Encontro de estudo sobre família | Carta convocatória

Queridas/os irmãs e irmãos da Família Dominicana

Na última Assembleia dos frades, em janeiro passado, foi aprovada a proposta de realizarmos um Encontro de estudo sobre a realidade e os desafios da família hoje, em preparação ao próximo Sínodo dos Bispos, que será celebrado em Roma no próximo mês de outubro e terá como tema a problemática da família na atual conjuntura: “A vocação e a missão da Família na Igreja e no mundo contemporâneo”.
Existem, de fato, muitas questões que a Igreja deve enfrentar, muitos apelos que esperam por uma resposta doutrinal e pastoral: é uma responsabilidade que interpela todos os batizados, não somente os pastores. No Sínodo serão avaliadas questões como a das uniões de fato, o casamento civil, o divórcio e o casamento de segunda união, a homossexualidade e as uniões de pessoas do mesmo sexo etc.
O Papa Francisco está fazendo apelo para que todos os católicos colaborem no processo de discernimento sobre estas importantes questões que interessam de perto a vida de milhões de seres humanos e de núcleos familiares. Na nossa Assembleia foi aprovada também a proposta de convidarmos para esse Encontro de estudo os demais membros da Família Dominicana do Brasil que estiverem interessados. O assessor do Encontro será o teólogo moralista frei Antônio Moser, OFM.

Data de Chegada: 20/07 (segunda, após o almoço)
Data de Saída: dia 24/07 (sexta, após o café da manhã)
Endereço: Rodovia Raposo Tavares, Km 105, nº 255 – Sorocaba/SP. Tel. 15/3221-2948 ou http://www.chacarasorocaba.com.br
O que levar: o necessário para higiene pessoal
Despesas: diária de R$ 95,00 tudo incluso. Total quatro diárias: R$380,00
Inscrição: preencher a ficha de inscrição e enviar, por e-mail ou correio, à Secretaria da Província: Rua João de Santa Maria, 142 – Jardim da Saúde CEP: 04158-070 São Paulo-SP Tel. (11)3567-8508 e-mail: província@dominicanos.org.br

2º Encontro Regional | A fé que vivemos: chamados à pregação

Convidamos os jovens e assessoras/es para participar do 2º Encontro Regional de jovens dominicanos da região sudeste do Brasil, que acontecerá nos dias 23 e 24 de maio de 2015, na Paróquia Sagrada Família em São Paulo, SP.

Neste ano o tema do Encontro será ‘’A fé que vivemos: chamados à pregação’’, e tem o objetivo de provocar os participantes a refletirem, rezarem, e partilharem sobre a nossa identidade e missão enquanto jovens pregadores cristãos e dominicanos. Por meio de atividades formativas, momentos para oração e discussão, o Encontro abrangerá temas como ‘’Fé’’, ‘’Vocação’’, ‘’Dominicanismo’’, ‘’Pregação’’ e ‘’Realidades Juvenis’’.

As atividades dos Encontros Regionais do Movimento Juvenil Dominicano do Brasil (MJD-BR) também fazem parte da nossa preparação para o Jubileu de 800 anos da Ordem dos Pregadores, que será celebrado em 2016 com o tema ‘’Enviados para pregar o Evangelho’’.

CARTAZ A4_ER Sudeste 2015_2-02

Hospedagem e Acolhida

Os participantes do Encontro poderão dormir nas dependências da Paróquia, onde será preparado um ambiente para acolhida em formato de acampamento. Será necessário que cada participante traga sua roupa de cama (lençol, fronha e cobertor), travesseiro, colchão (inflável ou colchonete de viagem) e produtos para higiene pessoal. A alimentação será providenciada pela equipe organizadora do evento.

Taxa de inscrição

Será cobrada uma taxa de inscrição de R$30,00 para arcar exclusivamente com os gastos de alimentação do Encontro. Essa atividade não visa lucro.

Informações gerais:

2º Encontro Regional de jovens dominicanos da região sudeste do Brasil
Tema: ‘’A fé que vivemos: chamados à pregação’’
Data e horário: 23 de maio (das 10h às 18h) e 24 de maio (das 8h às 12h)
Local: Paróquia Sagrada Família – Av. do Cursino, 1915 – Jardim da Saúde – São Paulo, SP
Taxa de inscrição: R$30,00
Mais informações: mjddobrasil@gmail.com

Ficamos à disposição para esclarecer qualquer dúvida e contamos com as orações de vocês.

Um abraço em São Domingos.

Conselho Nacional do Movimento Juvenil Dominicano do Brasil
Bruno S. Alface – coordenador
Mariana Bongiorno – vice-coordenadora
Giovanna Araújo – promotora de missão e caridade
Osvaldo Meca – promotor de comunicação
Victor Alarcon – promotor de formação

Bruna Essi Alfonsi – coordenadora de finanças

Lidiane Harue – secretária
Leonardo De Laquila – vogal

Acolhida e Partilha

por Frei Zilton Salgado, op

A narrativa evangélica do texto joanino ao fazer encontrar Jesus e a mulher samaritana (4, 1-42), assenta suas bases sobre um universo de contrastes e oposições. De um lado, um homem; de outro, uma mulher. Por um, um judeu observante; por outro, uma mulher da Samaria.

O desenrolar do texto dá sequência a esse conjunto de posicionamentos, os quais, aparentemente, revelam-se opostos, de modo diametral.

É, justo, dessa conjuntura de obstinações e – porque não dizer rabugices – que a iniciativa ecumênica, impulsionada pelo CONIC, para a oração pela unidade cristã, vem retirar inspiração.

A inspiração ecumênica, isto é, o anseio por um diálogo fraterno, por uma experiência de proximidade e, até mesmo, cumplicidade, sustentada pela fé, que compartilha muito mais do que raízes comuns, descobre na narrativa do encontro entre Jesus e a mulher samaritana a boa imagem que deve impulsionar as reflexões e práticas de oração em prol da unidade cristã para este ano.

O texto joanino é emblemático: páginas e mais páginas de comentários já foram escritas na tentativa de perscrutar o sentido profundo das afirmações de Jesus e, certamente, também, da mulher samaritana, cujo nome, infelizmente, a tradição não nos legou.

Ainda assim, para além das especulações teológico-interpretativas podemos destacar dois elementos, os quais podem iluminar nossa disposição para o diálogo aberto e disponível para se transformar em ação de amor, nesse contexto da Semana de Oração.

Em primeiro, o texto revela-nos a acolhida.

Por certo, esse é um movimento em duas mãos. Jesus acolhe a mulher samaritana; mas, também, ela acolhe. Jesus interpela, dizendo “dá-me de beber” (v. 4). A mulher samaritana, do mesmo modo, solicita, reclama e pleiteia: “Senhor, dá-me essa água” (v. 15).

Esses pedidos exprimem – para os dois lados, apartados pela tradição cultural – o reconhecimento de uma necessidade e a percepção de que o outro pode ser – senão, ao menos, tornar-se – caminho, através do qual se pode saciar, sanar, esse imperativo.

Para além da acolhida, em segundo, a cena com a mulher samaritana suscita a atenção à partilha.

A hospitalidade – essencial e visível no cânone bíblico desde a experiência de Abraão (Gn 18) – carrega consigo a prática da generosidade, que, em primeiro lugar, dá-se a partir daquilo que se tem. Como já ensinou Jacques T. Godbout, “toda ação de hospitalidade começa com uma dádiva” e essa não é meramente uma coisa que se pode trocar, mas, sim, “uma relação social” que se vem a constituir.

Que nos ensina, então, o íntimo contato entre Jesus e a mulher samaritana?

Seguramente, que aquela atitude de abertura.

Abertura que permite, de fato, que o outro seja acolhido; que garante que um frutuoso intercâmbio aconteça. E que nesse intercâmbio, isto é, na partilha, sempre ganhamos.

Que a experiência desta Semana de Oração, verdadeiramente, abra-nos para ir, de coração escancarado, ao encontro, que é sempre oportunidade de aprender a sermos/vivermos a unidade!

Que a experiência desta Semana de Oração constitua, para nós, esse poço, onde encontrando Jesus, possamos ser saciados!

Que o Cristo seja visível no outro, que é nosso irmão e irmã!

Companheiros no Ecumenismo

É desejo de Deus e também nosso de estar mais próximo do outro fazendo com que o mandamento “Amai o teu próximo como a ti mesmo”, seja presente em nossas vidas. É com muita alegria que recebemos hoje a partilha do nosso amigo Victor Marcos que participa da Igreja Evangélica Unidos em Cristo, expondo seu ponto de vista quanto a Unidade Cristã.

Meus irmãos, atualmente estamos vivendo em um mundo cada vez mais frio e sem amor, cheio de guerra e violência, literalmente como a palavra diz “pai contra filho, e “filho contra pai”.

Nós como cristãos devemos deixar de lado as nossas diferenças e olhar para o motivo real que nos une, o próprio Cristo, que é muito maior do que qualquer diferença. Assim como Paulo em Efésios 4 nos mostra, que só existe um corpo e um só espírito. Devemos suportar uns aos outros em humildade e com amor.
Victor Matos

 

Importância do Ecumenismo

Após a experiência de qualquer fato vivenciado em nossas vidas, refletimos depois a importância de por quê devemos continuar ou deixar de praticar determinados atos. Hoje vamos ler os relatos de nossas amigas do Tocantins, Rayla e Luciana e de nosso amigo Leonardo Akira do Paraná, cada um vai expor o por quê de achar que o ecumenismo é  importante para vida de um cristão.

Conviver em comunidade é um dos mais belos dons dado por Deus a nós cristãos.  O ecumenismo é a prática em que diversas comunidades cristãs se unem e congregam em busca de um bem comum. Neste ano a água. Ecumenismo encontramos as alegrias e desafios comuns de nossa religião, conhecemos nossos irmãos em Cristo, rezamos por esta unidade, e buscamos cada vez mais e juntos sermos mais fiéis a Cristo e caminhar em sua direção.

Leonardo Akira 

Eu penso que todo ser acredita em algo ou alguém, o que podemos chamar de fé, porém nem todos possuem uma religião. Vejo o cristianismo bastante subdividido, apresentando inúmeras ramificações que são responsáveis pelos frequentes contrastes de pensamentos. Sabe-se que o principal foco é evangelizar e, para tanto, é necessário união de forças. Aqui entra em cena a importância do ecumenismo, da inserção dessa unidade entre religiões. Para isso é preciso que nós sejamos flexíveis às opiniões alheias, cautelosos em nossas falas, compreensíveis com as adversidades e acima de tudo ver Jesus no próximo a ponto de entender que servir a Deus e ao seu reino é mais importante e além das diferenças. Afinal, o diferente nos permite o crescimento, nos permite enxergar com um olhar de amor.

Luciana Castro 

Acredito que o ecumenismo faz parte da essência da vida e da ação da Igreja. O Ecumenismo  penetra em cada uma das pastorais  uma nova maneira de pensar e de agir. É aí que surge a importância. O ecumenismo não só trás uma nova maneira de pensar, mas carrega consigo o espírito da unidade, que torna a igreja mais forte. Como exprime João Paulo II, em sua Carta sobre o Ecumenismo: “o movimento a favor da unidade dos cristãos não é só uma espécie de ‘apêndice’, que se vem juntar à atividade tradicional da Igreja. Pelo contrário, pertence organicamente à sua vida e ação, devendo, portanto, permeá-la no seu todo e ser como que o fruto de uma árvore que cresce sadia e viçosa até alcançar o seu pleno desenvolvimento”.

Rayla Aretuza

Só levamos conosco aquilo que é bom, que nos faz crescer. Portanto nosso desejo é que os relatos e posteriormente a Semana de Oração pela Unidade Cristã, sejam boas experiências vividas e que cada pessoa tenha a oportunidade de partilhar com amigos, familiares, conhecidos o quanto é importante estar aberto ao diálogo com o outro. Não fique com sede enquanto seu irmão te oferece água, receba e agradeça!

“ Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede e nem tenha de vir aqui para tirá-la”

Experiência ecumênica

É importante estar aberto aos encontros que a vida nos proporciona, acolher o que há de bom no outro é essencial para o crescimento comunitário e pessoal. Com essa certeza, quem escreve hoje é o nosso amigo, companheiro de caminhada Gabriel Lanzillotta. Em seu relato, diz o quanto o ecumenismo é interessante para que a Semana de Oração pela Unidade Cristã tenha bons frutos.

A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) é uma época muito interessante onde as denominações do cristianismo lembram de uma coisa chamada Ecumenismo e fazem algumas atividades de oração em conjunto, mas isso é pouco! O Ecumenismo devia fazer parte da vida de todo cristão. Uma vez, no Espaço Missionário realizado pelo Movimento Juvenil Dominicano (MJD) em Conceição do Araguaia, no Pará, realizado em 2014, estávamos fazendo visitas pelas casas da região até que sem querer caímos na casa de um pastor de uma igreja pentecostal, ele nos acolheu em sua casa e começamos a conversar. Ele começou a falar da sua igreja e nós falamos da nossa, nos mostrou como lia a bíblia e nos mostramos como nós fazíamos, nos falou do porque da sua escolha de denominação e nós a ele. Foi uma boa conversa, mesmo ele querendo que tivéssemos “nos convertido” e ido para a sua igreja, só por ver a opinião dele e a forma de ver a bíblia que ele mostrava para seus fiéis foi muito construtivo, consegui fortalecer minha fé e ver novos focos onde preciso estudar e fortalecer minha pregação. Não vejo as ramificações do Cristianismo como uma coisa ruim, acredito que o Espírito Santo age na história e com isso pessoas diferentes tem como se achar em denominações diferentes, depois de sentir o sabor, saber se é naquele lugar o seu lar.

Gabriel Lanzillotta

Que Deus nos guie e nos dê sabedoria para saber lidar com as diferenças de cada irmão, que saibamos nos reconhecer no outro e ter conosco a ciência de que somos membros de um corpo e que juntos temos que mantê-lo da melhor forma possível.

“Pois ninguém jamais odiou o próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, assim como Cristo zela pela igreja” (Efésios 5, 29)

14ª Romaria Padre Josimo reforça a luta dos camponeses, indígenas e quilombolas no Tocantins

noticias do pe do morro-02

Evento realizado em Colinas deu seu grito em favor dos povos da terra e da água

“Se os profetas se calarem, as pedras falarão!”: sob este lema, romeiras e romeiros celebraram a 14ª Romaria da Terra e da Água Padre Josimo, nos dias 8 e 9 de maio, em Colinas, no Norte do Tocantins. FOTO1

A tradicional Romaria Padre Josimo reuniu diferentes culturas e costumes. Com o objetivo de fazer memória aos que doaram suas vidas em favor dos oprimidos dos povos do campo e da água, indígenas, quilombolas e camponeses confraternizaram lado a lado nos dois dias de evento.

Organizações e movimentos sociais também caminharam em conjunto, dentre eles a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Alternativa para Pequena Agricultura no Tocantins (APA-TO), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) entre outros.

FOTO2 Na sexta-feira (8), o dia foi marcado por diversas oficinas, que trataram sobre reforma agrária, segurança alimentar, conflitos pela água, ameaça dos grandes projetos, trabalho escravo, drogas e violência e povos indígenas e quilombolas. As palestras serviram como momentos de conversa e trocas de experiências entre os participantes.
“Eu achei esse momento muito importante, pois vi diversas realidades que eu ainda não conhecia. Isso é muito bom porque assim eu tenho a oportunidade de levar conhecimento até a minha comunidade”, afirma Francisco da Silva, assentado no PA Santo Antônio, na região de Palmeirante (TO).

Pela primeira vez, foi realizado o Acampamento da Juventude Romeira. Um terreno foi preparado e destinado especialmente aos jovens, para que pudessem acampar com suas barracas. Um seminário discutiu os diversos problemas enfrentados pela juventude nos dias de hoje, como a redução da maioridade penal.

FOTO3 Na praça em frente à Paróquia Nossa Senhora Aparecida, a noite cultural – ou noite da memória – abriu espaço para os talentos aparecerem. O povo subiu ao palco para contar histórias, recitar poemas e, principalmente, cantar muita música boa até a madrugada se aproximar. Os indígenas Apinajé e Xerente prenderam as atenções ao apresentarem seus cantos e suas danças tradicionais.

Já no sábado (8), fogos de artifício estouraram pelos bairros da cidade às 5h, despertando os cerca de mil romeiros e romeiras para o café da manhã na Paróquia São Sebastião, onde também foi inaugurado um memorial com o poema “Mártir da terra e da justiça”, de Pedro Tierra, que homenageia a luta de Padre Josimo.

A procissão pela cidade foi marcada por diversos momentos de muita emoção, como no depoimento da indígena Elza Xerente. “Eu estou aqui para representar todos os povos indígenas do Brasil. Nós não podemos deixar que ninguém mate nossa mãe terra, nós temos que lutar para defender nossa mãe. Eu sou uma mulher e luto para defender nosso povo, eu considero todos como nossos irmãos, seja sem terra, assentado, quilombola. Nós não temos juiz, não temos promotor para defender nossos direitos, mas Deus é o mais poderoso”, exclamou Elza Xerente. FOTO4

Raimunda Pereira dos Santos, conhecida posseira da Gleba Tauá, no município de Barra do Ouro (TO), também teve a oportunidade de dar o seu grito de indignação frente aos diversos episódios de violência sofridos por ela a mando do fazendeiro Emilio Binotto. “Eu tenho 20 anos de sofrimento, 20 anos que vivo massacrada, ameaçada, com abuso de polícia e destruição. Até hoje eu vivo firme na minha terra, mas graças à força de Deus. A Justiça de cima de terra está protegendo só os fazendeiros que vivem de destruir todo o que temos”, denunciou Dona Raimunda.

FOTO5

Por fim, a celebração eucarística contou com a presença de Dom Giovane Pereira, bispo de Tocantinópolis, Dom Philip Dickmans, bispo da Diocese de Miracema e Dom Pedro Brito, Arcebispo de Palmas, entre outros representantes do Regional Norte 3 da CNBB, responsável pela organização do encontro.

A participação de Dona Olinda, mãe de Josimo, carregando a imagem de Nossa Senhora Aparecida durante a celebração, coroou o encerramento da 14ª Romaria da Terra e da Água Padre Josimo. FOTO6

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos | 2015

pela equipe de Missão e Caridade 

O fundamentalismo religioso e as diferenças culturais ficam mais evidente em nosso meio social, e tem afastado muito as pessoas uma das outras. O convite que Cristo nos trás desde seu nascimento é o de estar mais próximo do outro, é de olhar primeiramente com os olhos do coração e saber amar antes de ver o que o outro tem de defeito para mim – que muitas vezes não é defeito para ele -, pois somente o amor nos faz lapidar o que o outro tem de melhor e só enxergando o que há de bom naquele que antes eu não conhecia, é que nos fazemos irmãos para continuar fortalecendo o projeto do Cristo, que é o Reino de Deus.

Com esse intuito convidamos nossos amigos cristãos a estar conosco participando da SOUC. E como nós não gostamos e não nos empenhamos a participar daquilo que não conhecemos, te convido a ler nossas publicações dessa semana que antecede a SOUC  e ficar por dentro do que significa, qual a importância e o que ela tem a ver com o projeto do Cristo. Vamos nessa?

A Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC) tem como objetivo trazer uma reflexão sobre a possibilidade de uma União Cristã. Que, diante da intolerância religiosa que vivemos hoje, se torna cada vez mais distante e utópica. Com o tema “Dá-nos um pouco da tua água” (João 4,7) fica mais claro essa possível unidade. Pois, essa passagem diz que devemos saciar nossa sede, não apenas com nossa água, mas também com a água que o outro possa oferecer.

Ryan Lopes

cartaz_semana_orao-01

 

O crescimento dessa intolerância religiosa nos faz refletir sobre a importância da semana de oração. A unidade cristã deve começar pelo que temos em comum, que é Cristo. Vamos rezar para que haja respeito diante da grande diversidade de escolhas e dos diferentes caminhos que podemos seguir… assim, rezemos para que o nosso verdadeiro sentido seja Cristo, pois independente de nossas diferentes denominações, somos guiados pelo mesmo Espírito Santo. É Ele que nos une, que nos move a aprender com as diferenças e nos faz querer estar próximos uns dos outros.
Portanto, a SOUC nos traz a oportunidade de nos colocarmos dispostos à um diálogo aberto e acolhedor entre nossos irmãos, para que possamos, juntos, fazer a experiência de transformar o amor de Jesus em ação nas nossas vidas.

Giovana Ruiz

Assim, é com muita alegria que nós jovens dominicanos, convidamos vocês a conhecer – mesmo que por palavras – a SOUC e todo o projeto que ela envolve, esperamos de verdade que o Cristo nos aproxime cada vez mais e que as diferenças sejam nada perto das ações que almejamos alcançar, a primeira delas é a nossa união, aquela frase típica “a união faz a força”, e que essa força nos impulsione para mais perto do Senhor, que é o nosso foco.

“Somos todos, somos um. Temos um só coração.”

Mês das mães, mês de Maria

por Leonardo Akira

Neste começo de maio o grupo da paróquia Santo Antônio em Curitiba (PR) dedicou seu calendário às experiências marianas na ótica da espiritualidade dominicana. No primeiro encontro o grupo se reuniu para rezar e contemplar os mistérios do rosário. E no último sábado (09/05), véspera do dia das mães, recebeu Dulce Maria Bobadilla Lazinski.

Dulce é paraguaia de nascença, brasileira de coração, e na paróquia Santo Antônio atua como ministra da sagrada comunhão e na arquidiocese de Curitiba pertence ao ministério de pregação da Renovação Carismática Católica.

EncontroMaria

Dulce nos partilhou suas experiências ao lado de Maria, que caminha conosco e nos aponta Jesus Cristo. Nos apresentou uma Maria intercessora, advogada, mãezinha, que a Igreja, nos santos, papas, nos mostra a mãe do Cristo como escada que sobe nossas preces ao céu e que Deus nos deu seu filho descido do céu para terra.

O MJD Brasil deseja neste dia das mães um abençoado Domingo, e intercedemos a Nossa Senhora do Rosário que cubra com seu manto todos os dias as mães, principalmente aquelas que sofrem.

Treinamento | Caminhada Orante 2015

por Rodrigo Sobrinho

É chegada mais uma hora de caminhar, refletir, explorar e conhecer a si mesmos.

Nossa Caminhada Orante  desse ano traz um trecho pequeno em questão de distância, porém, será exigida de nós mais capacidade física, espiritual e social.

Cada um de nós tem seus motivos e metas com relação à Caminhada Orante. Uns querem pagar promessa, outros querem fazer parte por ouvir dizer, outros querem ir porque os amigos estão indo… São inúmeros os motivos, percepções e provocações que contribuem para que possamos participar dessa atividade, contudo, o que mais me toca é perceber que as essas atividades extra-comunidade fortalecem eenlaçam o aspecto afetivo de todos os participantes e envolvidos.

Bom, em nossa caminhada exploraremos o aspecto social, emocional e o físico. É importante que estejamos preparados para essa atividade intensa e motivante. Vamos adotar TODOS uma nova postura como preparação: orações diárias, alongamentos e partilha devem fazer parte da nossa rotina.

Se você não está acostumado a fazer caminhadas atente-se às dicas que vamos passar.

Antes de qualquer coisa é preciso se familiarizar com os exercícios básicos de alongamento. É importante que o alongamento seja feito por cerca de 10 minutos. A seguir, disponibilizamos alguns exercícios de alongamento importantes para uma atividade física como a caminhada.

Sem título 1

Cada exercício de alongamento deve durar cerca 15 a 20 segundos. Lembre-se de alternar a orientação do corpo (lado esquerdo e direito) à medida que o exercício solicite.

Agora que você já se programou, se alongou e está hiper disposto pra caminhar aqui vai um passo a passo do que você pode seguir pra se basear.

Leve em conta os dias disponíveis e seus horários!!!

Bloco I: De 07 a 13 maio.

Aqui o importante não é a distância percorrida. Temos que dar ênfase no reconhecimento da atividade para não sobrecarregar o corpo. Após se alongar, caminhe cerca de 30 minutos. Precisamos conhecer o nosso ritmo e os limites iniciais são importantes para isso.

É importante que a atividade tenha uma constância, ou seja, a caminhada não precisa ter paradas a menos que se sinta muito fadigado, cansado. Conhecer o ritmo significa ter controle respiratório, muscular e motor. Priorize locais de fácil acesso como quadras, praças e ruas planas e calmas.

Bloco II: De 14 a 20 de maio.

Agora vamos acelerar mais um pouquinho!

Que tal 50 minutinhos de caminhada num ritmo mais forte?! Vamos começar com uma caminhada de 10 minutos para despertar a musculatura e as articulações necessárias. Os 10 minutos seguintes com uma leve “trotada” (trote = corrida em ritmo constante e leve) elevando os batimentos cardíacos melhorando nosso volume e capacidade de oxigenação. 10 minutos de uma caminhada leve novamente e mais 15/20 minutos de caminhada firme e constante. Nesse momento é importante ainda não frequentarmos diferentes níveis no solo (subidas, descidas e/ou locais esburacados.), manter-se num terreno plano se possível.

Bloco III: De 21 a 27 de maio.

Já que estamos todos ansiosos, borá forçar um pouco mais!!!

Agora é hora de intensificar os exercícios desde o alongamento. Vamos incluir o polichinelo. Todo mundo sabe como faz, acha bonitinho, mas não gosta de fazer, certo?!

polichinelo-o 

Faremos 2 séries de 35 repetições e outra finalizando com 30, o descanso entre as séries deverá ser de cerca de 45 segundos.

Agora a caminhada terá cerca de 60 minutos de duração e vamos variar se possível, o tipo de terreno (subidas, descidas, curvas, retas: atenção com os buracos!).

10 minutos de trote pra iniciar e depois uma caminhada de mais 10 minutos. Retome o trote por cerca de 20 minutos. Importante salientar que se for fazer esse circuito em alguma praça, tome cuidado com as várias curvas que estará fazendo. Varie o sentido da corrida para que consiga explorar melhor seu circuito, pois, correr e caminhar sempre fazendo curva pro mesmo lado pode sobrecarregar as articulações!

Logo após o segundo trote, caminhe por 5 minutos e volte ao trote por 10 minutos. Finalize com uma leve caminhada. J

Nunca é demais salientar que devemos manter o ritmo e intensidade. Lembrando que cada um tem seu próprio limite que deve ser respeitado, pois, priorizamos o Bem Estar e Qualidade de Vida!

Fique atento para evitar desgastes e lesões pré Caminhada Orante – MJD.

Bloco IV: De 28 de maio à 03 de junho.

Nessa fase é importante não relaxar, mas também não podemos forçar tanto a nossa musculatura e articulações. Então, faremos uma caminhada intensa de 30 minutos e só!

A ordem agora é apreciar o treino e ver o quanto foi produtivo seguir esses passos de caminhada.

Nunca se esqueça de que durante os exercício é importante se hidratar. Uma boa pedida é de 100 a 200 ml de água a cada 10/15 minutos de exercício. Limite MÁXIMO de 1 litro/hora.

Essa medida em mililitros e litros é importante pra sabermos o quanto devemos ingerir de água em média para a nossa termorregulação, ou seja, regulação da temperatura corporal.

A alimentação é muito importante também! Tenha sempre barrinhas de cereais à mão.

É importante que a preparação e a Caminhada Orante – MJD seja feita com um calçado confortável. Não se preocupe em comprar um calçado novo, pode utilizar o tênis que você já possui  desde que seja macio, não muito baixo e não tão velho assim, pois o amortecimento desse calçado será importante pra nossa caminhada. Caso necessário, adquira o calçado o quanto antes e já se prepare com ele pra Caminhada. Sua roupa também é importante. Roupas leves e confortáveis vão tornar sua atividade mais prazerosa. Não se esqueça de usar meias de algodão, hein!!

A caminhada é um exercício físico muito importante, pois ajuda a regular o bom funcionamento do nosso sistema respiratório e cardíaco, mas nada é tão mais significativo do que manter e zelar pela nossa saúde com uma boa companhia! 😛

Então, agora é a hora em que você manda mensagens pros seus amigos e os convida a treinar com você. Vale messenger do face, whatsapp, e-mail, sms e até mesmo ligar. Você escolhe!
Não há desculpas pra não começar a treinar pra caminhada.

Lembrando que aqueles que já estão em treinamento e supervisão de educadores físicos terão outros tipos e níveis de treinamento e intensidade.

Não pense que só por que é jovem e tem disposição de sobra que você está longe de ser afetado por probleminhas cardíacos. Importante sempre procurar um médico para garantir o bom funcionamento do nosso corpo.

Bom, é isso!! Bom treino a todos e até a Caminhada Orante – MJD.

Qualquer duvida é só entrar em contato.
Rodrigo Sobrinho: sobrinho_ro@hotmail.com