“Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim”

por Giovanna Araújo, promotora de missão e caridade do MJD Brasil

Diariamente somos designados a praticar diversos tipos de missão, tendo como as mais corriqueiras trabalhar e estudar. No entanto quando nos tratamos de missionar com o outro e para o outro o amor deve ser dobrado porque neste caso, não muito diferente dos demais, enquanto resistimos e tentamos explicar para Deus quão somos pequenos para cumprir seu mandado, ele vai repetindo em nossos ouvidos “Não diga ‘sou jovem’, porque você irá para aqueles a quem eu o mandar e anunciará aquilo que eu lhe ordenar. Não tenha medo deles, pois eu estou com você para protegê-lo oráculo de Javé.” (Jr 1, 7 – 8).

Amamos o outro quando experimentamos o amor de Deus, e como isso acontece? Obviamente que não há receitas prontas pra esse tipo de experiência, mas o primeiro passo dela é se perguntar: “O que Deus quer de mim?”, as respostas dessa pergunta exige um olhar sensível, pois elas acabam vindo em momentos que você não espera, as vezes em uma conversa com um amigo, no caminho de volta pra casa, entre várias outras situações. O segundo passo é saber conviver com o outro, pois é a partir dai que você começa sentir e experimentar Deus de fato.

Ressalto também a importância de deixar se comover pela situação ou momento que se vive, pois diferente de pensar, a comoção nos leva a uma intimidade singular com Deus, enquanto que o pensamento é apenas uma suposição da experiência. Por isso é importante se despojar e viver concretamente o que lhe for proposto.

Assim como Cristo foi enviado pelo Pai com um proposito, nós não somos diferentes. Sabe aquela sensação de que estou vivendo aquilo que Deus quer? Espero que todos sintam isso, não só durante essa semana de missão, mas diariamente, mesmo porque somos convidados todos os dias a viver o proposito de Cristo, basta o nosso sim. É incrível notar a simbiose de Paulo com Jesus Cristo nessa passagem: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim. Minha vida presente na carne, eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2,20). No seu ardor e zelo Paulo não se importa se é reconhecido e recompensado pelo trabalho. Cumprir a missão recebida é um compromisso que ultrapassa todas as formalidades legais de reconhecimento, de remuneração e de direito.

A ansiedade e vontade de viver a experiência do Espaço Missionário é muito grande, mas o desejo do meu coração, é que saibamos compreender o Cristo no outro em todos os lugares, todos os dias do ano. O ideal é que “missão” não seja algo extraordinário, mas algo que esteja presente em nós o tempo todo. Grande abraço a cada um de vocês meus amigos!

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