Reciclando conceitos para pintar uma nova realidade

por Lidiane Harue Fugimoto

Aproveitando o mês de Maria e o dia das mães, nós do MJD-Curitiba participamos de um bate-papo com a secretária municipal da mulher, Roseli Isidoro, na Paróquia Santo Antônio do Boa Vista, com exposição de problemas aos quais a mulher está exposta a nível nacional, estadual e municipal.

A Secretaria da Mulher teve início no Governo Lula e em Curitiba foi criada em 2013 na gestão do atual prefeito, Gustavo Fruet, sendo a última capital brasileira a cria-la. Ela é órgão gestor de políticas para as mulheres na cidade e tem como missão articular, promover e avaliar as políticas públicas para as mulheres em busca de justiça social. A Secretaria trabalha com formação e humanização de profissionais para atendimento à vítima, de modo a oferecer ajuda especializada com sensibilidade ao sofrimento da mulher. O órgão contribui também dando efetividade aos direitos conferidos pela Lei Maria da Penha (lei 11.340/06), que incentivou a criação das delegacias especializadas da mulher.

Jovens do MJD-Curitiba com a responsável pela Secretaria da Mulher de Curitiba, Roseli Isidoro (centro, de camisa azul).

MJD-Curitiba com a responsável pela Secretaria da Mulher de Curitiba, Roseli Isidoro (centro, de camisa azul).

A nível internacional foi criada em 2010 a ONU Mulheres, que defende igualdade de gênero como requisito principal para se alcançar o desenvolvimento.

Não a título de medo, mas de alerta, foram passados dados alarmantes. A cada 24 segundos uma mulher é espancada no Brasil e ocorrem 5 espancamentos a cada 2 minutos. Entre 84 países, o Brasil é o sétimo país no ranking dos homicídios femininos e 72% dos casos acontecem dentro de casa. Ressalta-se que a contabilização de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher é baseada nos registros e divulgação pela imprensa, na prática o número é muito maior.

O Governo Federal criou o “Programa Mulher, Viver Sem Violência”, que lançou o projeto Casa da Mulher Brasileira, o qual visa atender mulheres vítimas de violência, acolhendo-as em alojamento de passagem, oferecendo tratamento psicossocial, promotoria, defensoria e juizado especializados.

Material da Secretaria da Mulher de Curitiba

Material da Secretaria da Mulher de Curitiba

Ao fim da conversa, a secretária falou sobre a importância da participação dos jovens na luta contra a violência doméstica e nas discussões que envolvem o assunto, seja dentro da comunidade cristã ou dentro da universidade. Estar atento aos sinais de violência em nossa volta para ajudar as vítimas e até preveni-las desse ato covarde e passar adiante informações de caracterização do crime e de encaminhamento para auxílio das vítimas é também um dever nosso. Como nosso claustro é o mundo não devemos nos calar diante de injustiças.

Violência contra a mulher não é algo de pequeno valor. Merece atenção diferenciada e olhar caridoso. Mais do que discussão de gênero é luta por igualdade humana.

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