#TrabalhoEscravoExiste no DNJ em São Paulo

por Paula Daniela Alves e Victor Alarcon

A Jornada Mundial da Juventude ocorrida no ano passado no Rio de Janeiro continua gerando frutos. Como visto em ações recentes provenientes do “Plano Nacional de Revitalização da Pastoral Juvenil”, elaborado pela CNBB, que tem por objetivo dinamizar a evangelização da juventude no Brasil. Na Arquidiocese de São Paulo as reuniões entre grupos de jovens dos vários setores têm ocorrido frequentemente, além da realização de cursos de formação como o ocorrido no mês de setembro, CDC – Curso de Dinâmicas Cristãs.

O último evento foi no domingo passado, 16 de novembro, quando ocorreu o DNJ – Dia Nacional da Juventude, onde a juventude da cidade reuniu-se em grande quantidade e diversidade. E o Movimento Juvenil Dominicano estava lá participando como “oficineiro” ,com o tema #TrabalhoEscravoExiste, o que foi um grande prazer, conforme testemunho do nosso Promotor de Formação Nacional, Victor Alarcon.

Dom Odilo foi conferir a oficina

Dom Odilo foi conferir a oficina

“Logo que fiquei sabendo que existiria esse espaço quis que o MJD tivesse uma oficina para mostrar nossa cara para a juventude da Arquidiocese de São Paulo. O tema trabalho escravo foi escolhido não só porque foi o tema da CF desse ano, mas também porque reflete um dos eixos da vida do MJD – a luta por justiça no mundo. O nome da oficina vem da ação que fizemos no Facebook e resume nosso maior objetivo com essa oficina, divulgar que #TrabalhoEscravoExiste.”

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A oficina teve duas apresentações com público bem diferenciado. A primeira sessão foi mais uma palestra onde os presentes ouviram, responderam nosso questionamento, mas aparentemente não possuíam mais conhecimento sobre o tema, talvez até mesmo pela idade jovem. Enquanto que na segunda apresentação contamos com a presença de jovens mais velhos, mais habituados a discussões políticas e que agregaram nossa discussão.

Mas as duas sessões levaram o nosso pequeno público a refletir não somente sobre o que é trabalho escravo, mas também como nos informar onde está ocorrendo, saber que tipo de ações pode ter e quais instituições se organizam para combatê-lo.

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As edições do DNJ são em geral caracterizadas por muita música e dança e pouco espaço para outras atividades que os jovens também apreciam como discutir assuntos relacionados à política. Portanto, essa última edição apresentou um avanço para abertura de novos momentos de discussão política – social em nosso âmbito. E dessa forma os jovens que participaram dessa oficina esperam que todos estejam mais próximos da liberdade para qual Cristo nos libertou.

 

Voluntariado Nacional 2013 #MJDBR

Olá a todos. Como vão?

Como já é de costume em nosso calendário, no mês de outubro realizamos o Voluntariado Nacional. O intuito dessa atividade é que cada grupo local realize uma atividade comunitária que, ainda que pequena, tenha um tom profético, busque o próximo e inclua o jovem na prática missionária.


Neste ano, temos uma programação bastante ampla e concreta, com a participação dos grupos de São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Porto Nacional (TO) Confira:

MJD – São Paulo: 

O que: Invenção e Contação de histórias com crianças carentes e auxílio na construção da casa de Lindomar – Projeto Construindo Dignidade.

Onde:
Espaço Família Dominicana, na Favela do Boqueirão, Jd. da Saúde.

Quando:
13 de outubro, das 10 às 13h20.

No dia 13 de outubro,  das 10h às 13h20, no Espaço Família Dominicana (na comunidade Nossa Senhora Aparecida –  favela do Boqueirão), o grupo irá construir junto com as crianças da região uma manhã de leitura, pois, no dia 12 de outubro, além de ser dia das crianças, é também o Dia Nacional da Leitura. Nossa proposta é incentivar nelas o interesse e o gosto pelos livros, então vamos fazer rodas de leitura, invenção e contação de histórias e, ao final, doação de gibis, para eles começarem a ter intimidade com a leitura, incentivar amigos e familiares e não só aprender, como também trabalhar o sonho e a imaginação. Além disso, um outro grupo irá fazer uma visita à casa de Lindomar, um morador da comunidade que topou fazer parte conosco do projeto “Construindo Dignidade”, que é a construção e reforma de casa. Os jovens vão colocar a mão da massa e conversar com Lindomar sobre o sonho da casa, a falta de habitação digna em São Paulo etc.

Contatos:

Mariana Bongiorno | mariana_bongiorno@yahoo.com.br | Facebook

Giovana Ruiz | giovanaruiz26@gmail.com | Facebook

MJD – Curitiba: 

O que: Tarde de convivência com crianças carentes e doação de sangue.

Onde: Paróquia Santo Antônio e Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar).

Quando: 19 de outubro, a partir das 10h30.

Serão duas atividades: no dia 19 de outubro, às 10h30, os integrantes do grupo se encontrarão na Paróquia Santo Antônio, para doar sangue no Hemepar (Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná). A ideia foi trazida pelo membro do grupo Rafael Arraes e acolhida de bom grado por todos. Aqueles que podem doar são bem-vindos, pois ajudaremos aqueles que precisam.

Também no dia 19, às 14h, na Paróquia, teremos uma tarde com as crianças da Associação de Moradores do bairro Uberaba. Esta ação será realizada em conjunto com outro grupo de jovens da paróquia, o grupo Ação Resgate (que já desenvolve uma atividade com as crianças desta associação). Para esta ação, nos motivou o fato de estarmos juntos com outro movimento da paróquia e podermos fazer um dia das crianças que talvez elas não tiveram nada para comemorar. O grupo do colégio Nossa Senhora do Rosário também irá fazer uma festa com as crianças. No mesmo dia, o grupo vai realizar uma comemoração do dia das crianças para a Escola Municipal Coronel João Cândido de Oliveira, no bairro Cachoeira, em Almirante Tamandaré.

Contatos:

Leonardo Akira | akira.leonardo@gmail.com | Facebook

Bruna Andreotti | Facebook

MJD – Porto Nacional: 

O que: Arrecadação de brinquedos, alimentos e roupas para o Centro Comunitário Dom Alano Du Noday (CEACDAN), além de gincanas educativas com as crianças de lá.

Onde: CEACDAN, Setor Alto da Colina.

Quando: 11 de outubro, das 8h às 11h.

Nesta sexta-feira (11), das 8h às 11h, no Centro Comunitário Dom Alano Du Noday (CEACDAN), os jovens do grupo realizaram uma manhã de interação com as crianças do Setor Alto da Colina. O CEACDAN está sem brinquedos suficientes para a realização de atividades com as crianças da brinquedoteca. No setor há muita criança carente, e por esse motivo resolvemos arrecadar, além de brinquedos, alimentos e roupas para doação. O Colégio Sagrado Coração de Jesus (CSCJ), um dos lugares de atuação do MJD-Porto Nacional, agarrou a causa conosco, e assim os alunos de ensino fundamental realizaram doações até esta sexta-feira (11). O grupo promoveu uma tarde de lazer com as crianças, com gincanas educativas e um lanchinho – e, é claro, a distribuição das doações arrecadadas.

Contato:

Giovanna Araújo | djozinha_@hotmail.com | Facebook

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Todos são convidados a participar das atividades, basta entrar em contato com o grupo mais próximo de você e confirmar horários, um ponto de encontro e arregaçar as mangas!

Jovens Dominicanos, nosso claustro é o mundo!

Espaço Missionário MJD 2012 em Porto Nacional – Tocantins

A prática missionária é elemento constitutivo do carisma cristão. O ir ao encontro do outro – como um estrangeiro – também faz parte da formação dos jovens do MJD Brasil. Formação esta que fundamentada em um tripé: espiritual, intelectual e de vida fraterna em vista da pregação.

Nestes momentos de missão, muitos jovens se dispõem a realizar uma intensa experiência de Deus, nas orações, nos momentos de formação, nas visitas e até mesmo no lazer e convivência, onde todos esses elementos se completam. É ser o TODO em TUDO, numa busca constante por uma vida íntegra.

Foi com esse espírito que os jovens do MJD Brasil realizaram entre os dias 4 e 12 de julho de 2012 o Espaço Missionário em Porto Nacional, município de Tocantins, e é com muita alegria que afirmamos não saber ao certo o número de jovens que participaram das atividades realizadas no encontro. O número que temos é dos que saíram de suas residências: 12 de São Paulo (entre grupos de paróquia, comunidade e colégio) e 1 de Curitiba (da paróquia Santo Antônio). Mas ao chegarem em Tocantins esses jovens foram prontamente acolhidos pelos jovens de Porto Nacional, suas comunidades, e também pelas Irmãs Dominicanas de lá, e todos
participaram ativamente das atividades.

As experiências foram muitas e bastante intensas, e já vamos nos desculpando caso você ache essa leitura um pouco longa demais. Mas garantimos: é um relato carinhoso, cuidadoso e atento sobre o Espaço Missionário MJD Brasil 2012. Por favor, leia até o fim pois vale muito a pena 🙂

Oficialmente, o Espaço Missionário começou no dia 05/07, por conta da chegada, acomodação das pessoas e um breve tempo de descanso. Um grupo desembarcou em por lá um pouco antes, e já chegou fazendo barulho em Porto Nacional: representando o MJD Brasil, Léo, Luciana e Ir. Danize foram entrevistados por uma rádio local para falar sobre a missão que iriam começar na cidade.

O primeiro momento oficial do Espaço Missionário foi um encontro, em que estavam presentes as famílias das comunidades que iriam acolher os missionários de fora do Estado e jovens de Porto Nacional (alguns deles do MJD). Esse foi um espaço para discutir e refletir a missão e o papel do missionário, e esclarecer quais deveriam ser suas disposições.

Logo após, todos participaram da missa de envio, na capela do Colégio Sagrado Coração de Jesus, das Irmãs Dominicanas. Foi uma pregação muito bonita do Pe. Marco Aurélio, e teve como temática a missão.

As últimas recomendações sobre a missão foram passadas e os jovens foram divididos em pequenos grupos nas famílias e comunidades para só então iniciarem as visitas, ponto central do Espaço Missionário. Com os jovens divididos em grupos menores, as visitas ficam mais dinâmicas e profundas, e os trabalhos ficam mais consistentes – certos de que “grão amontoado apodrece, enquanto que espalhado, frutifica”. Mas em algumas das visitas todo o grupo iria participar.

Quatro pequenos grupos foram formados e divididos por setores de Porto Nacional: Alto da Colina, onde os missionários foram acolhidos na chácara das Irmãs Dominicanas, e puderam conviver com as postulantes à vida religiosa; Setor Brigadeiro e Vila Operária, locais bem afastados do centro e bem simples, onde foram acolhidos na Casa Nsa. Aparecida, junto com sr. Adilson; Comunidade Santa Luzia e Comunidade São Pedro, que são bem próximas uma da outra, mas ficaram em casas diferentes: uma dupla ficou na casa de Luciano e Lucélia, e a outra, na casa de Zuraide. Estes dois últimos grupos fizeram visitas juntos em algumas ocasiões.

À noite, todos já estavam acomodados nos locais que os acolheram, e para este dia restava apenas mais um breve fio de prosa com o pessoal local e uma boa noite de sono.

As visitas ocorreram entre sexta e terça-feira, ou seja, 5 dias de visitas em pequenos e grandes grupos. As visitas nos bairros foram diferentes. Cada grupo que acolheu montou um roteiro diferente. Alguns grupos percorreram o bairro entrando nas casas espontaneamente, outros já estavam com as visitas programadas, e durante o caminhar surgiram novos pedidos de visitas, para levar uma palavra de fortaleza a doentes, ou para fazer companhia a alguém mais sozinho, carente de atenção.

Mesmo com esses improvisos tudo saiu com a organização esperada e as experiências foram muito fortificantes. Algumas delas tiveram obstáculos, como o contato com pessoas de outras denominações cristãs mais “fundamentalistas”, ou em nos deparar com a resistência de alguns moradores em receber os missionários, mas nada que desanimou a perseverança das visitas.

A primeira visita em grupo foi na Fazenda da Esperança, centro de reabilitação de dependentes químicos, que atua com uma proposta diferente, pautada no trabalho, na vida fraterna e na religião, sem utilização de remédios ou tratamentos invasivos.

A visita começou com uma apresentação do grupo e animação com música, e em seguida o Léo abriu uma reflexão sobre a vida e a obra de São Domingos de Gusmão. Através de um pequeno teatro houve a interação e participação de todos. Alguns dos rapazes que se sentiram a vontade deram o testemunho de suas vidas: de como entraram no mundo das drogas e do álcool e como perceberam que precisavam de ajuda e seu sim à internação na Fazenda da Esperança.

Com a proposta pautada no trabalho, vida fraterna e espiritualidade, tivemos belos testemunhos de como a Fazenda da Esperança vem mudando a vida daqueles rapazes. Uma demonstração de fé que nos dá força pra continuar nossa caminhada, sem se desviar e pegar o rumo das drogas.

Os meninos responsáveis pela cozinha da Fazenda prepararam um lanche para todos. Logo em seguida tivemos uma celebração da Palavra muito bela, onde nos fizemos uma só comunidade.

Foi uma tarde muito rica, e tudo era muito nítido: o processo de conversão, a garra e a força de vontade que aqueles meninos estavam passando para se recuperarem da dependência química.

Houve uma participação bem positiva de todos ali presentes, e a explanação foi muito boa. Fizemos um lanche, e em seguida uma celebração da palavra. Tivemos também um momento de lazer, onde pudemos bater uma bolinha com o pessoal. Meninos e meninas, todos participaram e se divertiram.

No sábado houve mais um momento de formação (outro ponto forte e bem organizado do espaço missionário), desta vez para explorar a Vida de Oração. A reflexão foi muito positiva e se encerrou com um exercício da oração contemplativa e uma partilha da oração em grupo.

No fim de semana, como de costume, houve as celebrações nas comunidades. Na medida do possível, os grupos participaram delas, e ao final partilharam um pouco nas paróquias e capelas sobre como estava sendo a missão e aproveitaram o momento para convidar as comunidades a participarem também, visitando ou até mesmo demonstrando interesse em ser visitado.

No domingo, outro momento de visita em grupo, desta vez no Acampamento do Movimento Sem Terra Sebastião Bezerra. Ali as pessoas se dividiram e começaram a conversar com os acampados em seus barracos, que vivem uma difícil realidade, na beira da estrada, sem saneamento básico e serviços de saúde próximos, esperando um pedaço de terra para plantar e produzir. Apesar de todas essas adversidades, foi bom saber que a maioria das crianças estão estudando, e o fazem em uma escola própria localizada em um assentamento próximo dali.

As conversas foram muito ricas, e sobre assuntos diversos, assim como a troca de experiências com esse povo. Mais uma vez, os jovens foram inseridos em uma realidade bem diferente e muito mais difícil da que a maioria deles está acostumada a viver, e tiveram a oportunidade de conhecer e conversar com pessoas integrantes de um movimento social que é massivamente criminalizado pela mídia em geral.

Neste mesmo dia – um daqueles bem cheios – a família dominicana e o MJD tiveram a alegria de fundar mais um grupo no Brasil. Jovens do Movimento Juvenil Dominicano de Porto Nacional se dispondo a conhecer mais profundamente este carisma e se consagrar ao estilo de vida dominicana.

Ir. Solanje , delegada da Provincial Ir. Nilce Veloso da provincia Madre Anastasie, junto com Monsenhor Jones, oficializou o Movimento Dominicano do Brasil em Porto Nacional (que hoje é animado pela Ir. Danize). Foi uma linda celebração e um momento de muita alegria.

Para comemorar, jantamos em um pouso de folia, com direito a feijão tropeiro, carnes e sorvete de sobremesa. E como não poderia ser diferente, os foliões nos deram uma palhinha de suas canções.

Na segunda-feira, perto do fim do Espaço Missionário, fazendo visitas e convivendo com a comunidade, um dos grupos aproveitou a parte da tarde para um momento de lazer na praia do Rio (que foi represado em uma parte da cidade e causou um dano ambiental muito grave para a maioria dos moradores com os quais conversamos), e outro grupo aproveitou a tarde para um momento de formação em bíblia, nas dependências do CEACDAN (Centro de Estudos e Ação Comunitária Dom Alano du Noday), que é um projeto levado a frente pelas Irmãs Dominicanas, com algumas parcerias, no setor Alto da Colina. O momento de formação foi dirigido pelo Léo, e todos participaram tirando dúvidas, lendo trechos da bíblia, estudando e partilhando aquilo que aprenderam.

Na terça-feira, último dia de visitas, estávamos repletos de atividades. No período da tarde, o grupo todo, tanto os de fora como os da cidade, visitaram o Museu Histórico e Cultural de Porto Nacional que, entre outras coisas, guarda a memória da primeira missão dominicana na região.

Esta primeira missão, assim como a manutenção dela, foi explicada em maior profundidade pelo Monsenhor Jones (o mesmo que celebrou a missa de oficialização), onde falou um pouco sobre a história de Porto Nacional e da presença dominicana na cidade. O momento foi muito rico, dentro de um dos patrimônios desta mesma história, o antigo convento (hoje seminário). Ele nos presenteou com livros, nos mostrou algumas publicações e acervo – como uma medalha – e cantou um hino da missão da época, que vale a pena ser transcrito aqui:

Ó dominicano missionário,
Que passas com o Rosário, no seio do sertão.
Vês quantos selvagens batizastes,
Aos céus arrecadastes, com peito a ensaguentar.
Glória da terra brasileira,
que te saúda inteira, aos pés do campeão.
Anjos te guiem e tutelares,
voando pelos ares, heróis do meu sertão.

Filho, ouve bem a voz um dia.
Filho, volta os olhos, é Maria,
e vem, para a terra brasileira
hastear outra bandeira, a bandeira de uma cruz
Sonho, minha mãe mais vem comigo,
Cê o pão deste mendigo, que anseia por Jesus.

Quantas quantas vezes pelas noites,
Nos tempos aos açoites, viajastes no sertão.
E alegremente na jornada,
Fazendo a caminhada, viajando no sertão.
Ó, que sertão abençoado,
Meio século regado, com sangue da missão.
Lança, as rosas do Rosário,
Sobre este missionário, que é tua salvação.

A noite, após todos tomarem um merecido banho, fomos a um luau, na chácara. Foi um momento muito especial. A decoração, feita cuidadosamente pelas irmãs, estava muito linda. A comida, preparada com muito carinho, estava maravilhosa. Iniciamos a noite com uma celebração, curta, porém muita profunda, que nos convidava a refletir sobre nosso tesouro, a partir de nossos corações, e que naquele momento era de celebrar e festejar.

Todos assistiram as apresentações dos jovens do CEACDAN, primeiro do grupo de capoeira e depois dos Tambores do Tocantins. Logo em seguida tivemos música e poesias, que foram muito bem organizadas e bonitas. Como já dissemos, esse foi um momento muito especial, pois todos estavam vivendo uma experiência intensa, mas que já estava perto de acabar, e a arte foi o instrumento de expressão escolhido para demonstrar os diversos sentimentos até ali experimentados.

No último dia oficial do Espaço Missionário, nos dedicamos às avaliações, partilhas, e convivência com aqueles que nos acolheram, nas próprias casas. O grupo todo se encontrou no colégio para fazer uma avaliação geral, das experiências das visitas, da convivência, enfim, da missão como um todo.

Neste momento, é nítido como é rica a experiência de Deus na Missão. Foram diversos os sentimentos, mas todos colocados de maneira prática e em comunidade. E é para isso mesmo que foi chamada a atenção de todos: observar as emoções, mas colocar fôlego nas moções, nos possíveis frutos da prática da missão, daquilo que aprendemos, pois todas as pessoas que visitamos tinham mais a nos ensinar do que nós a elas. Uma boa metáfora foi levantada pelo nosso Presidente do MJD. “Mesmo saboreando, não devemos nos apegar a polpa da fruta, que é gostosa e suculenta, mas ao caroço, que é sem gosto e duro, mas que dará frutos assim que plantado.”

O que ficou substancialmente clara foi a gratidão com a acolhida de todos, e acima disso, o companheirismo em todos os momentos. Ali todos foram missionários, visitarando, convivendo e caminhando juntos. O fruto que ficou para muitas comunidades foi esse desejo de missão interno, que certamente permanecerá vivo dentro de cada um.

Almoçamos com as famílias que nos acolheram, em uma grande rede fraterna. Muito bonita e muito boa. E a tarde tivemos o espaço de lazer merecido, com piscina, lanche e um agradável bate-papo.

Chegada à noite, como último momento em grupo, celebramos com o Pe. Marco Aurélio (o mesmo que celebrou a missa de envio) na Capela Nsa. Aparecida, no setor Brigadeiro. Novamente a pregação foi muito bonita, e estimulou uma reflexão sobre nós mesmos enquanto igreja, motivando-nos nesse retorno para casa a percebemos que a missão continua.

E como toda boa despedida, foi em meio a olhos lacrimejados que nos despedimos felizes pelos dias em que pudemos estar juntos nessa jornada. As lágrimas e sorrisos confimaram que a experiência da vida fraterna foi frutificante, e que as belezas da cidade, a amizade dos companheiros e até mesmo os sabores de Porto Nacional ficarão para sempre nas lembranças de cada um.

Para finalizar, só podemos deixar os agradecimentos a todos que nos ajudaram a realizar este Espaço Missionário, orando pela missão, fortalecendo os missionários com palavras de esperança e ensinamento, acolhendo os missionários e sendo companheiros. Nosso agradecimento especial às Irmãs Dominicanas de Monteils, em Porto Nacional – TO.

Jovens Dominicanos, nosso claustro é o Mundo.

Encontro com a Comissão Dominicana de Justiça e Paz

Nos dias 12 e 13 de novembro, o Movimento Juvenil Dominicano do Brasil se fez presente no encontro da Comissão Dominicana de Justiça e Paz que se deu em Goiânia – GO.

Estavam lá o primeiro ministro Léo, o pessoal da comunicação Osvaldo e Alface e a coordenadora da região Norte, a Lu, juntamente com os assessores Claudemir e Danize. Neste encontro o Movimento lançou o projeto de voluntariado permanente, explicado em mais detalhes no fim desse texto, onde Jovens MJD poderão “estagiar” como voluntários em diversas regiões sobre a tutela da Ordem dos Pregadores.

Muitas religiosas e Frades já despertaram interesse no Projeto e abriram as portas de seus conventos. Entre tantos, cito o caso de Goiás Velho onde trabalha Fr. Mingas, o Haiti – sobre os cuidados da Ir. Tina que é responsável pelo voluntariado dominicano daquele país, Araguaina – TO com Fr. Xavier e a já visitada CPT – Xinguara com Aninha, Fr Henry e Juninho Play.

Fora isso, devemos destacar a convivência com pessoas tão maravilhosas, santos (as) vivos (as) como Jean, Henry, Xavier, Di jé, Mingas, Aninha, Marilande, Danize, fr. Marcos Belei, Ir. Valéria… que muito nos iluminaram com sua presença.

Amamos muito tudo isso.

MJD Brasil
Projeto de voluntariado permanente

Justificativa
Para responder às necessidades de uma formação mais abrangente dos integrantes do Movimento Juvenil Dominicano, o Projeto de Voluntariado Permanente é um canal que fomentará no jovem não só um olhar mais crítico da realidade, mas também uma melhor compreensão da mensagem Evangélica de Jesus Cristo. “Todo Cristão é essencialmente missionário”, como nos diz a Lineamenta do Sínodo 2012 sobre a Nova Evangelização.

Objetivos gerais
E
ste projeto visa fundar uma parceria entre a Comissão Dominicana de Justiça e Paz e o Movimento Juvenil Dominicano – BR para, a partir daí, desenvolver um trabalho de voluntariado junto às comunidades atendidas direta ou indiretamente pela comissão, abrindo assim pontos permanentes de missão para os integrantes do movimento.

Objetivos específicos

· Trabalhar em conjunto com as comunidades de voluntariado;
· Colaborar com a missão da Ordem dos Pregadores;
· Formar agentes transformadores da realidade;
· Abrir um campo para a formação missionária no Movimento Juvenil Dominicano;
· Trabalhar em conjunto com a Comissão Dominicana de Justiça e Paz;
· Dar ao Jovem Dominicano a possibilidade de fazer uma experiência profunda de inserção em outra cultura e realidade.

Justificativa
Para que esse projeto se realize, serão necessários:

. Uma equipe de captação de recursos;
. Um grupo de formação para a primeira etapa do projeto (Pré-voluntariado);
. Um “tutor” que direcionará o trabalho do voluntário em meio ao seu período de imersão.

Público alvo
Para Jovens do Movimento Juvenil Dominicano que sejam maiores de idade e que tenham um mínimo de experiência de 2 anos de atividade no movimento. Poderão participar menores de idade, desde que autorizados pelos pais e acompanhados por membros do movimento que sejam maiores de 18 anos.

Plano de ação
Para que o objetivo do projeto seja concretizado, ele deverá conter 3 etapas.

Pré-Voluntariado:
Fase de preparação do jovem em que ele estudará missiologia, aspectos da comunidade onde será voluntário e o trabalho que realizará na comunidade ou região.

Voluntariado:
Dirigido por um “tutor”, o jovem realizará um trabalho de acordo com o período a que se propôs a voluntariar (mínimo de 15 dias).

Pós-Voluntariado:
Produção de material de divulgação do trabalho realizado, como artigo com fotos ou documentário (prazo máximo de um mês após o voluntariado, podendo ser estendido de acordo com a documentação que será apresentada).

Cabe ao Movimento Juvenil Dominicano:
Selecionar e dar formação adequada àquele que fará voluntariado bem como captar recursos para subsidiar as passagens e zelar pela qualidade do projeto.

Cabe à Comissão Dominicana de Justiça e Paz:
Organizar o local para o voluntariado juntamente com a estadia e alimentação dos voluntários, assim como nomear um “tutor” para os trabalhos.

Cabe aos voluntários:

. Empenhar-se no seu processo de formação;
· Zelar por suas atitudes no período de voluntariado, buscando corresponder às expectativas das partes envolvidas;
· Produzir um material para divulgação do que foi realizado no período de voluntariado;
· Comprometer-se com o Movimento Juvenil Dominicano na formação dos próximos voluntários.

Paz e bem!
MJD BR – Movimento Juvenil Dominicano do Brasil

Mutirão em Porto Nacional, Tocantins

Oi gente, paz e bem!

Olha hoje tivemos um hora de mutirão na horta comunitária do CEACDAN (chácara das Irmãs) com alguns integrantes do MJD Sto. Antônio. Amanhã às 16h continuaremos com a limpeza da horta. Todos estão convidados!

Levar enxada, rastelo, coragem e disposição.

Um grande abraço a todos.
Ir. Danize Mata

Paz e bem!
MJD BR – Movimento Juvenil Dominicano do Brasil

Voluntariado MJD 2011 – Amparo, SP

No dia 08 de outubro, mês das missões, alguns membros do MJD de S. Paulo, em parceria com as Irmãs Dominicanas de Sta. Catarina de Sena, se colocaram em voluntariado junto a Comunidade S. Francisco da cidade de Amparo – SPTodos chegaram cheios de expectativas e muito dispostos a trabalhar segundo as necessidades da Comunidade.

“Não vimos uma grande pobreza física, mas uma grande necessidade das pessoas de quererem ser ouvidas…” e foi bem isso que fizemos…

Paramos para ouvir os tantos “causos” de algumas famílias visitadas. O dia acabou com a celebração da Palavra na Capela S. Francisco. Tudo muito bonito! Todos exaustos pela entrega!

Confira as fotos:

Veja o depoimento de Guilherme e Giovana, após o voluntariado:

Paz e bem!
MJD BR – Movimento Juvenil Dominicano do Brasil

Mutirão Dominicano – Conceição do Araguaia

Em nome de toda a juventude Dominicana gostaria de agradecer a todos que participaram direta ou indiretamente dos preparativos para a nossa missão em Conceição do Araguaia – PA, de 9 a 15 de julho.

Agradecemos o apoio da Comissão Dominicana de Justiça e Paz, frades Dominicanos, das irmãs Dominicanas de Sta. Catarina de Sena, da Paróquia Santuário de S. Vicente de Paulo, das irmãs Dominicanas de Monteils nas províncias do Rosário e Madre Anastasie que tanto colaboraram colaboram na edificação de Conceição do Araguaia e tantas outras obras da Ordem dos Pregadores, por todo apoio que nos deram, tanto financeiro, como moral e intelectual para que pudéssemos estar em missão, em especial a Ir. Danize que fez todo o planejamento de viagem juntamente com o fr. Zé Vicente. Ao pároco Pe. Natal do Santuário de São Vicente de Paulo juntamente com o CPA da paróquia. Queridos e queridas, gostaria de colocar cada nome aqui, porém sou fraco em nomes e bom na memória visual… perdão!

Embarcamos (16 jovens) hoje para a primeira missão oficial do Movimento Juvenil Dominicano! Isso muito nos emociona e nos coloca mais comprometidos ainda com os ideais de nossa ordem, a Ordem dos Pregadores. Já contemplamos por algum tempo, agora é hora de levarmos o fruto do contemplado!

Contamos com a oração de toda família Dominicana!

Do nascer ao por do sol, um sacrifício perfeito!

Leonardo De Laquila
Primeiro Ministro do Movimento Juvenil Dominicano do Brasil

Voluntariado em São Roque (SP), de 8 a 12/07/10

Tive uma experiência interessante no mutirão de São Roque.

Na semana da viagem, já me preparei para o trabalho, para o servir. Já havia feito experiências semelhantes em menor escala, portanto, não achei dificuldades no preparo, muito menos no momento. Fui avante com esta proposta de trabalho, e trabalho árduo. Tanto que, ao final da viagem, tenho que confessar que pela primeira vez não lancei mão de julgamentos gerais, sobre a viagem ou sobre as pessoas, se trabalharam ou não, porém, refleti internamente, sobre meu papel, meu preparo, meu trabalho. Tantos “meus” pode soar egoísta, mas creio ser necessário esse “olhar para si”.

Porém, dois momentos que me chamaram a atenção foram externos ao local de realização do mutirão. Um deles ocorreu na antiga estação ferroviária desativada de Maylaski, que hoje é um Centro Cultural. A Dona Chiara, membro da Família Dominicana, nos convidou para fazer um encontro sobre música com as crianças e jovens daquela região. Falamos sobre música, tocamos e interagimos com as crianças, e ao final, elas já tocavam os instrumentos sem ninguém pedir. Fiquei feliz que proporcionamos este contato a elas, da música, da música enquanto arte. Devo agradecer aqui a Dona Chiara, que neste encontro proporcionou um momento de confraternização com as crianças, com lanche e refrigerante e tratou do nosso transporte.

Outro momento foi o encontro com as monjas da Ordem dos Pregadores que vivem em clausura. Fui armado com uma inflexibilidade para este encontro, pensando o quão paradoxal é a vida enclausurada, uma vez que há um mundo necessitando da emergência da ação de pessoas. Porém, no momento do “recreio” com as monjas, após a celebração, Frei Mariano nos convidou a conversar com elas, e nos fez refletir sobre a vida na clausura. Foram expostas mais contradições, e a partir daí comecei a perceber quanto é contraditória a vida cristã mesmo. O quanto de loucura tem que haver, o quanto de irracional que é, mas é claro, havendo a justa medida das coisas. Os momentos de oração e partilha que praticávamos todos os dias também foram importantes para rememorarmos o dia, nos lembramos como irmão, ouvir a Palavra e acima de tudo, sair de lá com a proposta de praticá-la. Tivemos também dois momentos de alegria e descontração, pois duas aniversariantes estavam conosco, a Lívia e a irmã Jô.

Osvaldo Meca

Visita à Casa de Clara

O Grupo de Jovens Dominicanos do Colégio Santa Catarina de Sena foi à Casa de Clara, um projeto social dos Frades Franciscanos OFM, que acolhe idosos de baixa renda e promove atividades culturais, tais como: costura, tricô, pintura em tecido, dança, crochê, teatro, coral, entre outros.

Primeiro, eles incentivaram os jovens do colégio a praticar uma boa ação partindo do sentimento de cada um. Cada qual deveria mobilizar-se para economizar dinheiro durante a semana para assim, com o fruto de seu esforço, comprar bombons para serem doados. Os bombons foram separados em saquinhos para serem presenteados na Instituição.

Quando chegaram lá, perceberam a necessidade afetiva dos dois lados, dos idosos e do grupo, o que os impulsionou a dançar, cantar, brincar, rir e aprender. Foi uma rica troca de experiências.

Os idosos apresentaram um teatro sobre O Lava-Pés e a Santa Ceia que contribuiu para um maior entendimento e comoção dos adolescentes, fortalecendo neles o desejo de servir e ser solidário ao próximo.

Paz e bem!
MJD BR – Movimento Juvenil Dominicano do Brasil