Retiro e Voluntariado | MJD Curitiba

por Leonardo Akira

A última semana foi muito intensa para nós do MJD Curitiba (PR). Nos dias 11 e 12 de outubro realizamos nosso retiro para membros e no último sábado, 17 de outubro, realizamos nosso voluntariado.

Estivemos em comunhão com as irmãs Dominicanas da Beata Imelda para realizar essas duas atividades tão importantes para nosso movimento e que para nós se completam. No retiro meditamos e contemplamos o evangelho de João, capítulo 6. Irmã Karla Aparecida Pires Viana, OP, nos assessorou e nos conduziu em uma profunda leitura orante da palavra de Deus com o tema central Eucaristia na Bíblia e rezamos a importância da partilha do pão e como Jesus se fez pão para todos nós.

Para a Irmã Karla, “esses dias foram vivenciados de maneira orante e muito fraterna. Tivemos a oportunidade de compartilhar a Palavra de Deus, através do exercício da Leitura Orante e também através da Liturgia das Horas. Verdadeiramente, a ‘partilha começa na mesa…’ Mesa da Palavra, mesa da eucaristia. Essa experiência fortaleceu entre nós, irmãs e jovens, a certeza de que a fraternidade vivida na diversidade de carismas e dons faz crescer o Reino. Obrigada jovens por esse desafio apresentado a nós de abrirmos as portas de nossos corações e de nossa comunidade para viver a Igreja em saída, uma igreja missionária, que se coloca ao lado das pessoas”.

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Durante a noite, assistimos ao filme Santo Rebelde, que trata da vida de Dom Hélder Câmara, e aprendemos com ele o real sentido de ter uma vida dedicada ao Evangelho e a Eucaristia.

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Ao nos abastecer da palavra de Deus, colocamos em prática realizando nosso voluntariado para as crianças do Centro Assistencial e Educacional Padre Giocondo. Uma tarde para celebrar o dia das crianças, com cama elástica, pintura de rosto, um delicioso cachorro quente e pipoca. Tudo aquilo que faz uma criança sorrir e completa os nossos corações.

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“Foi maravilhoso sentir de perto o carinho e a dedicação desses jovens brincando com as crianças, compartilhando o alimento – a partilha do pão e do coração. ‘Ser missionário é servir a igreja.’ E foi com esse espírito missionário que nossos jovens dominicanos partilharam suas vidas com as crianças e famílias presentes nessa tarde de festa e partilha. Obrigada, queridos jovens por esse testemunho de amor e doação!!! Deus lhes cumule de bênçãos e forças para continuar anunciar Cristo Verdade nas vidas dos mais pequeninos”, agradece Irmã Karla.

 

Rafael Arraes, integrante do nosso grupo vê a relação com as irmãs dominicanas da Beata Imelda como um presente que o Mestre da Ordem nos deixou em sua visita neste ano, e este convívio é uma verdadeira benção e os frutos deste laço é encorajador e estimulante para nossa vida de jovem pregador.

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Para nós essas experiências foram marcantes e não podemos deixar de agradecer, de modo especial, as irmãs da comunidade Padre Giocondo, que nos tem aberto as portas do convento e de seus corações para termos sempre esta chama acesa nos incentivando a pregar no nosso cotidiano. Também, ao Frei Claudemir, OP, que sempre nos motiva e nos ajuda a realizar nossas atividades. Que esse sentimento de família, pela intercessão de nosso pai São Domingos, nos congregue hoje e sempre.

 

 

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Encontro da Comissão Dominicana de Justiça e Paz

por Gabriel Lanzillotta, Maryane Lopes e Paula Alves

“A essência dos direitos humanos é o direito de ter direitos” (Hannah Arendt). Imbuídos desse espirito que 100 pessoas de diferentes nacionalidades se encontraram entre os dias 3 a 6/09 no 26º Encontro da Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil e Seminário do Cone Sul, em Brasília. Um momento para reencontrar rostos conhecidos e conhecer outros que assim como o Movimento Juvenil Dominicano tem o desejo de construir um mundo novo, tomando como base os textos da Agenda Latino Americana 2015.

O dia 3 foi marcado pela calorosa recepção da equipe tanto com os brasileiros que chegavam dos mais variados locais do território nacional, quanto dos estrangeiros pertencentes ao cone sul.

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O dia seguinte foi assessorado pelo leigo dominicano Pablo Romo, rememorando retratos da história da comissão, pessoas que lutaram pelos direitos humanos, e algumas discussões em pequenos grupos. E os jovens dominicanos aproveitaram a noite para confraternizar com os frades.

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No sábado pela manhã houve uma apresentação da realidade de cada país, onde foram pontuados os principais problemas e de que forma a família dominicana está trabalhando contra esses vilões, como por exemplo, na fala dos países andinos, que discorreram sobre os grandes desafios impostos pelo narcotráfico e a corrupção do estado, onde os frades dominicanos atuam como missionários na selva, dando apoio a grupos indígenas e sensibilizando as pessoas através de uma conscientização ecológica e dos direitos humanos.

Após conhecermos um pouco os desafios de cada país, outro leigo dominicano, Thomaz Jensen, faz um discurso sobre a nova ordem mundial e as mudanças necessárias para que haja uma efetividade nas ações propostas. Enquanto que nosso provincial, Frei Bruno, encerra essa primeira plenária com a citação “Eis que faço nova todas as coisas”, explanando que os tempos atuais representam uma mudança de época da mesma forma que quando São Domingos fundou a ordem. Afinal, ou criamos um novo sistema que resgata os direitos humanos ou continuaremos rumo a barbárie, logo, a nossa missão como dominicanos é ser crítico, protagonista e animadores da justiça e da paz, ainda mais nesse momento da celebração dos 800 anos da ordem.

Durante a tarde de sábado houve um espaço para partilhar as ações concretas dentro dos temas propostos: educação, meio ambiente, direitos da mulher e direitos da terra. Cada grupo teceu propostas a serem incorporadas no dia a dia e nas demais comunidades, onde o MJD se destacou pelas propostas de desconstrução do modelo educador centralizador.

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A noite houve uma festa para partilhar os costumes de cada país através de musica e apresentações de dança, que no caso dos brasileiros foi ilustrada em uma grande quadrilha.No domingo cada grupo de discussão apresentou o que foi discutido através de slides onde o MJD teve um espaço para contar um pouco mais sobre suas atividades e apresentar o Coletivo Frei Tito Vive.

Essa breve descrição do encontro não transmite nem de longe o sentimento partilhado naqueles dias, ou a alegria, a determinação e o entusiasmo vividos, como relatados nos depoimentos abaixo.

“Em 2015, tive a oportunidade de participar pela segunda vez desse encontro e posso dizer que a cada ida me identifico mais com o nosso carisma. Cada momento de convivência com a família dominicana me faz acreditar ainda mais na vinda de um mundo sem preconceitos, paradigmas ou injustiça. Com certeza a humanidade ainda tem um longo caminho para uma nova Era, mas é através desses pequenos frutos que vislumbro a luz no fim do túnel, pois enquanto houver luz, haverá esperança!”.

Paula Alves

“Me lembro quando São Domingos se ofereceu no lugar de uma pessoa para ser levado no lugar dela como escravo. O amor que ele demostrou nos inspira nesse seguimento de um cara chamado Jesus, que uma vez disse que não existe amor maior que dar a vida pelo irmão. Vi muitas partilhas e conheci muitas pessoas que estão lutando todos os dias oferecendo a vida pelo irmão.

Foi minha primeira experiência de participar desse encontro e é belo ver a família dominicana unida pela causa dos direitos humanos. Enquanto houver amor podemos continuar com a esperança de chegar mais e mais perto a ter uma humanidade plena nos direitos humanos, ir ao outro e oferecendo minha vida para dar vida a outras vidas.”

Gabriel Lanzillotta

“Participar do Encontro da Comissão Dominicana de Justiça e Paz esse ano, foi à realização de um sonho para mim. O tema desse ano me ajudou muito a discernir sobre: “O que estou fazendo para ser uma cristã ativa na sociedade?”. O tema do encontro foi “Direitos humanos”, e lá conhecemos, aprendemos, discutimos e rememoramos afundo sobre as nossas raízes, projetos e espiritualidade dominicana. O que me deixou mais apaixonada pelo projeto, foi ter a certeza de que podemos contar com todos que estiveram lá, e que não estamos sozinhos nas lutas sociais, políticas e econômicas ocorridas em nossos países. O diálogo com os países da América Latina, fez com que nos sentíssemos mais próximos uns dos outros, tanto em conhecer os problemas dos países envolvidos quanto em resolvê-los em conjunto. Por fim, confesso que toda essa experiência me fez sentir fortalecida na fé e na busca pelo Cristo que nos olha, protege e guia todos nós.”

Maryane Lopes