Treinamento #CaminhadaOrante2014

por Rodrigo Sobrinho (mestre Breno), 
Integrante do MJD e Estudante de Educação Física 

Olá, meus Queridos!

Estamos iniciando mais uma preparação para nossa Caminhada Orante- MJD. São quase 3 meses até lá e, queremos enfatizar uma preparação mais vigorosa no sentido da Qualidade de Vida dos nossos participantes.

Iremos explorar nosso físico e emocional durante a caminhada e é muito importante que estejamos preparados para essa ótima experiência. Não se esqueça também das orações diárias!

Desde já, postura e alongamento farão parte de nosso dia-a-dia. ATENÇÃO REDOBRADA!

Se você não está acostumado a fazer caminhadas atente-se às dicas que vamos passar.

Antes de iniciar qualquer caminhada é importante se alongar por cerca de 10 minutos. A seguir, disponibilizamos alguns exercícios de alongamento importantes para uma atividade física como a caminhada.

Sem título 1Importante que cada alongamento seja feito com uma duração média de 20 segundos e por duas vezes antes e depois de cada caminhada para que sejam evitadas lesões anteriores e posteriores à nossa atividade.

Já que estamos na fase inicial, vamos levar a sério esses quase 3 meses de preparação e nos dedicar ao máximo, lembrando sempre que o nosso objetivo também é a partilha e vivência em grupo, certo?! Leve em conta seu tempo e dias disponíveis. Legal fazermos os treinos por, pelo menos, 3 dias na semana.

Então, aqui vão nossos passos de preparação para a caminhada!

1º Bloco: De 31 de março a 12 de abril.

Aqui devemos conhecer o nosso corpo, nosso ritmo e nossos limites iniciais. É importante que o alongamento seja sempre bem feito para nossa caminhada render o que se espera nessa fase de início. Faça uma caminhada leve de 20 a 30 minutos.

Distância neste momento não é tão importante, mas fique atento à constância da atividade. Nesse inicio é importante para a musculatura que não tenhamos tanta alteração de intensidade. Portanto, atenção ao ritmo, tanto cardíaco quanto ao de caminhada. Priorize, se possível, praças, parques ou lugares de pouca atividade automotiva. Caso prefira, utilize seus fones de ouvido para tornar a caminhada mais atrativa.

Atente-se para a Semana Santa e se programe direitinho! Dá para ajudar a Comunidade e treinar sem problemas! J

2º Bloco: De 13 de abril a 17 de maio.

Agora que conhecemos um pouco mais do nosso corpo, que tal acelerarmos um pouquinho?!

A partir daqui adotaremos um ritmo mais forte. Pelo menos 50 minutos de boa atividade é o ideal. Vamos começar com uma caminhada de 10 minutos pra despertar a musculatura e articulações necessárias, 10 minutos de corrida controlada logo após a caminhada para elevarmos nossos batimentos cardíacos e melhorar nosso volume de oxigenação, 10 minutos de uma leve caminhada para voltar ao ritmo cardíaco do inicio da atividade e mais 15/20 minutos de caminhada constante. Por enquanto não iremos freqüentar terrenos acidentados e/ou variados. Mantenha-se num terreno plano.

3º Bloco: De 18 de maio a 07 de junho.

Bem, agora acabou a brincadeira! Hehe

Se até aqui você seguiu todas as nossas recomendações não terá problema algum na nova fase. Vamos intensificar um pouco acrescentando mais dinâmica aos nossos exercícios.

Faremos nosso alongamento como nos outros blocos e acrescentaremos o famoso Polichinelo. Todo mundo sabe como faz, acha bonitinho, mas não gosta de fazer, certo?!

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2 séries de 35 repetições e outra com 30, descanso entre as séries de 30 segundos.  Agora nossa caminhada terá duração de até 1 hora com variação de terrenos (subidas, descidas, curvas, retas, cuidado com buracos..), lembrando que o limite de cada um deve ser respeitado, pois, priorizamos o Bem Estar e a Qualidade de Vida.

Nunca é demais lembrar que devemos manter ritmo e intensidade. Fique de olho para evitar desgaste e lesões Pré Caminhada Orante – MJD.

4º Bloco: De 08 a 15 de junho.

Nessa fase final é interessante mantermos “a pegada” e não ficarmos de “lenga-lenga”. Porém faremos apenas uma caminhada intensa de 30 minutos para evitar lesões nessa nossa última fase. A ordem agora é apreciar sua caminhada e a paisagem escolhida.

Pegada = ritmo e intensidade adquirida com o treino.

Lenga-lenga = relaxar devido à proximidade do evento. 😛

O nosso corpo funciona como um “motor de carro”. Aqueceu demais, a freqüência cardíaca sobe (alarme!) e ocorre a fadiga precocemente. Então, nunca se esqueça que durante os exercícios é importante se hidratar.  Uma boa pedida é 100 a 200 ml da boa e velha água a cada 10/15 minutos de exercício. Limite de 1 litro/hora. Essa medida é imprescindível para nossa termorregulação, ou seja, regulação da temperatura corporal. Ao fim de seu treino procure também repor as energias com hidrotônicos, se preferir.

A alimentação é importantíssima antes, durante e depois da atividade. Tenha sempre frutas ou barrinhas de cereais à mão.

É importante que você faça a preparação e a caminhada com um calçado confortável. Não se preocupe em comprar um calçado novo, pode utilizar o tênis que você já está acostumado a usar desde que ele seja macio, não muito baixo e não tão velho assim, pois o amortecimento desse calçado será importante para nossa caminhada. Caso necessário, adquira o calçado o quanto antes e já se prepare com ele para a Caminhada Orante – MJD. Sua roupa também é muito importante. Roupas leves e confortáveis vão tornar sua atividade mais prazerosa. Não se esqueça de usar meias de algodão, hein!!

A caminhada é um exercício físico muito importante, pois ajuda a regular o bom funcionamento do nosso sistema respiratório e cardíaco, mas nada melhor do que manter e preservar nossa saúde com uma boa companhia.

Então, essa é a hora em que você envia mensagens em redes sociais, sms, manda um sinal de fumaça, recado via pombo-correio ou até mesmo faz um telefonema pra’quela pessoa que você quer que te acompanhe nessa preparação.  Pode ser um membro MJD que vá ou não participar da Caminhada Orante – MJD, um amigo, um familiar, qualquer pessoa que também esteja disposta a melhorar a Qualidade de Vida.

Lembrando que aqueles que já estão em treinamento e supervisões de profissionais da saúde terão outros tipos e níveis de treinamento e intensidade. Devemos sempre respeitar nossos limites e aprender a identificar quando nosso corpo necessita de um descanso. Problemas cardíacos não são exclusivos de pessoas na melhor idade, portanto, procure um médico para garantir o bom funcionamento desse corpinho aí..

É isso, minha gente! Qualquer dúvida, me mande um e-mail: sobrinho_ro@hotmail.com

Até a caminhada e Bom treino pra todos!

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Dois dias com os índios Apinajé

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Nos dias 23 e 24 de março, tive a oportunidade de conviver dentro da Reserva Indígena dos Apinajé, em Tocantinópolis (TO). Mesmo antes de mergulhar nesses dois dias, era certo que essa experiência se tornaria um post para o blog.

Aldeia Abacaxi: uma das comunidades que compõem a Reserva Indígena Apinajé.

Aldeia Abacaxi: uma das comunidades que compõem a Reserva Indígena Apinajé.

No entanto, coloquei em mim mesmo uma grande responsabilidade antes e durante a escrita deste texto. E essa responsabilidade inclui retratar esses dois dias de uma forma respeitosa, o que significa – ao menos para mim – não exibir a figura indígena como coitada, atrasada ou qualquer clichê que facilmente encontramos por aí. E agi assim para, de alguma forma, poder retribuir o carinho, a atenção e a acolhida que recebi nas diversas aldeias pelas quais eu e alguns colegas pudemos visitar.

CLIQUE AQUI E VEJA GALERIA DE FOTOS

O significado de um não-índio entrar e conhecer a vida daquela comunidade é algo imensurável. Quero dizer que é um ato de muita comunhão por parte dos índios disponibilizarem esse momento para quem não é indígena. Por isso reconheço e agradeço a confiança que eles nos depositaram ao permitir o contato com as crianças, idosos, adultos e lideranças.

Eu, frei Xavier (também da CPT) e Gaspar, cinegrafista da produtora Verbo Filmes, fomos guiados pela parceira Jucilene Gomes Correia, integrante do Conselho Indigenista Missionário (CIMI). Na verdade, fomos meio que como curiosos, pois Jucilene estava acompanhando dois jornalistas franceses de uma revista infantil que circula por toda França. A ideia da matéria deles é mostrar às crianças francesas como vivem as crianças indígenas brasileiras.

Antonio Veríssimo exibe a plantação de arroz da aldeia Areia Branca, onde vive com a família

Antonio Veríssimo exibe a plantação de arroz da aldeia Areia Branca, onde vive com a família

De um total de 26 aldeias que compõem a reserva, ficamos instalados na Areia Branca. O índio Antonio Veríssimo nos acompanhou durante os dois dias. Em todos os momentos, naturalmente ele compartilhava frações de sua sabedoria. Não somente sobre a vida indígena, mas também um lado politizado – tanto no cenário nacional quanto internacional – que atropelaria o discurso cansado de qualquer intelectual de sala de aula. Não impressiona que um índio seja tão inteligente, pois pensar isso seria colocá-lo como um inferior. Mas impressiona a inteligência do homem por si só, seja índio ou não.

Eis aí um grande clichê completamente desmantelado: índio só sabe dos segredos da natureza. Se eu estivesse em uma conversa na esquina, eu soltaria um palavrão para dizer que “nem f&*@$#o que as coisas são assim”.

A partir do contato com Antonio e outras lideranças – homens e mulheres -, percebi que a preocupação em estudar, buscar novos conhecimentos, manter-se atualizado e ligado nas mobilizações sociais que acontecem reserva afora é de boa parte deles. Como bem disse Antonio durante uma das nossas conversas, “eu cursei a universidade da vida, do cabo da enxada”. Em outro momento, lista os inúmeros livros que leu ultimamente, e demonstra a vontade de saber mais sobre a luta do povo africano.

Liderança e agricultura

Uma grande preocupação das lideranças das aldeias é garantir o sustento a partir de suas próprias plantações. Visitamos as roças de algumas aldeias, e a diversidade de alimentos plantados mostra que o trabalho tem sido bem desenvolvido. Mandioca é o foco principal, já que em algumas aldeias há casas de farinha instaladas. Mas também vimos muita abóbora, arroz, fava, milho, mamão entre outros.

E por falar em liderança, foi interessante perceber que muitos jovens têm assumido postos na linha de frente. Casado e com duas filhas pequenas, o presidente da associação que representa os Apinajé tem 24 anos. O braço direito do cacique de uma das aldeias tem somente 20 anos. Ele é o responsável por organizar o trabalho na roça; e isso inclui definir quem irá cuidar da plantação, quando e como. Para um grupo que aposta na agricultura como um modo de sobrevivência, encarar esse papel é um grande desafio.

Se depender das crianças Apinajé, futuro da seleção brasileira de natação e saltos ornamentais já está garantido.

Se depender das crianças Apinajé, futuro da seleção brasileira de natação e saltos ornamentais já está garantido.

Como cada aldeia é responsável por sua plantação, é parte da estratégia realizar mutirões para cuidar da roça. Isso inclui colocar as crianças para participar de alguma maneira deste costume. A partir daí, os caciques e cacicas começam a introduzir nos pequenos o senso de responsabilidade e cuidado com aquilo que estão fazendo. O que poderia ser chato para um grupo de 20 crianças e adolescentes, torna-se um momento de lazer, com brincadeiras, gozações e, claro, um banho de rio para recompensar o compromisso.

No caso da aldeia Areia Branca, quem coordena todo esse processo é uma cacica, escolhida pelos moradores da comunidade. Durante os dois dias, ela manteve-se sempre em contato com as crianças e jovens. Colhendo, descascando e moendo a mandioca. Fazendo artesanato com folhas secas. Cuidando das refeições. Participando de uma noite cultural, com a exibição de vídeos. O respeito à liderança feminina é compreendido por todos na aldeia.

Cacica da Areia Branca produz peças de artesanato com jovens da aldeia

Cacica da Areia Branca produz peças de artesanato com jovens da aldeia.

Tirar fotos bonitas é fácil

Esse tópico é apenas para destacar a beleza natural dos índios e índias, sejam jovens ou adultos. O olhar deles não fala. Grita, cativa, estremece! Por alguns momentos, um olhar curioso, desconfiado, sério, alegre, reservado.

Sem contar os diversos cortes de cabelo das meninas e dos meninos. Cada um de um jeito. O cuidado com o qual foram desenhados pelas tesouras está ali, estampado.

O sorriso fácil das crianças dá um nó na garganta. Que bom que elas existem. Que bom que elas são espontâneas. Por isso, ser fotógrafo é fácil.

Crianças se divertem brincando na casa de farinha

Crianças se divertem brincando na casa de farinha

Tinta é feita a partir do jenipapo; exposto ao sol, o fruto ganha a cor preta.

Tinta é feita a partir do jenipapo; exposto ao sol, o fruto ganha a cor preta.

Waxne

Na aldeia Abacaxi, participamos de um ritual (talvez eu possa nomear assim) muito bonito. Duas crianças receberam as tradicionais pinturas dadas aos guerreiros da tribo. Os chamados Waxne (lê-se Vainê). A tinta é feita a partir do jenipapo. Após ser ralada, o fruto é exposto ao sol por algumas horas. Isso escurece o material possibilita pintar o corpo com os mais belos traços. A tinta fica na pele por cerca de 15 dias (ou mais, dependendo do quanto você gosta de tomar banho).

Tive a honra de ganhar a pintura de um Waxne. Esse foi um dos momentos que mais me senti responsável por fazer um relato respeitoso sobre esse povo. A atenção e o cuidado com os quais a índia me pintava demonstrava que aquilo não era simplesmente pintar um corpo. Percebia-se um significado muito maior, pois penso que aquele momento era um empréstimo da cultura indígena a mim.

Num primeiro momento, a tinta fica clara. Mas, no dia seguinte, o preto fica mais forte e deixa o desenho mais bonito. Até hoje meu corpo continua com a pintura (apesar de eu gostar de banho).

Aldeias conectadas

A Associação das Aldeias Apinajé-Pempxà mantém um blog atualizado constantemente. O http://uniaodasaldeiasapinaje.blogspot.com.br/ é o canal utilizado para divulgar as ações realizadas pelas aldeias, os cursos de capacitação que eles recebem de entidades externas e, também, por onde são feitas denúncias de interesse do coletivo. Vale a leitura para quem deseja entender melhor quem são e pelo quê lutam os Apinajé.

 

Retiro de Carnaval MJD | Partilhas

da redação do Blog

Olá a todas e todos. Como vão?

Demorou mas chegou a nossa tão esperada partilha dos retiros de Carnaval.

E este foi um ano bem especial, pois todos os grupos tiveram acesso a uma experiência espiritual.

Teve um grupo que participou das etapas dos Exercícios espirituais de Santo Inácio, organizadas pelo Anchietanum, e que integrantes do grupo já fazem há um bom tempo. Um pessoal de Curitiba fez um Dogão, juntou recursos, e foram para São Paulo para participar das etapas. Neste ano, as etapas (que são 5) estiveram na mesma casa, em Itaici, que fica em Indaiatuba, uma cidade próxima de São Paulo.

O MJD também deu conta de organizar seus próprios retiros, para aqueles que não podiam participar das etapas. Um aconteceu em Amparo (SP) e outro em Porto Nacional (TO). O tema do retiro de Amparo foi “Contemplação da Paixão de Cristo”. Já o de Porto Nacional foi “Projeto de Vida”.

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Abaixo, alguns depoimentos dos retirantes sobre esta bela experiência de oração:

Participei este ano da 4a etapa dos EEJ – Exercícios Espirituais para Jovens, e percebo que a cada ano que passa eu chego com menos expectativas sobre os frutos a colher no retiro, e isso é um bom sinal de amadurecimento. Essa experiência é uma ótima oportunidade para se questionar e discernir sobre assuntos que nem sempre temos tempo ou espaço adequado para tratar no cotidiano. É uma escola.

Deus quer que sejamos sal na Terra, felizes e que o nosso melhor fruto seja o amor. O retiro também serve para lembrarmos disso.

Devemos tomar consciência de que a nossa presença na Terra é única e que somos enviados para fazer a diferença; não apenas para falar de Deus, mas principalmente para cuidar para que a imagem das nossas obras reflitam a vontade de Deus.

Ano que vem tem mais!  

Diego Uzuelli, participante dos Exercícios Espirituais para Jovens

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Na tentativa de descrever as experiências vividas no retiro espiritual, considero primeiramente que é uma experiência singular pra cada ser humano, assim a reação também ocorre de forma única a qualquer experiência vivida por ele. Nos quatro dias que se passaram, experiências intensas e inovadoras ocorreram. A ansiedade para tal reencontro com Cristo era tamanha, que os dias voaram deixando um gostinho de quero mais. Foi como uma leve brisa que passa por sua face quando a muito esperada. Foi rápida, mas intensa, confortante e marcante. É desta forma que posso definir tal experiência, um verdadeiro sopro divino!

Muitas pessoas que aceitam participar do retiro buscam encontrar respostas milagrosas, porem fui com uma finalidade diferente. Nele, busquei uma crise, que me fizesse pensar, refletir e finalmente, poder crescer com ela. Meu objetivo foi conquistado!

É claro que não posso deixar de agradecer todos os envolvidos no movimento, como os freis Mariano e Zilton nos apoiando espiritualmente, as irmãs que nos acolheram como filhos, e toda a coordenação, que nos trataram com enorme respeito e amizade. 

Rodrigo Rossi, participante do Retiro Espiritual de Carnaval em Amparo (SP)

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Foi um momento bem agradável de oração, reflexão, partilha e fraternidade. Ser luz do mundo e sal da terra eis um desafio para todos. Como dizíamos, é partir para prática isso começa em pequenas atitudes do dia- a- dia, sermos diferentes na nossa maneira de ser e proceder, sermos testemunhos de vida. Acreditar em algo e lutar por ele. A experiência de cuidar do ovo algo bem diferente que refletimos, trazendo muitos pontos como o cuidado, atenção, carinho, valor, é como nossa vida precisamos cuidar bem dela. O projeto de vida outro desafio de avaliarmos nossas ações, projetando algo para ser realizado em vários pontos vida pessoal, profissional, familiar enfim fazer um panorama de como está andando minha vida e o que posso fazer para melhorar, avaliar, repensar. Que possamos pela força do Espírito Santo sermos sal da terra e luz do mundo, sal que dá a vida sabor, luz que mostra o caminho do amor como presença no mundo mas, sem ser do mundo.

Ir. Patrícia, pregadora no Retiro Espiritual de Carnaval em Porto Nacional (TO)

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O EEJ está sendo uma experiência que a cada etapa me apaixono mais e mais pelo estar plenamente em Deus. Nessa época da minha vida, o EEJ me ajudou e está ajudando a refletir sobre minhas ações a cada dia, a entender mais o outro e assim cumprir nossa missão de reverenciar, louvar e amar nosso Senhor Deus, a fim de salvar-se.

Maryane Lopes, participante dos Exercícios Espirituais para Jovens

 

Fiz a 4ª etapa dos EEJ, procurei ir mais calma e centrada para esse retiro, deixando a euforia e a ansiedade de lado. A 4ª etapa, foi uma das etapas mais fortes pela qual eu já passei, foi intensa e pude ter vários momentos de profundo encontro com Deus. Itaici é um lugar fantástico para rezar e refletir. Agradeço a minha acompanhante espiritual, pois ela foi fundamental para que eu conseguisse realizar um bom retiro. E finalmente rumo a 5ª etapa!

Jaqueline Satiro, participante dos Exercícios Espirituais para Jovens

 

Eu fui ao retiro sem grandes expectativas, mas de mente aberta. Nunca pude acompanhar a Semana Santa então tinha poucos conhecimentos sobre o assunto. O retiro foi uma experiência muito forte pois, a paixão de Cristo é um tema extremamente tocante. No caminhar dos dias eu encontrei muitas das respostas que buscava e senti um grande apoio do grupo para reencontrar minha fé e viver como um novo Cristo.

Vanessa Solla, participante do Retiro Espiritual de Carnaval em Amparo (SP)

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O Retiro de Carnaval esse ano me tocou de uma maneira especial, consegui senti-lo de um modo muito particular e humano. Vivi intensamente cada momento que passamos todos juntos na casa das irmãs, permitindo-me refletir e digerir muitos dos sentimentos que estão dentro de mim e que por muitas vezes se encontravam sem sentido, sem explicação. Procurar pela presença desse Deus que é nosso, que está dentro de cada um de nós, e buscar ser cristão, intencionando ser um outro Cristo dentro do mundo em que vivemos, é uma tarefa que parece complicada, mas não é impossível de ser alcançada quando decidimos buscar por isso e nos fortalecermos em nossa fé. O Retiro, este ano, foi para mim um instrumento de fortalecimento de minha fé e o aprimoramento de minha busca individual por Cristo.

Mirian Prado, participante do Retiro Espiritual de Carnaval em Amparo (SP)

 

Minha experiência no retiro espiritual foi única é meio difícil de explicar, dessa vez pude sentir que sai com ideias diferentes, com o pensamento mais aberto, cheia de expectativas. O tema “Projeto de vida” me chamou bastante atenção, pois passamos por várias fases e a cada percurso aprendemos coisas novas,  com projeto de vida podemos destacar estes percursos e notar que existem coisas boas em nossas vidas e passam despercebidas, porque as coisas ruins deixam marcas inesquecíveis.

A experiência com o ovo foi ótima, tínhamos que cuidar como se fosse a nossa própria vida, pois ela é frágil e não tratamos do jeito que merecemos, com o ovo foi diferente, por todo lugar que ia levava-o junto comigo, até na hora de dormir ele ficou ali ao meu lado, é até meio engraçado mais quando o ovo estava perto de mim sentia um grande anseio de proteção, de felicidade e até hoje não consegui entender esse sentimento, só de falar me deu saudades rs.

Hoje ao escrever esse depoimento percebo que foi um propósito de Deus me levar até ali para me preparar das coisas que estão acontecendo em minha vida, e é tudo que tenho pra falar, o encontro foi ótimo, espero que tenha mais.

Thaynara Norberto, participante no Retiro Espiritual de Carnaval em Porto Nacional (TO)

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A experiência de passar o carnaval em um retiro de silencio é sem dúvidas a melhor que escolhi na minha vida. Ao participar da 2ª Etapa dos EEJ, me sinto uma nova pessoa, sinto que meu ano só começa quando faço as etapas, revejo minha vida e dalí pra frente tomo atitudes e decisões com mais firmeza, clareza e paz. Retomar a nossa essência é um exercício eterno, que não devemos deixa-lo de canto e só lembrar no carnaval, mas sim executa-lo dia a dia, para que quando chegar a hora de coloca-los em pratica isso não seja algo tão inalcançável. Experimentar o amor de Deus é nos renovar no compromisso de seguidores de Cristo e permanecer no seu amor é inevitavelmente a nossa busca eterna.

May Lopes, participante dos Exercícios Espirituais para Jovens

 

A expectativa em relação ao retiro de Carnaval era muito baixa, confesso. Encarar-se de frente, encarar as angústias, aflições e desafetos não são coisas que, na grande maioria das vezes, nos colocam empolgação ou grandes esperanças do que virá. Todavia tal ato de coragem, de encarar a mim mesmo, se mostrou necessário e me moveu, com a certeza de que bons frutos nasceriam ao final dessa descida ao mais íntimo do que sou, ainda que os mesmo parecessem amargos num primeiro momento.

O processo de “descida”, assim como disse o seu Gilberto, implica em aceitar a dor, comer o pão que o diabo amassou, lamber o chão

dos palácios, dos castelos de cartas das desordens, do caos, da confusão, do egocentrismo de um ser que deseja retornar a Fonte e ter paz.

Ainda que doloroso, esse processo foi forjado, ao longo dos 4 dias, em comunhão, porém está só foi efetivamente percebida ao final destes quatro dias caminhada, trazendo consigo um único fruto,ou melhor, O fruto: a certeza de que há alguém que “me conheces.

[…]sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.” (Sl 139, 1-2).

Gabriel Arini, participante dos Exercícios Espirituais para Jovens

 

Muita gente já tinha me falado que seria bom se eu fizesse os Exercícios Espirituais, mas ninguém tinha me falado o que acontecia durante o retiro, então eu fui não sabendo o que me esperava, só acreditei que seria bom. Cada momento que eu tive em Itaici ficou guardado no coração. Dificuldades fazem parte da caminhada. Dar mais atenção às pequenas coisas são necessárias. O aprendizado vem aos poucos. Foram muitos sentimentos, às vezes bagunçados, mas que fizeram parte do crescimento interior que vivi lá e trouxe comigo na bagagem. Foi uma experiência linda!

Lidiane Harue, participante dos Exercícios Espirituais para Jovens

 

Neste carnaval fiz a 2ª etapa dos exercícios, poder para as estressantes atividades do dia a dia e se concentrar para rezar e estar mais próximo de Deus foi muito bom, nesta etapa meditamos o quanto Deus é misericordioso e amoroso para com suas criaturas, começar este período quaresmal tendo voltado de um retiro também é muito bom. Recomendo a todos, a casa, a natureza, as orações, a música, tudo se une e oferece uma atmosfera harmoniosa para oração.

Leonardo Akira, participante dos Exercícios Espirituais para Jovens

 

Foi meu primeiro retiro e realmente valeu a pena ter passado o Carnaval nele. Lá, passei a fazer novas reflexões sobre como está minha vida atual e como quero viver nos próximos anos. Conheci novas pessoas, fiz novos amigos e percebi a importância de se dar mais valor nas pessoas. Além disso, passei a admirar a Ordem Dominicana pela humildade e o carinho que ela tenta passar às pessoas, independente de crença ou classe social.

Alisson, participante do Retiro Espiritual de Carnaval em Amparo (SP)

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Participar do Retiro de Carnaval do MJD foi uma experiência nova e encantadora. Lá pude encontrar Cristo que se revelava em cada momento, Palavra e Oração e também em cada pessoa. Pude ver e ter os mesmos sentimentos de Cristo entre todos que ali estavam, me sentindo também participante da vida Dele.

Foi uma experiência que eu trouxe para vida, e que me impulsiona dia-a-dia a ser uma pessoa melhor e a também levar Cristo para os outros, para que conheçam a verdadeira alegria e o verdadeiro sentido da vida.

Agradeço a Deus por este presente e peço que Ele continue abençoando todos aqueles que fazem o MJD acontecer.

Maria Leme, participante do Retiro Espiritual de Carnaval em Amparo (SP)

 

O retiro de Carnaval deste ano foi um “tapa na cara” no sentido de “acorda, reaja, lute …” Foi uma experiência incrível para mim, pois pude me aprofundar na minha oração pessoal.

O que mais me marcou foi o momento onde Léo narrou à caminhada de Jesus para a crucificação, de quando Ele se viu sozinho … e depois avista Pedro … Isso me tocou muito e me fez repensar em tantas coisas. Enfim … esse retiro despertou muitas coisas, mais em palavras não conseguirei expressar, agora vou agir a partir do que mudou dentro de mim. Obrigada pelo excelente Retiro.

Dienifer Ichi, participante do Retiro Espiritual de Carnaval em Amparo (SP)

Boas vindas ao novo provincial e aos novos assessores!

da redação do Blog

É com alegria que nós, jovens do Movimento Juvenil Dominicano do Brasil, informamos que frei Edivaldo (mais conhecido como frei Bruno) foi eleito prior provincial dos nossos irmãos frades, em eleição ocorrida no dia 17 de janeiro de 2014, durante a assembleia a o capítulo dos frades.

Frei Bruno emitiu os primeiros votos na Ordem no dia 4 de março de 1978, sendo ordenado presbítero a 21 de junho de 1981. É Mestre em História pela Universidade Federal de Goiás (UFG), e foi professor de História da Igreja em diversas faculdades. Saudamos frei Bruno por ser escolhido para tão importante cargo a serviço da ordem e da igreja e demonstramos publicamente nossa satisfação em sua escolha.

Nos colocamos a disposição de frei Bruno e sua equipe de promotores como parceiros da pregação, para que possamos unir os esforços como uma família, afim de pregar e lutar pela construção do Reino de Deus.

Também ficamos felizes com a decisão de frei Bruno para o assessor do Movimento Juvenil Dominicano: Frei Mariano foi escolhido conforme nosso pedido enviado em carta para o capítulo. Já havíamos trabalhado com frei Mariano em muitas ocasiões. Ele nos acolheu em encontros de formação, celebrou conosco, assessorou em retiros, e diversas vezes nos presenteou com sua deliciosa macarronada. Sim, este simpático frade veio da Itália, e chegou aqui no Brasil na década de 1980. É especialista em história da Igreja e história da Ordem. Mariano aceitou o trabalho prontamente e a cada dia estreita os laços conosco. Um amigo e assessor.

Frei Mariano, em Curitiba, após a renovação do compromisso do grupo na Paróquia Santo Antônio.

Frei Mariano, em Curitiba, após a renovação do compromisso do grupo na Paróquia Santo Antônio.

Outra novidade com a troca de assessor nacional foi a nomeação de frei Zilton para assessor regional, em São Paulo. Frei Zilton já acompanhava os trabalhos e sempre foi um grande camarada. Formado em Filosofia, ele nos dá grande suporte de formação e companheirismo na caminhada. A nossos antigos assessores regionais, frei Alexandre e frei Bruninho, deixamos nosso sincero agradecimento e continuaremos juntos na missão. Esperamos em breve também comunicar a todos os assessores das outras regiões.

Frei Zilton, em São Paulo, após um encontro sobre Quaresma com o pessoal da Paróquia São Vicente de Paulo.

Frei Zilton, em São Paulo, após um encontro sobre Quaresma com o pessoal da Paróquia São Vicente de Paulo.

Por fim, mas não menos importante, agradecemos toda a dedicação e companheirismo de nosso assessor anterior, frei Claudemir (mais conhecido como Clau). Sua presença foi essencial (e ainda é) para aprendermos sobre a história e constituições da Ordem dos Pregadores e para exercitarmos nosso pilar de vida fraterna, pois frei Claudemir sempre nos incentivou a sermos amigos, a se fazer um movimento de amigos e fazer desses espaços uma parte integrante da vida de pregação.

        Nosso muito obrigado ao frei Claudemir.

Abaixo, recebemos duas mensagens. Uma de Frei Mariano e outra de Frei Zilton, nos contando sobre o processo de estarem entrando no MJD como assessores:

“São Paulo – 18/ 03/ 2014

Queridos amigos e amigas do MJD,

Quando alguém entra numa casa, a primeira coisa que deve fazer é se apresentar. É o que pretendo fazer com esta pequena mensagem a vocês.

Eu sou frei Mariano, frade dominicano de origem italiana, trabalhando no Brasil a mais de trinta anos. Vivo em São Paulo, no convento das Perdizes. O nosso Provincial frei Edivaldo me comunicou que na última Assembleia os vossos representantes pediram que eu fosse o novo assistente nacional do MJD.

Num primeiro momento fiquei bastante perplexo, pensando que já estou na fase da juventude acumulada! A vida é mesmo uma caixinha de surpresas!  Jovens pedindo por fazer sua caminhada junto com um velho…

Por outra parte, gosto de enfrentar os desafios que aparecem no caminho; e este é para mim um belo desafio, que aceitei com alegria, confiando na ajuda do Senhor, na proteção de São Domingos, e também… na vossa paciência e misericórdia.

É certo que minha contribuição poderá acontecer mais na linha da formação dominicana, do que no acompanhamento das ‘caminhadas orantes’ e atividades ‘esportivas’ desse tipo!

O Movimento Juvenil Dominicano é uma bela ‘novidade’, que brotou nestes últimos anos em várias partes do mundo. Jovens que pretendem construir sua vida e realizar sua vocação bebendo nas fontes do carisma espiritual e apostólico, que segue os passos de Domingos, de Catarina de Sena, de Rosa de Lima, de Piergiorgio Frassati e de tantos outros.

Pensando bem, esta bela ‘novidade’ não é tão novidade assim.  A proximidade e a ligação da Ordem com os jovens sempre foi muito profunda, desde os primeiros tempos até hoje.  Penso na amizade do próprio São Domingos com os jovens estudantes da universidade de Bolonha e de Paris. A amizade dele com a jovem Diana dos Andaló em Bolonha. Esta moça, filha de uma família nobre e muito rica, escutando sua pregação se motivou para seguir a vocação religiosa e lutou contra a oposição dos familiares. Resistindo à violência dos irmãos que tinham invadido o mosteiro para reconduzi-la à força na casa dos pais, ela até quebrou uma costela! Domingos lhe mandava, escondido,  mensagens de encorajamento. Penso no grande carinho de Domingos para com os numerosos jovens que abraçavam seu ideal de vida evangélica. Antes de morrer, em Bolonha, ele os quis junto de si, para dar a eles seus últimos ensinamentos.  E até confessou a eles um ‘segredo’ pessoal: algo que sentia como uma ‘culpa’. Ele confessou que sempre tinha gostado mais de se entreter com moças jovens, do que com mulheres velhas… Os jovens devem ter pensado: ainda bem que o nosso pai Domingos é uma pessoa: normal!

Lembro também o fato de os jovens estudantes das várias universidades da Europa medieval sentirem-se em casa no claustro dos frades Pregadores, cujo convento estava normalmente localizado bem perto da própria universidade. Foi graças a esta proximidade que o jovem estudante Tomás de Aquino conheceu a Ordem e descobriu o chamado de Deus para a vida religiosa, seguindo as pegadas de Domingos. O mesmo aconteceu com o jovem Alberto Magno, quando estudante na universidade de Pádua; e, também, com Jordão de Saxônia na universidade de Paris. E porque não lembrar o caso de Catarina de Sena, que antes de entrar na Fraternidade leiga participava de um grupo de jovens ligados aos frades do convento de São Domingos em Sena.  Este grupo se chamava de “allegra brigata”: galera alegre!

Mais perto do nosso tempo, lembro a grande atuação junto à juventude estudantil e operária (JEC, JUC, JOC, etc.) dos frades dominicanos do Brasil nas décadas de ‘50 e ’60. Destes grupos saíram pessoas que tiveram e estão tendo uma grade atuação no campo da pastoral da Igreja, da vida social e política brasileira. Entre os tantos, me vem a mente o famoso Betinho, discípulo predileto do nosso frei Mateus Rocha.

Podemos assim afirmar que o meio juvenil e estudantil sempre foi o lugar social e eclesial próprio da comunidade dominicana.  O MJD representa mais um belo capítulo, desta longa tradição ‘juvenil’ da Ordem.

De minha parte aceitei o pedido, que vocês me fizeram, de caminhar junto com vocês como ‘assistente’ do MJD, tendo clara consciência da oportunidade que a Providência está nos oferecendo de renovar a vivência desta bela tradição ‘juvenil’ da Ordem.

Com muito carinho me coloco, então, a disposição de vocês, como irmão de caminhada. Aos poucos terei oportunidade de conhecê-los todos, nas visitas que, junto com Bruno Alface (novo coordenador do MJD) e demais membros da equipe de coordenação, estamos programando.

Além do novo ‘assistente’,  agora o MJD poderá contar também com a colaboração do nosso estudante dominicano, o frei Zilton.

Ele é jovem na vida dominicana, mas já muito experiente no campo do estudo, do ensino e da pastoral juvenil. Trabalharemos juntos, com muito entusiasmo e, tenho certeza, com muitos bons frutos.  Deixo aqui um espaço para que ele também possa lhes mandar sua mensagem.  A todos e todas o meu abraço, com a benção de São Domingos.”

                                                                                              frei Mariano S. Foralosso, OP 

 

“Bem, é minha vez – frei Zilton – de assumir essa bela mensagem iniciada por frei Mariano.

Escrevo, consciente, de já não ser novidade para o MJD. Ainda assim, imensamente feliz por, agora, peregrinar, oficialmente, com vocês, um conjunto de pessoas fantásticas.

Tenho grandes expectativas e a certeza de que não serei frustrado por elas.

É bom estar e caminhar com vocês!”

                                                                                        frei Zilton F. Salgado, OP

Quem foi esse homem?

por Frei Lourenço Maria Papin, OP

24 de Março é uma data que sempre nos lembrará o que ocorreu na noite desse dia em 1980, na capela de um hospital de San Salvador, capital de El Salvador, na América Central.
Dom Oscar Arnulfo Romero y Galdámez, arcebispo de San Salvador ali estava celebrando a Missa pela falecida mãe de um jornalista. Bem no momento em que ele fazia a apresentação do pão e do vinho do Sacrifício Eucarístico, uma bala desferida de fora da capela traspassou-lhe mortalmente o coração.
Graças a um pequeno gravador colocado sobre o altar por um jornalista para gravar a Missa pela sua mãe, temos registrado a última homilia de Dom Oscar, como também o doloroso estampido do projétil que o atingiu.
Breve trecho dessa gravação:

“Esta Eucaristia é precisamente um ato de fé. A Hóstia se converte no corpo do Senhor que se ofereceu pela redenção do mundo e neste cálice o vinho se torna o sangue que foi o preço da salvação. Que este corpo imolado e este sangue sacrificado pelos homens nos alimentem para entregarmos nosso corpo e nosso sangue ao sofrimento e à dor, como Cristo, não para si mesmo, mas para dar o sentido de justiça e de paz ao nosso povo. Unamo-nos com justiça, fé e esperança a este momento de oração por esta mãe falecida e por todos nós”.
Esse episódio é denso de significado social, político e religioso. Para entendê-lo temos que contextualizá-lo no momento histórico em que ele ocorreu. El Salvador é o menor país da América Central, do tamanho de Sergipe, com uma densa população de cerca de cinco milhões de
habitantes, na maioria descendentes de índios e espanhóis. Na década de 70, a situação sócio-política era particularmente grave. A economia estava nas mãos de não mais de 30 famílias que detinham sessenta por cento das melhores terras. Há muitos anos, uma das mais vorazes oligarquias da América Latina, apoiada pelo exército e pelos Estados Unidos, dominava todo o país. Reagindo a essa situação surgiram diversos grupos armados, como também movimentos  populares de reinvidicações sociais, sobretudo da parte dos camponeses.
Foi quando, em Fevereiro de 1977, tornou-se arcebispo de San Salvador, Dom Oscar Arnulfo Romero y Galdámez, da Congregação Religiosa dos Claretianos. Os setores progressistas e renovadores da Igreja Católica ficaram decepcionados com sua nomeação, pois o consideravam um bispo tímido e conservador incapaz de enfrentar a problemática social do país.
Em Março de 1977, aconteceu um fato chocante. Um padre jesuíta, Rutílio Grande, auxiliar de Dom Oscar, foi barbaramente assassinado em razão de sua atuação em favor do povo oprimido. Dom Oscar repetirá, várias vezes, que o sangue desse sacerdote lhe abrira os olhos para as injustiças que estavam sendo cometidas contra seu povo. Dá-se na vida desse arcebispo uma radical transformação. Homem de grande sensibilidade pastoral, vai sentindo e conhecendo mais de perto os sofrimentos de sua gente. Sua atuação vai se tornando cada vez mais
abrangente. Recebe, em sua casa, a todo momento, grupos de camponeses, mães de família, mulheres humildes, adultos e jovens que vêm falar de seus mortos que foram vítimas de perseguições e violências. Dom Oscar torna-se a voz dos que não tinham voz, sobretudo através de suas
vibrantes homilias na Catedral de San Salvador e de seus corajosos pronunciamentos e entrevistas pela rádio, denunciando, com fatos e dados, todo tipo de injustiça que o povo estava sofrendo.

Sua presença, sua palavra e sua atuação apostólica e profética incomodaram o governo, os poderosos e as classes dominantes. Uma de suas últimas homilias em que conclama os soldados a não obedecerem a seus chefes para evitar a morte de seus irmãos camponeses, lhe custará à vida. Assim falava Dom Oscar:
“Diante de uma ordem de matar que dê um homem, deve prevalecer a Lei de Deus que diz: não matarás. Nenhum soldado está obrigado a obedecer a uma ordem contra a Lei de Deus”.

E assim, naquela noite do dia 24 de  Março de 1980, celebrando a Eucaristia, Dom Oscar, ensanguentado aos pés do altar, morreu mártir do Cristo e da sua Igreja, por ter lutado em favor de sua gente pobre e oprimida e por ter enunciado e enfrentado a violência brutal dos poderosos de seu país. Dom Oscar tinha dito:

“Se me matarem, ressuscitarei na luta do meu povo”.
Seu martírio certamente não terá sido em vão. Como não terá sido em vão a morte ou martírio, em 1989, de seis sacerdotes jesuítas da Universidade Centro-Americana (UCA) de San Salvador, seguidores de Dom Oscar Romero. Cabe aqui lembrar que há 34 anos, por ocasião da morte de Dom Oscar Romero, fundava-se na Região Episcopal Ipiranga, Arquidiocese de São Paulo, o Centro de Direitos Humanos Oscar Romero (COR). Levando o nome de Oscar Romero, esse Centro quis prestar seu preito de homenagem e veneração a esse mártir latino-americano.
O COR, além de sua missão de promover a Justiça e a Paz, tornou-se forte instrumento de divulgação da vida e missão de Dom Oscar Romero. Entre os fundadores desse Centro estão Frei Lourenço M. Papin, Frei Romeu Dale e Frei Sérgio Calixto Valverde (falecidos), e o Prof. José J. Queiroz.
Quem foi esse homem?
Foi um pastor, exemplo de amor e doação até o fim, como Cristo. Foi um profeta e mártir da Justiça e da Paz.

Na Santa Sé vai adiantado o processo de sua beatificação. Antes mesmo de ser beatificado e canonizado, exclamo com DomPedro Casaldáliga, Bispo emérito de São Félix do Araguaia, amigo pessoal de Dom Oscar:

“É São Romero da América”!

Assim o invoquei quando, como romeiro, visitei seu humilde túmulo na Catedral de San Salvador.

Resumo da reunião da Comissão Internacional do Movimento Juvenil Dominicano

traduzido por Thales Cervi

Queridos irmãos e irmãs:

Como vocês devem saber, os membros da Comissão Internacional se reuniram entre os dias 28 de Novembro e 2 de Dezembro do ano passado em Santa Sabina, Roma (Itália).

Lá tivemos a oportunidade de conhecer membros da Cúria e outras entidades da Família Dominicana.  Nós trouxemos saudações calorosas a todos e desejamos fortalecer esses laços fraternos ao longo do tempo.

Um agradecimento especial ao Fr. Bruno, Mestre da Ordem, por sua abertura as nossas ideias e por compartilhar nossa visão no que diz respeito ao movimento.

Temos muito trabalho a fazer, mas sabemos que com a ajuda de todos que participam do Movimento Juvenil Dominicano daremos conta do recado.

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Reunião da Comissão Internacional do Movimento Juvenil Dominicano com o Mestre da Ordem, frei Bruno Cadorè, OP

Seguem algumas considerações e sentimentos que surgiram do encontro:

O objetivo do 800º Jubileu da Ordem é convidar a família Dominicana a uma profunda renovação. Não um tempo somente de celebrações, mas também de fortalecimento de nossa identidade de pregadores. O jubileu está sendo celebrado pela Ordem como um tempo de rejuvenescimento. Por isso, voltamos nossa contemplação à primeira comunidade de Jesus, assim como as primeiras comunidades Dominicanas. Nosso carisma é importante e abundante em serviço missionário.

Nós como IDYM tivemos oportunidade de experimentar a força da missão e da fraternidade na experiência que tivemos na Colômbia.  Portanto, todos os grupos são incentivados a participar em missão e de colaborar com outros em missões não concluídas. Nossos grupos são um braço forte na fraternidade e nós gostaríamos que cada membro pudesse mostrar aos que não nos conhecem, aproximando-se através da palavra e talvez até incentivando a formação de novos grupos.

Nós também gostaríamos de aumentar naturalmente o encontro entre grupos diferentes do IDYM em cada região. E baseado em trabalhos locais, grupos que já existem suportem estruturas regionais efetivas. A Comissão Internacional é um apoio ao movimento, mas também acreditamos ser importante que ele funcione como uma rede de trabalho conectada com cada um, sem isolamento, que enriqueça e facilite a missão comum de pregação.

Durante o encontro em Santa Sabina, conversamos com o Mestre e com irmãos e irmãs de diferentes localidades geográficas da Ordem. Percebemos que há outros grupos de jovens que não sabem ou não fazem parte do IDYM. Por isso vemos a incorporação desses grupos de Dominicanos ao movimento como uma tarefa para os próximos anos, de forma que outros grupos ajudem sua aceitação e sentimento de pertença.

Seguem também as considerações pontuais de cada área:

Missão para 2014:

  • Criar um grupo de trabalho composto por membros de todos os continentes;
  • Compartilhar no website de cada grupo os trabalhos de missão, propondo que cada grupo escreva pelo menos um artigo por ano sobre as atividades desenvolvidas. Aconselhado a ser postado em Julho;
  • Fazer um vídeo que mostre como o carisma missionário aviva os grupos de jovens de espiritualidade Dominicana (MJD e outros);

Para 2015:

  • Queremos abrir espaço permanente para a missão (foi acordado com DVI de encontrar um lugar permanente para tal espaço) onde possamos implementar um projeto comum, com esperança de início em 2015;

 Comunicação:

  • Reestruturar o website, o que levará tempo, mas continuar com as publicações;
  • Estar atualizado no website e nas redes sociais para que todos os grupos possam mostrar o que estão fazendo. Também precisamos das atualizações dos grupos para publicação no website oficial da Ordem, o que nos permitirá conhecer melhor o que ocorre em nosso país e em qualquer outro lugar;
  • Para isso pedimos três itens (atualizações) sobre a missão em cada país ou outras atividades (encontros e assembleias nacionais, encontros da Família Dominicana, propostas criativas e originais, etc.);
  • Também gostaríamos que fossem compartilhados vídeos e imagens dos seus grupos e de outros grupos de jovens Dominicanos que conheçam;
  • Nós informaremos sobre as principais notícias da Ordem, DSI, DVI, do 800º Jubileu e newsletters (DVI, SDI, Afridoms, Domlife, CIDALC the Day, etc.);
  • Criamos um mapa de informações para contato de cada país. Precisamos que todos os países compartilhem as informações de contato do Coordenador Nacional,  bem como links para websites e redes sociais;
  • Sean entrou em contato com pessoas que se voluntariaram para equipes de tradução, se mai alguém quiser se juntar ao grupo pode fazê-lo entrando em contato com ele;

Formação:

  • Estamos organizando materiais existentes para montar um livro completo de formação básica em Francês, Inglês e Espanhol para servir aos grupos;
  • Estamos trabalhando junto com DOMUNI pra providenciar conteúdo aos grupos que precisam de formação mais avançada. Grupos interessados podem contatar Lyamar;
  • Nós também preparamos uma série de questões mensais sobre o tema do Jubileu Dominicano deste ano:  O Laicato Dominicano e a Pregação (http://www.op.org/en/content/2016-jubilee-foundation-order-preachers). Nós convidamos você a refletir com elas todo mês sobre o significado de ser jovem leigo pregador.  Mensalmente publicaremos um artigo de um membro da Família Dominicana;

Para o mês internacional da Missão:

  •  Nós propusemos Setembro como o período de missão comum e voluntariado para todos os grupos do IDYM. Queremos fortalecer essa área e convidar todos os grupos a desenvolver tais atividades enriquecendo o senso de unidade, comunidade e compromisso entre todos;

Para o Jubileu:

  • Nós queremos que você esteja atento às diversas atividades que a Ordem está preparando local, nacional e internacionalmente para marcar o 800º aniversário. Muitos eventos estão em processo de definição e nós ainda não podemos detalhá-los, mas podemos adiantar que esperamos participação significativa do IDYM;
  • Fr. Bruno explicou que devido às diversas atividades que estão sendo preparadas existe a possibilidade de mudanças na agenda e por isso as datas definidas na Assembleia da Colômbia não são mais válidas. Por enquanto, não podemos especificar data para a próxima Assembleia do Movimento, mas assim que tivermos a definição de data nós notificaremos;
  • Ainda há muito para a Comissão Internacional fazer, mas queremos você informado e também queremos escutá-lo sobre suas contribuições. Então não pense duas vezes antes de entrar em contato.
  • Também incluímos o link para o questionário online para os grupos. Dentro de um mês o questionário estará definitivamente fechado. Queremos e precisamos de suas respostas: https://docs.google.com/forms/d/1Wr5AHlRXstP7MlZ_SJ5j1-vZn5zME-WxsEN8Wfr2u2s/viewform#sthash.p7GfYvGJ.dpuf

Por fim, convidamos você a continuar testemunhando o Evangelho, pregando o que te faz feliz e vivendo a fraternidade dentro dos grupos.

Saudações;

José Alberto de Blas
International Coordinator (idym@curia.op.org)

Leonardo De Laquila
Promoter of Mission (mission.idym@gmail.com)

Sean Mundy
Promoter of Communication (communications.idym@gmail.com)

Lyamar Diaz-Rodriguez
Promoter for Formation (formation.idym@gmail.com)

Daniel Toledo
Promoter of Finance (finance.idym@gmail.com)

24 de fevereiro 2014

MJD participa de formação sobre “Protagonismo Juvenil” em Palmas (TO)

Por Giovanna Araújo

O estudo é um dos elementos que compõem o chamado tripé do carisma dominicano (além da oração e a vida em comunidade). Na sede por mais conhecimento e aprofundamento, nossa amiga Giovanna Araújo, membro do MJD-Porto e Promotora Nacional de Missão, participou de um encontro de formação realizado pela Rede de Educação Cidadã (RECID), em Palmas (TO).

Dijó, como é mais conhecida, viveu ótimos momentos ao lado de jovens indígenas, pescadores, assentados, acadêmicos e cantores. Leia o relato que ela escreveu sobre os principais pontos dessa experiência.

“No último fim de semana de 22 e 23 de janeiro, tive a oportunidade de participar da II Escola de Formação Padre Josimo, realizada pela Rede de Educação Cidadã (RECID), em Palmas, no Tocantins. A escola tem quatro módulos, e nesse primeiro o tema abordado foi “Protagonismo Juvenil”, que teve como objetivo principal desencadear um processo de formação sócio-político, cultural, que contribua para o fortalecimento da luta pelos Direitos Humanos no estado do Tocantins, envolvendo de modo especial nós jovens em vista do nosso protagonismo como cidadãos na construção do poder popular. Havia uma equipe bem estruturada fazendo a acolhida, e quem ministrou os momentos foram a Carmelita, o Alex, o Pedro e o João.

O encontro foi realizado em uma chácara que fica a 3km da rodoviária de Palmas. Fomos acolhidos pela bela natureza que nos cercava e por ser um lugar alto dava para ver parte da cidade. Tudo muito lindo, um lugar que transmite muita paz (isso me ajudou muito durante o decorrer do encontro).
As atividades começaram por volta das 20h. Os organizadores se apresentaram e, logo após, foi a nossa vez de dizermos de onde viemos e o que fazíamos.
Fiquei muito encantada ao saber que eu estava no meio de jovens indígenas, pescadores, assentados, acadêmicos, cantores entre outras tantas diversidades. Depois disso, tivemos música, piada, um momento de total descontração com o João – um cara que canta “coco”, um tipo de música que conta fatos corriqueiros do dia a dia.

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No segundo dia de encontro, o negócio começou a pegar fogo com a rádio comunitária da Carmelita. Ela inventou essa dinâmica pra instigar todos nós a dizermos sobre como era o jovem da nossa cidade. Ela vinha cheia de façanha dizendo: “Essa é a rádio comunitária e lá na sua cidade o jovem está…” e colocava um microfone para cada um dizer. Depois disso, foram comentadas as dificuldades que cada grupo ou comunidade tinha para atuar em suas respectivas áreas, tais como a luta pela terra que tem tido em vários lugares do estado, a falta de locais para os jovens se divertirem, a situação em que estavam as ruas das cidades… e por aí foram vindo indignações e experiências vividas por cada um em sua comunidade.

No decorrer pude perceber que tudo que ouvíamos durante as palestras teve muito resultado nos grupos que foram divididos para discutir textos e situações comentadas. Os jovens se sentiam mais à vontade em grupos pequenos e assim tudo ficou bem mais produtivo. Nas ideias de grupo tive a oportunidade de partilhar experiências com duas jovens assentadas e elas me disseram sobre a dificuldade do lugar em que vivem, desde o transporte à escola até a resistência de fazendeiros que quase todo dia dão “pitaco” na vida deles. Me disseram também algo que me deixou bem feliz, que foi um encontro da Pastoral da Juventude Rural (PJR) realizado no Recife com mais de 5 mil jovens lutando por seus direitos.

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Continuamos o último dia com mais discussões de fatos polêmicos que aconteceram entre os jovens e pude ver muita determinação em cada um que estava presente. Elegemos presidentes e vices por região. A presidente da minha é a Ivanilda, que hoje é evangélica e servidora pública, e o vice é o Demetryus, estudante, cantor, compositor e, daqui a pouco, integrante de uma banda super da hora; Essas eleições foram feitas para que os componentes de cada região fiquem mais organizados e para trocarmos ideias de como e quando podemos atuar em algum movimento social.

Para finalizar, uma frase que matutamos durante o encontro: ‘Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo’ (Paulo Freire).”

Com que roupa eu vou?

da redação do Blog

Olá pessoal. Como vão?

A Caminhada Orante de 2014 está chegando.

E como fazemos todos os anos, escolhemos um modelo de camiseta para nos identificar e representar o MJD na Caminhada.  Além disso, todos usarem a camiseta do movimento garante uma certa segurança, pois assim é possível identificar os integrantes mais fácil nas trilhas.

Para este ano também temos uma novidade. A cor será única para meninas e meninos, mulheres e homens. Portanto, caprichem na decisão.

Abaixo vai um demonstrativo das cores e a enquete:

post MJD_COM QUE ROUPA_CORES-03

Votem, comentem, compartilhem… mas só não vale fazer campanha. 😉

Ah, a votação se encerra no dia 27/03. Então corra.

Em breve teremos mais notícias sobre a Caminhada.

Abraços, pessoal.

Irmã Martha Maria e Madre Anastasie: uma história de amor.

por Danize Mata

Quando falamos em Madre Anastasie, fundadora das Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Monteils, logo me recordo com carinho e saudade da querida Ir. Martha Maria, religiosa da minha congregação, com quem tive a graça de conviver de pertinho nos meus anos de noviciado.

Lembro-me e sou grata, pois Ir. Martha muito colaborou em minha formação, através de seu testemunho de vida e amor à Família Dominicana e por suas maravilhosas aulas: História da Congregação, Noções de Psicologia e Francês.

Ela entrou para o noviciado das Irmãs Dominicanas em Uberaba- MG, em março de 1953 e, no ano seguinte, foi enviada a Monteils, França, na Casa- Mãe da Congregação, onde após o noviciado, fez sua primeira profissão e logo depois, foi para Roma onde estudou Teologia .

Madre Anastasie

Madre Anastasie

Durante 12 anos, Ir. Martha viveu uma desafiante missão, porém muito importante para todas as Irmãs, foi encarregada da Causa de Beatificação da Fundadora da Congregação, Madre Anastasie Conduché. Após muito trabalho voltou para o Brasil em fins de 1966, trazendo na mala muita experiência, sobretudo uma grande paixão pela nossa fundadora. Após muita pesquisa deixou para nós uma grande herança, a organização de seis volumes das “Cartas da Madre Anastasie”. Ir. Martha é falecida, desde abril de 2011, sua vida e seus sonhos continuam em nós que tivemos a oportunidade de conhecê-la e partilhar de sua vida toda entregue a Deus e aos irmãos.

Ir. Martha Maria

Ir. Martha Maria

A paixão de Ir. Martha pela vida consagrada, por Madre Anastasie, sempre me contagiou, aprendi a amar a nossa fundadora e colaborar hoje na missão iniciada por ela .

Em Madre Anastasie admiro a sua simplicidade, bondade, coragem, força e fé. A sua sensibilidade às dores do mundo é muito evangélico como quis São Domingos. Muito sensível ao sofrimento do outro, não hesita em enviar desde o início da fundação, Irmãs para visitarem e cuidarem dos doentes, para as Irmãs aprenderam assim a própria linguagem do Evangelho na qual o anúncio da Palavra é sempre acompanhado das palavras e dos gestos de bondade.

Para Anastasie: O essencial de nossa vida é que fique em alguma parte o fruto de nossa bondade. 

Sobre Madre Anastasie, e para finalizar, partilho um poema da Ir. Martha Maria.

Em Busca de Gravetos.

Em busca de gravetos
para alimentar o FOGO e a LUZ
da FÉ
de quem aprendeu
a crer
até mesmo antes
de saber amar…

Quem?

… uma menina
chamada ALEXANDRINA
da família ARTIÈRES – CONDUCHÉ
que recebeu desses pais…
não só a vida do corpo,
mas também aquela
que nos dá direito de chamar
DEUS  de  PAI
…E a menina…
todos os dias..
buscava gravetos.

Onde?

…em Compeyre, Aveyron, França,
num pequeno bosque,
atrás de uma casa muito simples,
onde morava uma família,
pobre só de bens materiais,
rica porém de  AMOR
de  COMPREENSÃO ,
de PAZ.

GRAVETOS,  para que?
…para alimentar
um FOGO  até fraco
mas que não devia se apagar
NUNCA
mesmo na hora do VENTO  forte,
na  hora da TEMPESTADE,
na  hora  da  ESCURIDÃO
que mais se parece
com a MORTE.
A menina buscava gravetos…
a mãe esperava por ela.
A mãe precisava dos gravetos
para alimentar um FOGO
que embora fraco
gerava calor para atenuar
a  DOR
dos membros endurecidos por causa
do reumatismo e outros males…
a  menina buscava gravetos e
a mãe esperava por ela.
Ela buscava gravetos e, no entanto
encontrou, de repente, no silêncio,
A graça da CONTEMPLAÇÃO…
E então o tempo correu, vuou..
e o pensamento deu lugar a uma sensação
de PAZ, de AMOR,  DOAÇÃO
….Que bom ficar assim, exclamou:
…ficar ali sonhando, cantando, louvando a Deus,
agradecendo por tudo o que nos dá
como o mais bondoso dos pais.
…a menina buscava gravetos,
galhos secos para alimentar
uma pequena fonte de calor
e encontrou um jeito de entrar em comunhão
com  AQUELE que  É  O  AMOR
que  É  a  VERDADE
que  É  a  VIDA em plenitude
…mas a menina buscava gravetos
e a mãe esperava por ela
E não só a mãe…
…Quantos ainda esperam por alguém
que lhes fale desses gravetos,
desses simples galhos secos
que podem alimentar um grande  AMOR
TRANSFORMADOR  de  VIDAS,
um grande  AMOR   capaz de tirar da  MORTE
quem for capaz  de  CRER
…a menina já encontrou muitos gravetos.
E encontrou outras pesssoas para ajudá-la
nessa  busca e nesse anúncio da
FÉ  e  do  AMOR  de  DEUS  POR  NÓS
Agora chegou a nossa vez…
Estamos em busca de gravetos
para alimentar a nossa FÉ
e a daqueles que esperam por nós.
…estamos em busca de gravetos
e devemos descobrir, no silêncio,
a grande graça da CONTEMPLAÇÃO
para chegar ao “CONTEMPLATA  ALLIIS TRADERE”
de São Domingos e dos
Dominicanos e Dominicanas.
Estamos em busca de gravetos e
O MUNDO  ESPERA  POR  NÓS

Irmã Martha Maria

Dia de São Tomás de Aquino

Olá pessoal. Como vão?

Hoje, 7 de março, é celebrado o dia de São Tomás de Aquino. Nesta data, fazemos memória de sua morte. Porém, no dia 28 de janeiro, fazemos ofício de memória simples, em razão da transferência de seu corpo para o Convento Jacobinos de Toulouse.

Acompanhe em sua região a celebração solene em memória de São Tomás:

São Paulo (SP)
-Paróquia Sagrada Família – Saúde, às 19h15
-Paróquia São Domingos – Perdizes, às 19h

Curitiba (PR)
– Paróquia Santo Antônio – Boa Vista, às 19h

Porto Nacional (TO)
– Catedral Nossa Senhora das Mercês, às 19h

Abaixo, deixamos uma pequena biografia de São Tomás, que dedicou sua vida à verdade, ao ensino e a pesquisa, e hoje é considerado padroeiro dos estudantes universitários.

Nascido no Castelo de Roccasecca, no sul da Itália, pelo ano de 1225, quatro anos após a morte de São Domingos. Aos 18 ou 19 anos Tomás ingressou na Ordem Dominicana na cidade de Nápolis, sem avisar sua mãe Teodora e os irmãos. Seu pai já falecera.

De fato, a decisão de Tomás contrariou a vontade dos irmãos, e por isso o conservaram preso durante certo tempo num Castelo da família. Estudou Filosofia e Teologia em Colônia (Alemanha) e em Paris (França), sob a orientação de Santo Alberto Magno, grande pensador dominicano. Tomás, filho de uma família nobre, assumiu a vida dominicana de pobreza, obediência  e castidade, bem como o amor ao estudo.

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Dedicou todo o seu talento ao conhecimento profundo da filosofia aristotélica, levando a bom termo os estudos iniciados pelo Mestre Santo Alberto Magno, Com sua genialidade, adaptou a doutrina de Aristóteles à Filosofia e Teologia cristã.

Frei Tomás lecionou durante vários anos em Paris. Ocupou também o cargo de Mestre do Sagrado Palácio na Cúria Romana, e deixou muitos escritos, seja comentando obras de Aristóteles ou Livros da Bíblia.

Sua obra-prima é a Suma Teológica, que lhe valeu o Título de Doutor “comum” da Igreja Católica. Faleceu em Nápolis, no dia 7 de março de 1274, quando se dirigia a pé ao Concílio Ecumênico de Lião, na França.

Para ler mais sobre o estudo na vida dominicana e a biografia de outros santos, acesse nossa revista.