Semana da Terra Padre Josimo encerra com Frei Betto e caminhada dos mártires

noticias do pe do morro-02 Após diversas atividades e celebrações, a Semana da Terra Padre Josimo, realizada pela Diocese de Tocantinópolis, Comissão Pastoral da Terra e Movimento Juvenil Dominicano, encerrou-se neste domingo (18), no Pé do Morro, com uma bonita caminhada e uma missa em homenagem aos mártires da terra. Os moradores da cidade se concentraram na praça Padre Cicero, onde iniciou-se a celebração e procissão em direção à Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. caminhada_josimo Durante o percurso, a comunidade carregou uma faixa com o rosto de Josimo e ergueu estandartes com as imagens de pessoas que entregaram suas vidas em defesa dos desfavorecidos, como Irmã Dorothy Stang, Dom Oscar Romero, João Canuto, Raimundo Ferreira Lima, o “Gringo” e Oziel Alves Pereira. missa_josimo Fazer memória a estas e tantas outras pessoas que lutaram por um mundo melhor é questão de justiça, conforme pontou o frei dominicano Paulo Cantanheide, durante sua homilia. “Nós somos pedras vivas, e é nosso dever mostrar que esses mártires que carregamos na caminhada não estão mortos. É nossa missão fazer com que eles nunca se calem”, disse.

Frei Betto na UFT

A programação da Semana da Terra também contou com a palestra de Frei Betto, na sexta-feira (16), na Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Araguaína. Sob o tema “Como podemos mudar este mundo?”, cerca de 150 pessoas lotaram o anfiteatro para ouvir as experiências do irmão dominicano. O encontro fez o público refletir que uma vida entregue às causas da justiça e da paz, do direito, da dignidade e da liberdade vale a pena ser vivida. Frei Betto destacou o capitalismo como uma das principais barreiras para um mundo igual e a necessidade das pessoas terem seus princípios baseados no que Jesus Cristo viveu, e não no que o sistema perverso financeiro impõe à sociedade diariamente. betto_UFT No início da palestra, Frei Betto relembrou a entrega de Padre Josimo aos interesses dos camponeses e camponesas, que não se intimidou com as ameaças de morte que lhe eram feitas e doou a vida ao próximo. O palestrante ainda fez referência aos 40 anos da morte do amigo Frei Tito de Alencar Lima, um jovem dominicano que foi preso e torturado pela ditadura. Exilado na França, e não resistindo mais às lembranças dos tempos de sofrimento na prisão, Frei Tito suicidou-se em agosto de 1974.

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