Retiro MJD, setembro de 2010

Olá queridos irmãos de caminhada.

Do dia 03/09 (sexta-feira, às 19h), ao dia 06/09/2010 (segunda-feira, às 13h), o Movimento Juvenil Dominicano realizará no Colégio Santa Catarina de Sena o seu retiro anual. Nesses dias iremos refletir sobre a nossa vocação pessoal junto ao papel do leigo na sociedade, a partir de nossa vocação. Para isso, pedimos que venham com espírito despojado, desejoso de estar pleno de Deus e vazio do desnecessário.

O custo desse retiro será de R$ 40,00, devendo ser pago o quanto antes e até a sexta-feira do dia 03/09.

O que trazer?

– Bíblia, de preferência a Edição Pastoral
– Caderno para anotação
– Caneta ou algo para anotações
– 2 mudas de roupas despojadas para utilizar durante o dia
– “Roupa de missa” (estará à venda a camiseta do Movimento de cor branca, no valor de R$ 13,00. Se tiver interesse, enviar por e-mail a numeração para prepararmos a do seu tamanho. Aqueles que tiverem a camiseta do Movimento, por favor, trazer).
– Pijama
– Chinelo
– Roupa de banho e produtos de higiene pessoal
– Colchonete ou colchão (dormiremos ao estilo de acampamento dentro das salas de aula)
– Cobertor e travesseiro

Entremos em oração para chegarmos preparados e assim criarmos um ambiente de oração profunda e despojamento.

Colégio Santa Catarina de Sena
R. Manoel da Nóbrega, 307 – metrô Brigadeiro, São Paulo – SP
Contato: (11) 3284-5656

Mais informações pelo email: laquilaleonardo@yahoo.com.br

Paz e bem!
MJD BR – Movimento Juvenil Dominicano do Brasil

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Vocação é, simplesmente…

… Deixar-se tocar pela graça de Deus, fascinar-se pelo seu mistério e dar ao Espírito Santo a liberdade de nos transformar e preencher com seu amor. E, a partir desta experiência, dedicar-se totalmente a levar o Amor de Deus onde e com quem estivermos, não apenas com nossas palavras, mas, sobretudo, com nossas vidas.

Vocação é a nossa resposta pessoal e livre ao chamado de Deus para participarmos da missão salvadora de Cristo. Todos nós temos um lugar único no corpo místico de Cristo, que é a Igreja. Assumir este lugar é encontrar o sentido pleno da nossa vida, a razão do nosso ser. O Senhor nos convida a sair de nós mesmos e fazer de nossas vidas um dom de amor aos irmãos, mas respeita nossa liberdade. Dizer “sim” à missão que Deus nos destinou implica encontrar a alegria de se doar a cada instante, de entregar não apenas algumas horas ou um pouco de nós, mas tudo o que somos e temos, generosamente, pela causa do Reino de Amor.

Não existem vocações mais ou menos importantes. Como nos lembra São Paulo, em sua carta aos Romanos:

“embora sendo muitos, formamos um só corpo em Cristo, e, cada um por sua vez, é membro dos outros. Mas temos dons diferentes, conforme a graça concedida a cada um de nós. Quem tem o dom da profecia, deve exercê-lo de acordo com a fé; se tem o dom do serviço, que o exerça servindo; se do ensino, que ensine; se é de aconselhar, aconselhe; se é de distribuir donativos, faça-o com simplicidade; se é de presidir à comunidade, faça-o com zelo; se é de exercer misericórdia, faça-o com alegria.” Rm 12, 5-8

Não importam nossas qualidades ou limitações, importa a nossa disponibilidade de deixar Deus agir livremente através da nossa vida. Tão pouco importa a grandeza de nossas obras, o que importa é deixar que Deus realize, através de nossa vida, sua Vontade. Como fez Maria:

“Faça-se em mim segundo tua palavra”.

Assim fizeram tantos santos ao longo da história, assim fazem os santos de hoje. Na Família Dominicana, por exemplo, há histórias bem variadas de homens e mulheres que se colocaram nas mãos de Deus a seu serviço e assim realizaram sua vocação, como estes da América Latina: S. Martinho, Sta. Rosa, Pedro de Córdoba, Bartolomeu de Las Casas e tantos outros. Também nós somos chamados a testemunhar a fé e o amor que temos a Cristo.

Seguir a nossa vocação é concretizar nossa fé servindo os irmãos, conforme nossos dons, ocupando nosso lugar na Igreja, o Corpo de Cristo, como nos diz São Paulo: com simplicidade, zelo e alegria. Realizá-la fielmente é dom de Deus, em resposta à nossa disponibilidade.

Ir. Maria Elisa OP

Paz e bem!
MJD BR – Movimento Juvenil Dominicano do Brasil

Mutirão jovem para voluntariado em São Roque – SP

O Movimento Juvenil Dominicano do Brasil realizou entre os dias 8 e 12 de julho de 2010 um mutirão para manutenção da Casa de Retiro das Monjas Dominicanas, localizada no bairro Ibaté, em São Roque – SP.

Estiveram presentes 24 jovens, do Santuário São Vicente de Paulo, do crisma dessa mesma paróquia, e também alguns adolescentes dominicanos do Colégio Santa Catarina de Sena.

A juventude demonstrou muito empenho, interesse e alegria, características próprias do carisma dominicano em realizar as tarefas, tais como: limpeza da casa e do quintal, dos jardins e a poda de algumas árvores.

Senti o grupo bem unido, feliz e entusiasmado, com vontade de seguir a Cristo no estilo de Domingos. Percebi os pilares da Ordem Dominicana acontecer entre os jovens, nestes quatro dias: a oração, o estudo e a vida fraterna.

Tivemos a alegria de receber a visita de nossa amiga Rita de Castro, do Voluntariado Teresa de Saldanha e representante do MJD de Lisboa – Portugal. Veio participar conosco e partilhar experiências, e só temos que dar graças a Deus!

Frei Mariano Foralosso também marcou presença amiga e nos presenteou com uma deliciosa macarronada!

Por fim, vale destacar a tarde de música que tivemos com as crianças da Estação do Trem em Osasco e a manhã de conversa com as Monjas. Que brilhante e que testemunho de vida!

Ir. Josenilde Marques OP
Responsável pelo MJD junto a Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena

Paz e bem!
MJD BR – Movimento Juvenil Dominicano do Brasil

Voluntariado em São Roque (SP), de 8 a 12/07/10

Tive uma experiência interessante no mutirão de São Roque.

Na semana da viagem, já me preparei para o trabalho, para o servir. Já havia feito experiências semelhantes em menor escala, portanto, não achei dificuldades no preparo, muito menos no momento. Fui avante com esta proposta de trabalho, e trabalho árduo. Tanto que, ao final da viagem, tenho que confessar que pela primeira vez não lancei mão de julgamentos gerais, sobre a viagem ou sobre as pessoas, se trabalharam ou não, porém, refleti internamente, sobre meu papel, meu preparo, meu trabalho. Tantos “meus” pode soar egoísta, mas creio ser necessário esse “olhar para si”.

Porém, dois momentos que me chamaram a atenção foram externos ao local de realização do mutirão. Um deles ocorreu na antiga estação ferroviária desativada de Maylaski, que hoje é um Centro Cultural. A Dona Chiara, membro da Família Dominicana, nos convidou para fazer um encontro sobre música com as crianças e jovens daquela região. Falamos sobre música, tocamos e interagimos com as crianças, e ao final, elas já tocavam os instrumentos sem ninguém pedir. Fiquei feliz que proporcionamos este contato a elas, da música, da música enquanto arte. Devo agradecer aqui a Dona Chiara, que neste encontro proporcionou um momento de confraternização com as crianças, com lanche e refrigerante e tratou do nosso transporte.

Outro momento foi o encontro com as monjas da Ordem dos Pregadores que vivem em clausura. Fui armado com uma inflexibilidade para este encontro, pensando o quão paradoxal é a vida enclausurada, uma vez que há um mundo necessitando da emergência da ação de pessoas. Porém, no momento do “recreio” com as monjas, após a celebração, Frei Mariano nos convidou a conversar com elas, e nos fez refletir sobre a vida na clausura. Foram expostas mais contradições, e a partir daí comecei a perceber quanto é contraditória a vida cristã mesmo. O quanto de loucura tem que haver, o quanto de irracional que é, mas é claro, havendo a justa medida das coisas. Os momentos de oração e partilha que praticávamos todos os dias também foram importantes para rememorarmos o dia, nos lembramos como irmão, ouvir a Palavra e acima de tudo, sair de lá com a proposta de praticá-la. Tivemos também dois momentos de alegria e descontração, pois duas aniversariantes estavam conosco, a Lívia e a irmã Jô.

Osvaldo Meca