail mjddobrasil@gmail.com. No campo assunto coloque seu nome e depois a frase “COMPROVANTE DE PAGAMENTO”.
Exemplo: “Carlinhos – COMPROVANTE DE PAGAMENTO”
Pode scannear o comprovante ou tirar uma fotografia, até do celular mesmo.

Para os que já estão quase tudo certo para ir, uma lista do que levar: 
– Documento (o R.G. basta). Quem não estiver com o documento, não irá;
– Autorização dos pais ou responsáveis, caso seja menor de idade. Pode ser feita à mão;
– R$ 120,00 para alimentação e outros possíveis gastos. Se puder levar um pouco mais, leve, e se possível, dinheiro trocado;
– A credencial do peregrino para os que tiverem. Quem não tem, é só fazer uma (até a última Caminhada custava R$ 5,00);
– Uma mochila confortável, de preferência que tenha correia peitoral e de cintura. Se não tiver, esses acessórios podem ser comprados a parte em lojas especializadas;
– 2 mudas de roupa mais a da corpo (observem a previsão do tempo e optem por calças ou bermudas, e blusa);
– Roupas íntimas;
– Chapéu ou boné;
– 1 capa de chuva de plástico;
– 6 pares de meia;
– 1 rolo de esparadrapo;
– Pomada Hipoglos;
– 2 fraldas de pano;
– 1 frasco pequeno com shampoo;
– 1 sabonete;
– Pomada de dor;
– 1 par de chinelo;
– Protetor solar;
– Frutas secas e barrinhas de cereais, em uma quantidade suficiente para os dias da caminhada, para comer durante o caminho;
– Um cantil ou garrafa para levar água. De 500 ml a 1L;
– Tênis confortável que já esteja adaptado aos pés.

Lembramos que é muito importante o treino para a caminhada, tanto para acostumar o corpo, como para acostumar o tênis. Este trecho é um dos mais difíceis. Além disso, consumam água e se alimentem com alimentos leves em quantidades necessárias.

Mestre Breno fez um programa de treinamento, com dicas de alongamento, respiração e alimentação. Para acessar, clique aqui.

Estamos mandando o livro para a formação da caminhada: “Relatos de um peregrino Russo”. Mesmo para os que não forem, é um livro muito interessante de ler. Para baixar a versão em PDF, clique no link: Relatos de um Peregrino Russo.

As inscrições estarão abertas até o dia 30/05, ou até acabarem as vagas. Assim que tivermos a lista dos peregrinos, vamos mandar maiores informações, como os detalhes do transporte. São apenas 20 vagas.

Alguma dúvida? Escrava pra gente no e-mail: mjddobrasil@gmail.com.

Fraternos abraços e uma ótima caminhada a todos.

Reciclando conceitos para pintar uma nova realidade

por Lidiane Harue Fugimoto

Aproveitando o mês de Maria e o dia das mães, nós do MJD-Curitiba participamos de um bate-papo com a secretária municipal da mulher, Roseli Isidoro, na Paróquia Santo Antônio do Boa Vista, com exposição de problemas aos quais a mulher está exposta a nível nacional, estadual e municipal.

A Secretaria da Mulher teve início no Governo Lula e em Curitiba foi criada em 2013 na gestão do atual prefeito, Gustavo Fruet, sendo a última capital brasileira a cria-la. Ela é órgão gestor de políticas para as mulheres na cidade e tem como missão articular, promover e avaliar as políticas públicas para as mulheres em busca de justiça social. A Secretaria trabalha com formação e humanização de profissionais para atendimento à vítima, de modo a oferecer ajuda especializada com sensibilidade ao sofrimento da mulher. O órgão contribui também dando efetividade aos direitos conferidos pela Lei Maria da Penha (lei 11.340/06), que incentivou a criação das delegacias especializadas da mulher.

Jovens do MJD-Curitiba com a responsável pela Secretaria da Mulher de Curitiba, Roseli Isidoro (centro, de camisa azul).

MJD-Curitiba com a responsável pela Secretaria da Mulher de Curitiba, Roseli Isidoro (centro, de camisa azul).

A nível internacional foi criada em 2010 a ONU Mulheres, que defende igualdade de gênero como requisito principal para se alcançar o desenvolvimento.

Não a título de medo, mas de alerta, foram passados dados alarmantes. A cada 24 segundos uma mulher é espancada no Brasil e ocorrem 5 espancamentos a cada 2 minutos. Entre 84 países, o Brasil é o sétimo país no ranking dos homicídios femininos e 72% dos casos acontecem dentro de casa. Ressalta-se que a contabilização de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher é baseada nos registros e divulgação pela imprensa, na prática o número é muito maior.

O Governo Federal criou o “Programa Mulher, Viver Sem Violência”, que lançou o projeto Casa da Mulher Brasileira, o qual visa atender mulheres vítimas de violência, acolhendo-as em alojamento de passagem, oferecendo tratamento psicossocial, promotoria, defensoria e juizado especializados.

Material da Secretaria da Mulher de Curitiba

Material da Secretaria da Mulher de Curitiba

Ao fim da conversa, a secretária falou sobre a importância da participação dos jovens na luta contra a violência doméstica e nas discussões que envolvem o assunto, seja dentro da comunidade cristã ou dentro da universidade. Estar atento aos sinais de violência em nossa volta para ajudar as vítimas e até preveni-las desse ato covarde e passar adiante informações de caracterização do crime e de encaminhamento para auxílio das vítimas é também um dever nosso. Como nosso claustro é o mundo não devemos nos calar diante de injustiças.

Violência contra a mulher não é algo de pequeno valor. Merece atenção diferenciada e olhar caridoso. Mais do que discussão de gênero é luta por igualdade humana.

Partilha do 3º Encontro Nacional MJD- BR|2o dia

Por Ryan Lopes, Leonardo Akira, Victor Alarcon e Kitinho

Fala aê pessoal.

Com grande alegria e entusiasmo, estamos aqui para partilharmos nosso segundo dia de encontro nacional.

Depois de uma noite proveitosa de sono, na pacata São Roque, acordamos e rezamos juntos as Laudes, em unidade meditamos e refletimos a vida de Santo Atanásio e oferecemos as atividades do dia. No início da manhã tivemos a honra de receber entre nós a presença das Irmãs de Monteils Danize (Palmas), Lídia (Goiânia) e Silvana (São Paulo).

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Após o café, recebemos a visita de 3 membros da fraternidade leiga aqui de São Roque, juntamente com Frei Mariano, estudamos um pouco da vida de Domingos, seu processo de conversão e amadurecimento de sua vocação e projeto de vida.

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Continuando a fase de encontros, tivemos a oportunidade de conversar e ouvir o Promotor do Mestre da Ordem para o Laicato, Frei Rui Carlos Lopes, nos falou sobre os anseios e desejos que a Ordem esperam dos leigos. Os campos de pregação e da maneira profunda a partir de nossas experiências e vivencias de Deus em nossas vidas cotidianas.

Inspirados pela conversa com Frei Rui, e iluminados por trechos da Evangelii Gaudium, pelo curta metragem Circo da Borboleta e pelo estudo da carta do Mestre da Ordem dos Pregadores, O laicato dominicano e a pregação, discutimos um pouco mais do papel do leigo dominicano no seu ambiente de vida secular.

Lido o texto e divido em três grupos, foi feito uma reflexão sobre o que o Mestre da Ordem escreveu.

Destaca-se no primeiro tópico, o que nós dominicanos temos como objetivo na ordem. Que é pregar o evangelho. E que a ordem transmite um ar de família, onde nós nos apoiamos uns aos outros.

O segundo grupo, explicou qual é a noção de família dominicana. E essa noção se dá, a partir do momento que o outro sente dificuldade. Por sua vez, cada um se apoia no outro, para evoluir e deixar mais rica a pregação. Também foi discutido o papel do laicato na ordem. Chegando à conclusão de que os leigo são a frente da ação concreta na pregação (bíblia na mão e jornal na outra). Sendo que para se pregar, antes você tem que entender o que é pregação. O grupo destacou que para pregação é necessário o equilíbrio entre os pilares da ordem e a experiência de vida.

No terceiro tópico, Bruno destaca que o falar com Deus, é algo importante para a vida de pregação. Apoiando sempre no tripé da Ordem (oração, estudo e fraternidade). E o leigo é importante para a mediação da igreja com o mundo, buscando sempre os locais que mais se precisa da pregação.

Esses encontros que tivemos pela manhã enraizaram e aprofundaram as noções e moções de família dominicana e a pregação que nós leigos jovens dominicanos temos. E veio o almoço.

O que era e o que é o grupo…

Depois do almoço tivemos um momento em que observamos o caminhar do MJD-BR desde seu início, nos diversos lugares que ele foi implantado.

Algumas pessoas procuravam algo a mais na igreja, e a igreja não disponibilizava nada para preencher esse vazio. Até que um convite foi feito para conhecer melhor São Domingos e os Dominicanos.

O Mosteiro das monjas dominicanas foi o local em que as pessoas tocadas pelo carisma dominicano, resolveram fundar o Movimento Juvenil Dominicano no Brasil. E em 2009, em São Paulo, foi fundado o MJD-BR.

As lembranças são importantes para o crescimento espiritual de cada pessoa. Ao olhar para trás e ver toda a luta para construir algo que funcionasse, nos torna mais fortes para continuar e melhorar cada vez mais.

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Chegou a hora, pois, de um momento muito importante: a hora do café. E para complementar essa hora especial, tivemos uma videoconferência com o responsável de finanças do MJD internacional, Daniel Toledo. Nesse bate papo ele ressaltou a importância das estruturas, e que nós temos que respeitá-las, pois não adianta fazer algo que não consigamos concluir. E para que possamos levar as estruturas a sério, nós temos que nos levar a sério, para assim criar um identidade forte e duradoura.

Falou também como está a situação do MJD em Guatemala e nos outros países, e deu pra perceber que as diferenças entre nossos grupos são pequenas.

Depois, junto com as monjas, rezamos as orações das horas.

A noite foi bem tranquila, em que refletimos como cada grupo no Brasil se encontra, partindo da oração de recapitulação do dia. E nos levou a refletir quais desafios e o que nós precisamos nos despojar, para alcançar nosso objetivo.

Por fim, partilhamos um poema:

Esperar não é ganhar
Mexer e se comprometer
Crescer e partilhar
Somos capazes,
Não simples capatazes

O mundo grita
Esmolando a faca da discórdia
Onde a fé nem viva
Se transforma em escória

Mas Domingos insolente
Grita baixo em suas orações
Com um ato demente
Cria suas novas pregações

Criado, esplendido, me enche os olhos de luz
Sentindo diversas dores
Como o mundo introduz
São Domingos de Gusmão, pregadores, pregadores.

Partilha do 3º Encontro Nacional MJD- BR|1o dia

Por Mariana Bongiorno e Mirian Prado

Em uma fria manhã de Maio, na cidade de São Roque, nós do Movimento Juvenil Dominicano, vindos de Porto Nacional, Curitiba e São Paulo, éramos guiados por placas de uma pista de esqui, desejando chegar a um mosteiro. Este Mosteiro Cristo Rei, onde residem as Monjas Dominicanas, nos deu mais uma vez o seu abraço aconchegante de acolhida. Mas não só jovens estavam presentes, tivemos a agradável companhia de Frei Mariano, Irmã Jô e Léo. Pela tarde chegaram, vindas de Santa Cruz do Rio Pardo, duas representantes do grupo local para integrar o grupo de participantes do Encontro.

O chute inicial do ocorreu com um excelente “cafezinho medroso” (aquele que sempre vem acompanhado por ótimos quitutes! Estes feitos pelas próprias Monjas), momento no qual nos deliciamos unindo o cafezinho a um bom bate­-papo de integração entre as Monjas e os jovens.

Na continuidade de nossas atividades, fizemos um encontro virtual com o coordenador nacional do Movimento, Bruno Alface, o qual não pode comparecer por problemas de saúde, mas nos deixou suas palavras de motivação para iniciarmos o encontro.
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Rezamos as vésperas na capela – ah, a capela! Como é linda! Um santo lugar que nos abraça para a contemplação do Mistério – e fomos jantar as quentinhas encomendadas.
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Após o jantar, uma linda dinâmica dirigida pelos dois representantes de Porto Nacional nos animou a retomarmos o Encontro. Foi assim: uma bacia com água e perfume foi colocada no centro da sala na qual nos encontrávamos e cada um de nós foi convidado a se dirigir até a água para lavarmos nossas mãos. Ao perfumar nossas mãos na água, nos apresentávamos ao grupo (mesmo aqueles que já se conheciam) e em seguida, escolhíamos e passávamos a vez a outro integrante, dedicando-lhes palavras sinceras que ressoavam em nossos corações. Foi um momento muito oportuno para criarmos e estreitarmos laços fraternos entre os participantes presentes. Como Cristãos, devemos perfumar o mundo!
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Dando continuidade, tivemos um segundo momento na capela,  onde rezamos a Novena de São Domingos a partir da leitura de trechos de sua vida. São Domingos e seu seguimento a Jesus nos inspirou a refletir sobre o itinerário para percebermos os sinais de Deus em nossa vida:
Primeiramente, é necessário o nosso DESEJO, educá-lo para que nossas afeições nos ajudem a chegar a experiência de Deus.
Os desejos educados nos ajudam na percepção DO PROJETO DE DEUS. O serviço a Deus, a  procura e  aceitação do projeto que Ele tem para nós nos leva a potencializar todo o nosso ser, porém o Seu projeto sempre está ligado ao bem comum, nossos dons se tornam mais fortes a medida que está unido a outros dons. Este processo nos cobra uma DILUIÇÃO do nosso ser na comunidade, mas sem perder a identidade, o que nos torna únicos diante de Deus.
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Assim, encerrando nossa  noite, fizemos a partilha sobre o andamento de cada grupo, apresentando as dificuldades encontradas durante sua caminhada, os desejos particulares de cada grupo e as atividades por eles realizadas. Neste instante percebemos que as dificuldades encontradas são decorrentes  da busca por um caminho que nos leva a ser “um outro Cristo” inseridos na realidade do mundo como ela se apresenta.