Unesco premia Frei Betto por contribuição à paz

Via Tablóide OP (edição 556 – jan./13)

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A Unesco reconheceu nesta sexta-feira Frei Betto com o Prêmio José Martí 2013 por sua “contribuição à construção de uma cultura de paz universal e a justiça social e os direitos humanos na América Latina e no Caribe”. A diretora geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) escolheu Frei Betto – cujo nome completo é Carlos Alberto Libânio Christo – por recomendação de um júri internacional, 
informou em comunicado a organização com sede em Paris. “Frei Betto (Belo Horizonte, 1944) foi eleito por seu trabalho como educador, escritor e teólogo, por sua oposição a todas as formas de discriminação, injustiça e exclusão e por sua promoção da cultura de paz e os direitos humanos”, detalhou a Unesco. O premiado, autor de mais de 50 livros traduzidos para vários idiomas, ingressou na ordem dos dominicanos aos 20 anos de idade, quando estudava jornalismo. Durante a ditadura militar, o mineiro foi preso duas vezes, a primeira em 1964, que o levou a deixar a universidade, e a segunda entre 1969 e 1973, por colaborador com a organização guerrilheira Ação Libertadora Nacional 
(ALN), que dirigia Carlos Marighella.Quando recuperou a liberdade, trabalhou durante cinco anos em uma favela da cidade de Vitoria.
Durante a década dos anos 1980, foi consultor sobre as relações Igreja Estado de vários países como Nicarágua, Cuba, China, União Soviética, Polônia e Tchecoslováquia e na década seguinte integrou o conselho da Fundação Sueca de Direitos Humanos.ANO XVI.
Adepto à Teologia da Libertação e militante de movimentos pastorais e sociais, foi assessor especial do ex-presidente Lula, entre 2003 e 2004 e foi coordenador de Mobilização Social do programa “Fome Zero”. O prêmio José Martí, criado em 1994 por iniciativa do governo de Fidel Castro, reconhece “contribuições extraordinárias de organizações e de indivíduos à unidade e a integração da América Latina e do Caribe baseada no respeito das tradições culturais e nos valores humanistas”. A cerimônia de entrega do prêmio vai acontecer no dia 30 em Havana, durante a terceira Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo, realizado na capital cubana de 28 a 30 de janeiro e marca o 160º aniversário do nascimento de José Martí.
O último vencedor do prêmio foi o analista político argentino Atilio Alberto Borón, por sua contribuição à unidade e integração dos países da América Latina e do Caribe e por sua contribuição ao estudo e a promoção do pensamento do apóstolo da independência de Cuba, concluiu a Unesco. 

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Palavras do Mestre da Ordem dos Pregadores:

Apenas uma palavrinha para lhe exprimir minhas felicitações pelo prêmio que a UNESCO acaba de lhe atribuir, colocando em valor a sua contribuição para a promoção de uma cultura de paz, de justiça social e de direito. “Eles não são homens” pregavam nossos irmãos há quinhentos anos. Você faz parte desses irmãos e irmãs da Ordem que nos relembram que essa questão é sempre atual para o anúncio do Evangelho, e eu lhe agradeço do fundo do coração.

Com toda a minha amizade fraterna,
O seu irmão
Frei Bruno Cadoré OP

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Palavras do Provincial – Província Frei Bartolomeu de Las Casas, Brasil:

Irmão Frei Betto, o Espírito sopra e nos cura, o Espírito sopra e nos reconstrói, pela capacidade de abertura, pelo diálogo de corações, pelo respeito às diferenças, pela coragem do dizer. A história da salvação continua, o sonho da justiça e paz é possível, e você continua firme vinculado a tudo isso. Parabéns creio eu em nome de toda a nossa Província.
Frei Edmilson, OP

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Palavras do Senador Eduardo Suplicy:

Queridos Frei Beto e Frei João e Presidente Luiz Inácio Lula da Silva: Soube hoje, pelo amigo comum Frei João Xerri, e depois pelo “Brasil de Fato”, que ontem, muito merecidamente, a Organização das Nações Unidas para a Educação e a Cultura o escolheu, Frei Beto, para receber o Prêmio José Marti 2013. Por sua “contribuição à construção de uma cultura de paz universal e a justiça social e os direitos humanos na América Latina e no Caribe”, por seu trabalho como educador, escritor e teólogo, por sua oposição a todas as formas de discriminação, injustiça e exclusão e por sua promoção da cultura da paz e dos direitos humanos. Meus efusivos parabéns. O abraço amigo.  (todo texto na integra em breve no site da província)

Eduardo Matarazzo Suplicy

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